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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

OS PÉS NA DIABETES








As pessoas com diabetes precisam redobrar os cuidados com os pés. O “pé diabético” é causado por problemas circulatórios e neurológicos secundários ao mau controle glicêmico. Lave e seque muito bem para evitar micoses, fissuras entre os dedos e machucados. Utilize calçados específicos para diabéticos, principalmente quando os pés já estão dormentes, pois assim evitará se machucar sem perceber. Quando for lavar os pés, não faça escalda-pés, pois se existe uma diminuição de sensibilidade nos pés, corre-se o risco de queimá-los gravemente, levando a formação bolhas e infecções. Além disto, deve-se aprender a cortar as unhas corretamente para evitar unhas encravadas que também podem ser porta de entrada para infecções. Cuidado caso surjam feridas que não cicatrizam e que podem se tornar úlceras diabéticas. Por isso, cuide de seus pes . 
 



domingo, 20 de janeiro de 2019

Atividade Física Reduz Mortalidade em Pessoas com Diabetes

Pessoas com diabetes tipo 2 devem receber prescrição de atividade física para controlar o açúcar no sangue e melhorar a saúde do coração. Essa é uma das recomendações em um documento de posicionamento da Associação Européia de Cardiologia Preventiva, um ramo da Sociedade Europeia de Cardiologia. O artigo é publicado no European Journal of Preventive Cardiology. Estilo de vida sedentário e dietas pouco saudáveis ​​são os fatores mais importantes do número crescente de indivíduos com diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares, como ataques cardíacos. 
Diabetes dobra o risco de mortalidade, mas as pessoas com atividade física o risco diminui. Infelizmente, a maioria dos indivíduos não se envolve em programas de exercícios.
Um em cada 11 adultos no mundo têm diabetes, dos quais 90% são diabéticos tipo 2. Quase todos com diabetes tipo 2 desenvolvem complicações cardiovasculares, que são as principais causas de morte neste grupo.
Os diabéticos devem ser avaliados quanto a comorbidades, riscos relacionados ao exercício e preferências pessoais. Isto será rentável a longo prazo, por isso temos de acordar os decisores políticos e as seguradoras de saúde para pagar por isso. Isso exige que os médicos assumam a liderança e peçam que os programas sejam reembolsados .
Os indivíduos devem consultar seu médico para um plano personalizado, e aqueles com seguro de saúde devem perguntar se os programas de exercícios estão cobertos. Também há passos que os pacientes podem tomar sem precisar consultar um médico primeiro, como interromper o tempo sentado e fazer exercícios moderados, como caminhar e andar de bicicleta.
A adesão a longo prazo pode ser melhorada através do estabelecimento de metas alcançáveis ​​iniciais que sejam mensuráveis ​​e da adaptação dos planos de exercícios às preferências dos pacientes. A orientação remota também parece promissora, com os pacientes monitorando-se com smartwatches e enviando dados para um profissional de saúde para feedback.
Objetivos práticos e específicos tendem a ser motivacionais. 
Para uma pessoa idosa, subir as escadas em sua casa ou caminhar até o supermercado - conquistas que realmente melhorarão sua qualidade de vida. Ser capaz de usar menos medicação por causa do melhor controle glicêmico também é um incentivo.
Quanto aos alvos clínicos, a aptidão cardiorrespiratória e o controle glicêmico estão no topo. Ambos melhoram com o treinamento físico, as alterações podem ser medidas e estão diretamente relacionadas ao bem-estar, morbidade e mortalidade. O exercício também ajuda a baixar a pressão sanguínea e os lípidos sanguíneos ( gordura do sangue ) .
É difícil perder peso apenas com o exercício e se esse é o principal alvo, os pacientes podem ficar desmotivados e parar de se exercitar. A perda de peso é importante, mas precisa fazer parte de uma intervenção multidisciplinar que inclui nutrição.
Quanto ao tipo e intensidade do exercício, isso precisa ser personalizado para cada paciente. O treinamento intervalado de alta intensidade - por exemplo alternando caminhada moderada e vigorosa - é mais eficaz em melhorar a aptidão física e controlar o açúcar no sangue, mas pode não ser seguro para pacientes que desenvolvem arritmias durante o exercício ou apresentam isquemia.
Mesmo pequenos aumentos na atividade podem beneficiar pacientes com diabetes tipo 2 e problemas cardíacos. Interromper a sessão com breves períodos de caminhada melhora o controle da glicose, enquanto duas horas de caminhada rápida por semana reduz o risco de mais problemas cardíacos. ”
FONTE: Sociedade Europeia de Cardiologia

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Três aprovações técnicas da FDA



Eversense CGM

Monitor de Glicose Contínua Implantável no subcutaneo Eversense (CGM)

