quarta-feira, 30 de abril de 2014

Conheça os riscos da desidratação para o diabético

Conheça os riscos da desidratação

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A maioria dos médicos sempre indica para os pacientes se hidratarem bastante, pois há problemas sérios que os indivíduos podem ter se não o fizerem. A desidratação significa que o corpo não possui a quantidade de água e fluidos que deveria. As crianças são mais suscetíveis à perda de líquidos comparada aos adultos, devido ao peso inferior do corpo e maior circulação de água e eletrólitos.

"Um adulto necessita em média de dois litros de água por dia, para a manutenção das suas funções vitais. A perda de uma pequena porcentagem de líquido em adultos, e de 5% de líquido em crianças, já é considerada uma desidratação leve, que apresenta sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça e cansaço. À medida que este processo piora, os olhos podem ficar fundos, a pessoa pode ir ficando irritadiça, com desorientação, e até mesmo coma", enfatiza a endocrinologista. Bibiana Colenci.
"Nas pessoas com diabetes, este quadro evolui mais rápido. Por isso é muito importante que sempre esteja atento à ingestão de líquidos. Quando a taxa de açúcar está muito elevada no sangue, o corpo tende a expeli-lo através da urina e, assim, perde-se muita água. Esta desidratação pode, por outro lado, piorar a hiperglicemia, elevando a taxa de glicemia, que leva a maior perda de açúcar e água pela urina. Este quadro se perpetua e submete ao corpo ao maior estresse até que a desidratação seja tão intensa que o indivíduo entre em coma, com risco de morte", detalha Dra. Bibiana.
Nos casos de atletas de alta performance, o American College of Sports Medicine (ACSM, orienta ingerir aproximadamente 500ml de líquidos nas duas horas antecedentes ao exercício. Os participantes devem começar a beber desde o início da atividade e em intervalos regulares, em volume suficiente para repor as perdas pela sudorese ou o máximo tolerado. Já a National Athletic Trainer's Association (NATA)faz as seguintes recomendações: ingerir 500ml a 600ml de água ou outra bebida esportiva duas a três horas antes do exercício e 200ml a 300ml 10 a 20 minutos antes do mesmo; durante a atividade física, a reposição deve aproximar as perdas pelo suor e pela urina com a hidratação. Mesmo assim, costuma-se ter perdas máximas correspondentes a 2% de perda de peso corporal; após o exercício, a hidratação deve ter como objetivo corrigir quaisquer perdas líquidas acumuladas.
Nos casos de pessoas que não fazem exercícios tão intensos, Dra. Bibiana sugere, "se a desidratação for leve, é importante tomar muita água e verificar a cor da urina se está clareando. Se mesmo assim a urina se mantiver escura e a glicemia não abaixar ou estiver ainda subindo, é importante entrar em contato com o endocrinologista para descartar um quadro de cetoacidose metabólica ou alguma infecção ou desidratação que necessite de reposição de líquidos intravenoso. No caso do paciente com diabetes, se a glicemia estiver persistentemente acima de 250mg/dl, mesmo com a melhorada hidratação, ou se estiver maior que 250mg/dl, com quadro de prostração ou confusão metal, tem de levar ao pronto atendimento ou ao endocrinologista para tratar de forma adequada. Para isso, Dra. Bibiana sugeriu um quadro para ilustrar o assunto":
Tabela 1. Índices do estado de hidratação e sua relação com a urina

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Mas a Dra. Bibiana lembra que não é somente por meio da ingestão de água é que pode reverter o processo de desidratação. "Tomar água de coco, suco leves ou chá gelado são boas dicas para quem quer se hidratar. O uso de repositores energéticos e hidroeletrolíticos são só recomendados para atletas ou em casos específicos prescritos pelo endocrinologista".

 artigo publicado no site : https://www.portaldebemcomavida.com.br/consumidores/entendendo-o-diabetes/como-lidar-com-o-diabetes/desidrata%C3%A7%C3%A3o/