quarta-feira, 12 de abril de 2017

Frutas frescas previnem diabetes e suas complicações.


Frutas frescas protegem contra diabetes e suas complicações

Benefícios confirmados em um grande estudo chinês 

Pontos de ação:

Maior consumo de frutas frescas foi associado em uma relação dose-resposta com menor risco de diabetes e complicações vasculares diabéticas, em um grande estudo epidemiológico entre chineses adultos. 

Note que, enquanto o estudo encontrou uma em geral fraca associação inversa entre o consumo de frutas com o açúcar no sangue, pacientes chineses com diabetes tendem a evitar comer frutas frescas por causa de uma crença errônea de que qualquer alimento com sabor doce aumentará suas taxas de açúcar no sangue.

Comer frutas frescas todos os dias foi ligado a um menor risco de diabetes e de complicações vasculares relacionadas ao diabetes em um estudo epidemiológico chinês que incluiu cerca de meio milhão de pessoas.

Entre os indivíduos sem diabetes no início do estudo, o consumo diário de frutas foi associado com 12% menor risco para desenvolver diabetes em comparação com os que nunca ou raramente comem frutas frescas (hazard ratio 0.88; 95% ci 0.83-0.93; p <0.001), o que corresponde a uma diferença de 0.2 pontos percentuais em 5 anos de risco absoluto, disse uma pesquisadora da equipe de pesquisa liderada por Huaidong du, MD, PhD,  da Universidade de Oxford na Inglaterra. 

O estudo encontrou uma relação dose-resposta entre o consumo de frutas frescas e o risco de diabetes, sendo que cada porção diária de frutas consumidas foi ligado a uma redução de 12% do risco (HR 0.88; 95% CI 0.81-0.95; p = 0.01 para tendência). Essa associação não foi significativamente modificada por sexo, idade, região, estação do ano, ou uma série de outros fatores, incluindo tabagismo, o consumo de álcool, atividade física, IMC e a história da familiar de diabetes, Du e colegas relataram on-line na revista PLoS Medicine.

Entre os indivíduos com diabetes no início do estudo, comer 100 gramas por dia de frutas frescas foi associado com menor risco de todas as causas de mortalidade (HR 0.83; 95% CI 0.74-0.93), complicações microvasculares (HR 0.72; 95% CI 0.61-0.87), e complicações macrovasculares (HR 0.87; 95% CI 0.82-0.93) (p <0.001 para tendência), foi encontrado no estudo.

"Para nosso conhecimento, este é o primeiro grande estudo prospectivo demonstrando associações similares inversas entre o consumo de frutas com ambas incidência de diabetes e complicações diabéticas. Estes resultados sugerem que um maior consumo de frutas frescas é potencialmente benéfico para prevenção primária e secundária da diabetes,"  escreveram Du e colegas.

Estudos anteriores entre ingestão de frutas e o risco de diabetes "foram realizados principalmente entre populações ocidentais e tendem a combinar frutas frescas com frutas processadas (às vezes, incluindo também suco de fruta), em contraste com o foco apenas em frutas frescas, como em nosso estudo. Isto pode, em parte, explicar a associação linear muito mais forte observada em nosso estudo. além disso, a associação mais forte observada no estudo também pode ser devido a um consumo muito baixo de frutas entre o povo chinês ..." eles acrescentaram.

Pacientes chineses com diabetes tendem a evitar comer frutas frescas por causa de uma crença errônea de que qualquer alimento de sabor doce aumentará suas taxas de açúcar no sangue, disseram Du e colegas. No entanto, o estudo encontrou um geral fraca associação inversa do consumo de frutas com açúcar no sangue e a glicose no sangue foi ligeiramente inferior em média entre os consumidores diários versus não consumidores.

Para médicos, o estudo "reforça o poder de nutrição," disse Lauri Wright, PhD, da Universidade do Sul da Flórida em Tampa, em um e-mail para medpage hoje. Wright, que não foi envolvida no estudo, é um porta-voz a Academia de Nutrição e Dietética. "isto pode ser muito motivador para pacientes com diabetes ou em risco de diabetes saber que apenas 1-3 porções de frutas cada dia pode diminuir o risco de desenvolver diabetes ou de complicações de diabetes que ameaçam a vida," ela disse. "um ótimo exemplo de alimentos como tratamento!"

