sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo medicamento para Obesidade

Especialistas do FDA (Agência Sanitária dos EUA) recomendaram a aprovação nesta quarta-feira do Qnexa (novo medicamento contra a obesidade). O remédio reúne a fentermina – derivado da anfetamina que inibe o centro da fome no cérebro e o topiramato, um anticonvulsivo indicado para epilepsia e enxaqueca e garante a redução de até 10% do peso.

De acordo com os médicos, é mais do que comprovada a eficácia da nova droga para o combate da obesidade.

O medicamento levou dois anos para ser aprovado, pois levantou suspeitas de riscos de defeitos congênitos em bebês de mulheres que engravidaram durante o tratamento e de problemas cardiovasculares.

O laboratório que lançou o medicamento pesquisou mais de 2.400 pessoas obesas ou com sobrepeso, que tinham doenças associadas, como hipertensão. O estudo foi conduzido pela Universidade Duke e financiada pelo laboratório e teve os resultados publicados em abril de 2011 no “Lancet” (publicação científica).

Os resultados apresentados garantindo a eficácia da nova droga foram suficientes para que os especialistas do FDA recomedassem a comercialização nos EUA. De acordo com as pesquisas, o Qnexa é capaz de reduzir em até 10% do peso. Os emagrecedores que conseguem reduzir mais do que 5% de peso já são considerados bastante promissores.

No Brasil, nada muda

De acordo com o especialista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, membro do Departamento de Diabetes da SBEM-SP e do Conselho Fiscal da SBEM-SP, essa junção (fentermina e topiramato) não deve ser aprovada no Brasil, porque ao contrário da maioria dos outros países, a ANVISA suspendeu a venda de um dos componentes derivados de anfetamina. “A venda só será aprovada caso a ANVISA reveja essa suspensão”, ressalta o médico.

Estudos demonstram que a prescrição isolada do topiramato também seja capaz de diminuir a compulsão alimentar e, por isso, estima-se que a indicação desse medicamento seja “off label” (fora das indicações da bula), para o tratamento da obesidade.“ O medicamento apresenta algumas contraindicações específicas e devem ser atentadas pelo médico responsável pela prescrição”, alerta o endocrinologista.

Fonte: Tierno Press Assessoria