sábado, 11 de junho de 2011

Vitamin D levels, microvascular complications, and mortality in type 1 diabetes

Pesquisadores publicaram, recentemente, no Diabetes Care, um estudo em que procuraram avaliar vitamina D como preditor de mortalidade por todas as causas, progressão de normoalbuminúria para micro ou macroalbuminúria e o desenvolvimento de retinopatia basal ou proliferativa em pacientes com diabetes tipo 1.
Foi realizado um estudo observacional prospectivo de acompanhamento no qual uma coorte de inserção de pacientes com diabetes tipo 1 foi acompanhada desde o surgimento do diabetes, diagnosticado entre 1979 e 1984. Níveis plasmáticos de vitamina D foram determinados por cromatografia líquida de alta performance/espectrometria de massa em 227 pacientes antes que os pacientes desenvolvessem microalbuminúria. Valores iguais ou inferiores ao percentil 10 (15,5 nmol/L) foram considerados deficiência grave de vitamina D.
A mediana (variação) de vitamina D foi igual a 44,6 (1,7 – 161,7) nmol/L. O nível de vitamina D não se associou a idade, sexo, taxa de exreção urinária de albumina ou pressão arterial. Durante o acompanhamento, 44 (18%) pacientes faleceram. Em um modelo de riscos proporcionais de Cox, a razão de risco para mortalidade em pacientes com deficiência grave de vitamina D foi igual a 2,7 (1,1 – 6,7; P = 0,03) após ajustamento para taxa de excreção urinária de albuina, HbA1c e fatores de risco cardiovascular convencionais (idade, sexo, pressão arterial, colesterol, tabagismo). Dos 220 pacientes, 81 (37%) desenvolveram microalbuminúria e 27 (12%) destes progrediram para macroalbuminúria. Além disso, 192 (87%) pacientes desenvolveram retinopatia basal, enquanto que 34 (15%) progrediram para retinopatia proliferativa. Deficiência grave de vitamina D em momento basal não foi preditor do desenvolvimento destas complicações microvasculares.
Os pesquisadores concluíram que, em pacientes com diabetes tipo 1, a deficiência grave de vitamina D prediz independentemente a mortalidade por todas as causas, mas não prediz o desenvolvimento de complicações microvasculares retinianas e renais. Se a substituição de vitamina D em pacientes com diabetes tipo 1 pode melhora o prognóstico, isso ainda precisa ser investigado.

Diabetes Care; 2011;34:1081 – 1085
Fonte: www.diabetesnosciudamos.com.br