Entre 2004 e 2008 os investigadores recrutaram aproximadamente 510,000 adultos com idades entre 30-79 para inclusão no estudo China Kadoorie Biobank . Durante cerca de 7 anos de acompanhamento, 9,504 novos casos de diabetes foram registrados entre os mais de 480,000 participantes sem diabetes. Entre os cerca de 30,000 pessoas com diabetes no início do estudo, 3,389 mortes, 9,746 casos de doença macrovascular, e 1,345 casos de doença microvascular foram registrados. Os investigadores utilizaram análise de regressão de Cox para explorar conexões entre estes resultados e o auto-relatatado consumo de frutas.

Quanto aos possíveis mecanismos subjacentes aos resultados do estudo, os açúcares naturais das frutas podem não ser metabolizados da mesma forma que os açúcares refinados,  disseram Du e colegas.

Além disso, fruta é uma boa fonte de fibra dietética, minerais, e antioxidantes, "que podem trabalhar sinergicamente para conferir vários benefícios no metabolismo - incluindo anti-oxidante, anti-inflamatórios, anti-proliferativa, anti-agregante plaquetária, anti-hipertensivos, anti-dislipidêmico, anti-hyperglicêmico, e efeitos anti-aterogênicos - e modulação da composição e atividade metabólica da microbiota intestinal, o que poderia reduzir o risco de diabetes, bem como o de complicações vasculares entre aqueles que já desenvolveram diabetes," os autores sugeriram.

Limitações do estudo incluem que o seu questionário de dieta não foi validado contra outro método de referência, e que não distinguem entre os diferentes tipos de frutas que os participantes consumiram.
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PLOS Medicine | https://doi.org/10.1371/journal.pmed.1002279 April 11, 2017 1 / 19 


terça-feira, 19 de maio de 2015

Exposição precoce à antibióticos está associada à obesidade infantil



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Autor(a):       Alweyd Tesser

A exposição precoce a antibióticos está fortemente ligada ao aumento do risco de obesidade infantil, de acordo com resultados de um estudo coorte, retrospectivo, longitudinal apresentado na Reunião Anual da Pediatric Academic Societies.

Os autores avaliaram a associação entre a exposição aos antibióticos desde o nascimento até 47 meses com status de peso de 48 a 59 meses de idade, usando registros médicos eletrônicos, entre 2002 e 2010, de 4.938 indivíduos no banco de dados do Grupo de Saúde Cooperativa do estado de Washington, nos Estados Unidos. Destes indivíduos, 3.533 (72%) tinham sido expostos a antibióticos.

A exposição a antibióticos foi definida como qualquer prescrição para um antibiótico oral para um indivíduo entre 0 e 47 meses de idade. Foram excluídos prescrição de uso tópico, intravenoso, intramuscular e antibióticos oftálmicos.

O desfecho primário foi a proporção de crianças com sobrepeso e obesidade, tal como definidos pelos critérios para o crescimento de crianças de 48 a 59 meses do Centro de Prevenção e Controle de Doenças. A regressão logística multivariada avaliou a associação de exposição aos antibióticos e sobrepeso (definido como índice de massa corporal [IMC] ≥ percentil 85 e percentil ≤ 95) ou obesidade (definida como IMC > percentil 95), a 48 e 59 meses. Os dois modelos utilizados foram ajustados para IMC materno, diagnóstico de asma na infância, tipo de parto, peso ao nascimento, raça e exposição materna à antibióticos no pré-natal.

O peso médio das crianças foi de 3.443 g (variação interquartil [IQR]: 3.119 a 3.799 g), e a idade gestacional média foi de 39,0 semanas (IQR: 38 a 40 semanas).

Do grupo de crianças expostas aos antibióticos, 53% foi exposta antes dos 12 meses de idade. Dos 48 aos 59 meses de idade, 11% das crianças expostas e 12% das crianças não expostas precocemente a antibióticos, estavam acima do peso.

A taxa de obesidade foi de 5% nas crianças expostas e de 3% nas crianças não expostas precocemente aos antibióticos, com diferença significativa (p < 0,05). O uso materno de antibióticos orais foi associado à obesidade dos 48 aos 59 meses (OR = 1,61 – IC = 95%, 1,07-2,42).

Os autores concluem que a exposição aos antibióticos no momento do nascimento até os 47 meses foi associada com maior IMC dos 48 aos 59 meses, e que a exposição materna à antibióticos no pré-natal também foi associada com a obesidade na criança. "Estudos futuros deverão explorar o mecanismo da relação entre a exposição precoce aos antibióticos e obesidade. Uma hipótese é de que essa associação se deve a mudanças na composição da microbiota intestinal”, afirmam.

Referência(s)

Dawson-Hahn E, Mendoza J A, Lozano P, Dublin S, Kronman M, Fesinmeyer M D, et al. The Association Between Early Antibiotic Exposure and Later Obesity: A Cohort Study. Disponível em: http://www.abstracts2view.com/pas/view.php?nu=PAS15L1_2155.3. Acessado em 13/05/2015

FONTE: http://www.nutritotal.com.br/notas_noticias/index.php?acao=bu&id=733

segunda-feira, 9 de março de 2015

Nova Insulina Inalável- Afrezza




Sanofi lança insulina inalável nos EUA

afrezza inhaled insulin

A partir de agora, pacientes diabéticos que vivem nos EUA e cujo tratamento inclui o uso de insulina terão uma alternativa ao produto injetável. O laboratório Sanofi lançou uma insulina em pó inalável. O produto já tinha sido aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) em Junho de 2014.


A inalação promete agir mais rapidamente e ser muito mais conveniente do que as injeções. No entanto. um produto inalável já falhou no passado e há preocupações sobre os potenciais riscos associados com o ato de respirar a insulina em pó.


Chamado Afrezza®, o medicamento deve ser inalado com a ajuda de um pequeno inalador de fácil uso. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina para a corrente sanguínea, cumprindo o papel de regular a quantidade de açúcar no sangue.


O Afrezza® não deverá ser usado em pacientes com asma ou por aqueles que sofrem de certas complicações do sistema respiratório. Também não é recomendado para fumantes ou ex-fumantes.


Uma outra insulina inalável produzida pela concorrente Pfizer chamada Exubera foi aprovada em 2006, mas deixou de ser vendida logo depois. O inalador era grande e desajeitado e os pacientes acabaram por desistir de usá-lo, desencorajados pelos testes de função pulmonar periódicos a que tinham de se submeter.

fonte : http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/mercado/1928-sanofi-lanca-insulina-inalavel-nos-eua.html

FDA aprova nova insulina de ação lenta -Toujeo



No dia 25 de fevereiro de 2015, a FDA ( food and drug administration – órgão americano que regulamenta medicamentos ) aprovou a insulina de longa duração Toujeo ( insulina glargina U300).para o tratamento de DM1 e DM2.
Trata-se da mesma molécula da glargina porem de menor volume e com formulação mais concentrada ,com absorção mais lenta do que a glargina U100.
É uma insulina basal ,aplicada uma vez ao dia, e foi desenhada para ser liberada mais gradualmente . Desta forma apresenta meia vida mais longa , com menor incidência de hipoglicemia noturna e severas .



Em estudos envolvendo mais de 3500 adultos com DM1 e DM2 , Toujeo produz o mesmo controle que a lantus porem com menor índice de hipoglicemia.
Será lançada nos EUA  em abril de 2015 sob a apresentação de Toujeo solostar.

Fontes :http://www.diabetesselfmanagement.com/blog/fda-approves-new-long-acting-insulin/EASD2014
http://www.news.sanofi.us/2015-02-25-Sanofi-Receives-FDA-Approval-of-Once-Daily-Basal-Insulin-Toujeo

10 alimentos que têm fama de serem saudáveis , mas não são

Barrinha de cereais, leite de soja e peito de peru são apenas algumas opções que você compra pensando na saúde do seu filho. Apesar da fama de nutritivos e saudáveis, cuidado: é preciso consumi-los com moderação, pois você pode acabar levando gato por lebre.

1 – Barrinha de cereais

Elas prometem ser uma ótima opção para o lanche das crianças porque são práticas de armazenar e contêm fibras – nutrientes que aumentam a sensação de saciedade, dão energia e ajudam no funcionamento do intestino e na absorção de gorduras. Pelo menos na teoria. Especialistas alertam que muitas das barrinhas de cereais que existem no mercado são na verdade, ricas em açúcar e sódio. Para saber se a que você compra é assim, compare os ingredientes que estão no rótulo. O que vem primeiro é o que está em maior quantidade, então procure marcas em que a fibra esteja no começo da lista. Prefira as de fruta, que são menos gordurosas, e as que contêm flocos de milho, mel, aveia e castanhas. “Também fique de olho porque a lecitina de soja, substância usada para dar liga no alimento, pode causar alergia nas crianças”, alerta a nutricionista Elaine Pádua, autora do livro O Que Tem no Prato do Seu Filho? – Um Guia Prático de Nutrição Para os Pais (Ed. Alles Trade). Você pode fazer uma barrinha mais natural em casa ou substituí-la pela bananada (doce de banana em massa) sem açúcar, que também tem fibra e mais vitaminas. Nesse caso, a banana não é desidratada, como na barrinha, mantendo seus nutrientes.

2 – Suco de caixinha


Algumas dessas bebidas, também chamadas de néctar de fruta, têm tanto quanto ou até mais açúcar do que os refrigerantes. São até duas colheres de sopa a cada 200 ml, além de uma quantidade grande de sódio, substância que, em excesso, pode sobrecarregar os rins e aumentar as chances de a criança ter pressão alta no futuro. Os corantes e aromas também aparecem no suco de caixinha (inclusive nos de soja), ou seja, mais química ainda. A saída é alterná-lo com o suco natural (ou água mesmo!). Você pode dar o industrializado no lanche, por exemplo, e o caseiro, no jantar. Na lancheira térmica, o suco natural dura até três horas sem estragar. Para aumentar a duração da bebida, misture-a com água de coco, que retarda o processo de oxidação, é um hidratante natural e não tem muito sódio nem na versão das prateleiras. Outra alternativa são os sucos prontos integrais, que não têm açúcar e só precisam ser dissolvidos em água. Mas não abuse. Qualquer tipo de suco deve ser consumido no máximo duas vezes ao dia, pois são calóricos – pense que, para fazer apenas um copo do de laranja, é preciso três frutas!

3 – Peito de peru


Apesar de ser visto como uma alternativa melhor do que o presunto, os dois têm a mesma quantidade de sódio e gordura porque são uma mistura de carne e pele (eca!) do animal. Para conservar o produto, as indústrias usam nitritos e nitratos, substâncias químicas que, segundo algumas pesquisas, podem causar câncer se consumidas por muito tempo. Por isso, libere esses alimentos embutidos ou processados (e, nessa categoria, entra também a salsicha e a mortadela) apenas uma vez por semana, de preferência a versão sem capa de gordura. Além disso, no Brasil o peito de peru vem quase sempre acompanhado de Glutamato Monossódico, um realçador de sabores que pode causar diversos problemas a saúde.

4 – Sobremesa láctea

As sobremesas lácteas (como o queijo petit suisse ou aquelas sabor chocolate, baunilha…), fazem sucesso com as crianças porque são bem docinhas e saborosas. Mas não se engane pela aparência de iogurte, pois elas têm bem menos quantidade de cálcio – um mineral essencial para o crescimento e fortalecimento dos ossos, dentes e cabelos. Além disso, esses produtos são gordurosos e têm pouca proteína. “No lugar da fruta, mais nutritiva, muitos contêm aromas e corantes artificiais, que devem ser evitados nos primeiros anos de vida pois estão relacionados a uma série de problemas – de alergia à hiperatividade”, afirma Elaine Pádua. Ela explica que os corantes amarelos e vermelhos são os mais perigosos. É claro que seu filho vai querer comer essas guloseimas de vez em quando. Porém, sempre que possível, substitua por uma mistura de iogurte natural com a fruta que ele mais gosta. Basta bater essa combinação no liquidificador ou amassá-la com um garfo. Se o seu filho quiser algo mais doce, coloque açúcar mascavo. Essa preparação deve ser consumida entre 30 minutos e 1 hora.

5 – Leite de soja

A soja é classificada como um alimento saudável, mas nem sempre é uma boa ideia oferecê-la para as crianças. Isso porque pode ser tão alergênica quanto a lactose, presente no leite de vaca. “A soja é uma proteína de difícil digestão, por isso, pode causar alergias alimentares em crianças menores de dois anos, que têm um sistema digestivo imaturo”, afirma a nutricionista Santhi Karavias, do projeto Lancheira Saudável, em São Paulo. Alguns especialistas até questionam o nome “leite”, já que ele não oferece os mesmos nutrientes, como os aminoácidos e o cálcio. Se o seu filho tem intolerância à lactose, você já encontra bebidas com adição de cálcio. Também vale substituir por leite de arroz, amêndoa e de cabra. Além disso, a soja no Brasil é quase toda proveniente de soja transgênica, que conforme estudos pode causar diversos problemas a saúde, como alergias, esterilidade, alteração na formação de órgãos, doenças hematológicas e cânceres, por exemplo.

6 – Bisnaguinha

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Ela é molinha e fofinha graças a muuuita gordura hidrogenada! Esse tipo de pão é feito de farinha branca e açúcar, ou seja, tem poucos nutrientes e nada de fibras. Não faz mal oferecê-lo uma vez por semana, mas, nos outros dias, opte pela versão integral ou de fôrma, recheando com requeijão ou até geleia, contanto que seja sem açúcar. Os pães de padaria ou feitos em casa, naquelas panificadoras portáteis, também são ótimos substitutos, pois têm menos conservantes. Outra opção rápida e saudável: minipizza de pão sírio! Chame seu filho para ajudar você a montar essa delícia com muçarela de búfala, queijo prato ou queijo branco, tomate – pode ser o cereja, que as crianças adoram – e algumas folhinhas de manjericão fresco. Aí, é só colocar no forno em fogo baixo por 15 minutos e se deliciar.

7 – Frozen yogurt

Eles parecem saudáveis por conta do iogurte, que tem pouca gordura e é fonte de cálcio. Realmente são uma boa opção, mas só se a marca de frozen usar iogurte de verdade em sua formulação. “Esse ingrediente é bom porque é natural e não tem aromatizante”, explica Santhi Karavias, do projeto Lancheira Saudável (SP). Em 2011, o Proteste analisou oito lojas e constatou que apenas uma usava mesmo a bebida láctea, enquanto as outras misturavam sorvete comum ou à base de iogurte. “Esses últimos têm gordura saturada e trans, que aumentam o colesterol ruim e ainda diminuem o bom”, completa Santhi. Para se proteger dos “falsos”, analise o rótulo (quando tiver) e pergunte a porcentagem de gordura (quanto mais próxima de zero, melhor). Ah, e controle as coberturas escolhidas pelo seu filho, que costumam ser uma bomba calórica.

8 – Cereal matinal

Já reparou no que sobra no saquinho quando acaba o cereal do seu filho? Açúcar puro. Pode ser uma boa fonte de energia, já que cada grão do cereal é um grão de milho, mas só. “É possível conseguir a mesma quantidade de carboidratos em outros alimentos, como pão integral e mingau”, explica a nutricionista Priscila Maximino, da Nutrociência, que presta assessoria nutricional, em São Paulo. Há, no entanto, opções sem açúcar (em geral, destinadas aos adultos). Você pode adicionar uma fruta, como banana ou morango, para deixar a mistura mais docinha. Depois que seu filho tiver um ano, também dá para usar mel. Se quiser usar açúcar mesmo, prefira o cristal (uma colher de chá basta), que é menos processado do que o refinado. A mesma questão dos diversos problemas a saúde da soja transgênica vale para o milho, que é quase todo transgênico no Brasil.

9 – Empanados de frango

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Parece carne de frango, mas o empanado é o que os nutricionistas chamam de compensado, uma mistura de ingredientes nada nutritivos, como partes de frango, pele, farinha e leite em pó. Então, mesmo que você faça assado em vez de frito, ele não é saudável. Para piorar, o que dá gosto à mistura é o glutamato monossódico. “A substância realça o sabor e interfere no paladar da criança, deixando a papila gustativa acostumada a esse tipo de alimento”, conta a nutricionista funcional Gabriela Maia, do Rio de Janeiro. Muitas vezes o empanado industrializado é usado como substituto da carne de boi ou de frango, que são proteínas completas. Só que eles não são equivalentes. Uma opção é fazê-lo em casa. Não tem tempo? Então, para suprir a quantidade de proteínas da carne, que tal cozinhar cerca de quatro ovos de codorna? O preparo vai levar os mesmos cinco a dez minutos.

10 – Produtos light e diet

Se você tinha a impressão de que poderia consumi-los sem restrições, esqueça! Para crianças, os diet e os light são indicados apenas em casos de doenças como obesidade e diabetes. Achar que eles podem ser servidos à vontade, já que têm menos açúcar e gordura, é um erro. “Isso porque o fabricante adiciona sódio para manter o sabor. Então, melhor ingerir uma quantidade menor da versão tradicional do que o dobro da light”, orienta Virginia Weffort, nutróloga do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). E a criança precisa de energia para crescer, então não é indicado tirar totalmente o açúcar da dieta – lembrando que ele é encontrado em vários alimentos, como frutas e massas.

Eles são saudáveis, quem diria

Atum enlatado


A versão conservada em água em vez de óleo é fonte de ômega 3 e tem gordura boa. Bom substituto para os embutidos.

Legumes congelados

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São práticos e têm boa conservação de nutrientes e fibras. O congelamento faz com que percam apenas um pouco de vitamina C.



Leia mais: http://www.noticiasnaturais.com/2013/12/10-alimentos-que-parecem-saudaveis-mas-nao-sao/#ixzz3TthWthlE

quinta-feira, 5 de março de 2015

Desmistificando as Dietas da Moda

NHERÓIS OU VILÕES? NUTRICIONISTA DESMISTIFICA 10 ALIMENTOS CONSIDERADOS ALIADOS OU INIMIGOS DAS DIETAS

A pedido de Marie Claire, a nutricionista Sophie Deram, autora de "O peso das dietas – Emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas" (Editora Sensus), comentou dez alimentos classificados como funcionais ou alvo das dietas

Alimentos com lactose e glúten, com derivados do leite e pães, e os chamados "funcionais", como o whey protein e batata doce: para Sophie Deram, o importante é não criar dicotomia entre comidas boas e ruins (Foto: Think Stock)

Que alimentos são aliados e quais são os vilões de sua dieta? Para a nutricionista Sophie Deram, autora de "O peso das dietas – Emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas" (Editora Sensus), o segredo está na variedade. Contrária às dietas restritivas, a francesa naturalizada brasileira se notabilizou ao divergir da maioria dos colegas por defender a volta do prazer de comer.

“Quanto mais você comer com qualidade, mais vai ajudar sua saúde. O problema é se obrigar a comer certos alimentos e cortar outros, colocar uma dicotomia separando alimentos entre ruins e bons. Isso não é verdade. Excesso de alimentos, claro, pode alterar sua saúde. Mas não tem alimentos que você prove uma vez e já engorde”, diz.

A pedido de Marie Claire, a nutricionista, que pesquisa transtorno alimentar, comentou uma lista de dez dos alimentos normalmente classificados hoje como funcionais e outros que se tornaram os principais alvos da dieta de quem quer emagrecer.

Alimentos com glúten: só uma pequena parcela da população tem reação adversa à proteína, diz nutricionista (Foto: Think Stock)


GLÚTEN
“É uma proteína e tem uma pequena porcentagem da população que pode ter mesmo uma reação adversa. Se você suspeitar ter um problema com isso, é bom ver um médico e fazer uma avaliação antes de fazer uma exclusão radical. Não acho legal tirar o glúten para emagrecer, por exemplo. Isso não faz sentido. Claro que a pessoa emagrece no início porque corta muitos alimentos mas, ao final, pode até desenvolver um transtorno alimentar de tanto estresse.”

Lactose: antes de cortar radicalmente, é preciso diferenciar a intolerância ao açúcar do leite da alergia (Foto: Think Stock)


LACTOSE
“É um açúcar do leite que a maioria dos adultos não digere, mas não é um veneno. Nossa microbiótica, os micróbios do nosso intestino, sabem muito bem lidar com um pouquinho de lactose. Quem tem suspeita de problema com lactose, pode fazer um teste ou mesmo suspender um pouquinho o consumo de leite, mas não tirar todos os laticínios de vez. É preciso ainda diferenciar a intolerância à lactose da alergia ao leite, que é rejeição à proteína do leite, muito mais grave. Na intolerância, não é preciso tirar, por exemplo, o iogurte, que não tem nem 5% da lactose do leite.”

O café: o uso com moderação traz benefícios, mas o excesso traz riscos à saúde, diz nutricionista (Foto: Think Stock)


CAFÉ
“Um pouquinho por dia pode trazer alguns benefícios. Há pesquisas que associam o consumo à prevenção de doenças como Parkinson e até diabetes. Mas o excesso pode afetar a saúde. Não é possível dizer qual a quantidade certa. Há pessoas mais e menos sensíveis à cafeína. Há, com certeza, uma predisposição genética nisso.”

O pão branco: para nutricionista, é só complementar refeição com alguma alimento fonte de fibras (Foto: Think Stock)



PÃO BRANCO
“Virou um vilão porque o incentivo agora é comer com fibras, o integral. Mas sou francesa e a baguette sempre foi com pão branco e farinha branca, né? Às vezes, se o paciente gosta muito de pão branco, peço para ele comer um pouco de fibras em forma de aveia ou uma banana junto. Não é um alimento ruim. Não é tão interessante quanto o integral, mas também não é um veneno.”

Moderação é a palavra-chave para consumir açúcar (Foto: Think Stock)



AÇÚCAR
“Com certeza, no Brasil, está se consumindo demais. É preciso ficar atento a essas quantidade, especialmente em crianças. Temos pacientes de 9 anos tomando mais de um litro de suco por dia. É preciso lembrar que tem muito açúcar nos produtos processados. É interessante diminuir mas nunca tirar tudo. Tem estudos que mostram que a ausência pode aumentar os riscos de depressão. O açúcar faz parte do prazer de comer e dá saciedade.”

Quinoa: o grão é rico em proteína, mas ninguém precisa depender dele para um dieta saudável, diz Sophie Deram (Foto: Think Stock)


QUINOA
“É um grão muito interessante, rico em proteína, em gorduras boas, mas o preço é tão absurdo que não acho que vale a pena investir tanto. Não é um alimento milagroso. É interessante, mas ninguém precisa depender dele para uma dieta saudável.”

Whey protein: uso em excesso do suplemento pode trazer riscos (Foto: Think Stock)

WHEY PROTEIN
“É a proteína do leite purificada. É um suplemento alimentar, mas há estudos que apontam problemas no consumo em excesso, um deles é aumento da resistência à insulina.”

Excelente para a alimentação, a batata doce deve estar inserida numa dieta variada (Foto: Think Stock)

BATATA DOCE
“Esse me deixa tranquila porque é um alimento, não suplemento. Quer comer batata doce de manhã? Seja bem vindo! Mas só batata doce o dia inteiro, com frango, como tenho visto, é um absurdo! Cadê o prazer de comer? Nosso corpo precisa de variedade, de muitos alimentos diferentes. Se ficar só na batata doce, vão faltar alguns nutrientes. O bom é incluir ela numa alimentação variada. “

A carne branca tem menos gordura, por isso se tornou a queridinha dos nutricionistas (Foto: Think Stock)

CARNE BRANCA
“Tem a propriedade de ter menos gordura, por isso se tornou a predileta dos nutricionistas. Mas estão demonizando a carne vermelha que, comida ocasionalmente, é uma excelente fonte de nutrientes. O excesso já foi associado a alguns tipos de câncer. Mas defendo um pouquinho de vez em quando, desde que não seja comer 1 quilo em um churrasco. Comer só carne branca não tem problema, mas fica repetitivo, monótono.”

O azeite de oliva tem propriedades antioxidantes, mas deve ser consumido como qualquer gordura (Foto: Think Stock)

AZEITE DE OLIVA
“É uma gordura muito interessante por muitos motivos, por ser totalmente natural e ter propriedades antioxidantes. No entanto, como é considera benéfica, tem pessoas abusando. Esquecem que é 100% gordura. Mas não é para se entupir de azeite de oliva, se não você vai engordar igual.”


Fonte : http://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2015/03/herois-ou-viloes-nutricionista-desmistifica-10-alimentos-considerados-aliados-ou-inimigos-das-dietas.html