Destaques:
  • Monitor de glicose contínua
  • Aprovado para maiores de 18 anos
  • 90 dias de uso
  • Implantável por profissionais de saúde
Do comunicado de imprensa: “A Food and Drug Administration dos EUA aprovou hoje o sistema de Monitoramento Contínuo de Glicose Eversense (CGM) para uso em pessoas com 18 anos de idade ou mais com diabetes. Este é o primeiro sistema CGM aprovado pela FDA a incluir um sensor totalmente implantável para detectar glicose, que pode ser usado por até 90 dias ”.
Imagem: Tandem

Tandem t: Tecnologia de QI Basal SlimX2

Destaques:
  • Baixa glicose preditiva suspensa
  • Integração Dexcom G6 CGM
  • Opera sem entrada ou interação do usuário
  • Bomba de insulina e monitor contínuo de glicose (CGM)
  • Os atuais usuários de bombas slim X2 em breve terão a opção de adicionar o recurso Basal-IQ gratuitamente
A partir do comunicado de imprensa: “O algoritmo Basal-IQ da Tandem é projetado para avaliar 30 minutos no futuro para prever onde os níveis de glicose estão indo. O dispositivo suspende a administração de insulina quando a baixa glicose é prevista, então automaticamente recomeça a administração de insulina quando os níveis de glicose começam a subir. O uso da bomba X2 Slim com tecnologia Basal-IQ no estudo clínico principal demonstrou uma redução relativa de 31% no tempo gasto abaixo de 70 mg / dL, sem hiperglicemia rebote em comparação com uma bomba de insulina compatível com CGM sem o recurso ”.
Imagem: Medtronic

Indicação Pediátrica Medtronic MiniMed 670G

Destaques:
  • Aprovação para as idades 7-13 anos de idade
  • Sistema de circuito fechado híbrido
  • Entrega automatizada de insulina SmartGuard
  • Bomba de insulina e monitor contínuo de glicose (CGM)
Do comunicado de imprensa: “A aprovação do FDA foi baseada em resultados positivos de um ensaio clínico pediátrico, que demonstrou a segurança do sistema MiniMed 670G nesta população de pacientes mais jovens. Os dados foram analisados ​​em 105 crianças entre sete e 13 anos de idade com diabetes tipo 1 durante um período inicial de duas semanas em modo de ciclo aberto (terapia tradicional com bomba), seguido por um período de estudo de três meses em casa com o híbrido. loop fechado (Modo automático SmartGuard) ativado. Os resultados mostraram que a porcentagem de Tempo no intervalo aumentou de 56,2% para 65%. Os níveis de A1C também foram reduzidos de 7,9% para 7,5%. Não houve incidência de cetoacidose diabética (CAD) na fase de estudo no Modo Auto e não foram relatados eventos adversos graves relacionados a dispositivos hipoglicêmicos ou graves. Quase todas as crianças continuaram a usar a bomba após o término do estudo." 
fonte : diabetesdaily 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/tem-noticias-1edicao/videos/t/edicoes/v/conheca-a-historia-do-menino-que-fez-escola-professores-e-amigos-lidarem-com-o-diabetes/4280358/

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Diabetes e Gestação


  Diabetes - o quê você precisa saber 3

Saiba como... planejar a gravidez


O desejo de ser mãe deve ser bem pensado por todas as mulheres, mas no caso das diabéticas o planejamento é fundamental em função das mudanças que precisam ser feitas no tratamento do diabetes para não prejudicar o desenvolvimento do feto.

·         O que as futuras mães precisam saber para ter uma gravidez tranqüila e segura?
        A gravidez é um período em que a mulher deve cuidar do corpo. Pois o corpo da mulher funcionará como um reservatório, um ninho onde o nenê ira crescer e se desenvolver.  
         Pensando assim, a futura mamãe deve ser preparar com pelo menos 6 meses de antecendêcia, focando em ter uma glicemia bem controlada e a hemoglobina glicada de 6 a 6,5 pré-gestação.  
         Durante a gestação o controle  pode ser mais rigoroso pois os valores de glicemia devem ser mais baixos: por volta de 90 em jejum e 120, 2 horas após comer . Por este motivo, intensificamos o exame de pontinha de dedo.

·         Existe alguma alteração no tratamento, na dose de insulina ou do medicamento?
       Sim existe.
      Em DM1 ocorre intensificação do exame de HGT e os alvos acima são estabelecidos.
      Em DM2, suspendemos a medicação oral e passamos insulina para ter um controle mais rigoroso.

·         

       Qual acessório de aplicação de insulina é mais indicado para a grávida: seringa, caneta ou bomba de insulina? Por quê? A futura gestante terá que trocar de acessório?

    
 O importante é focar na meta. Ter Hba1c  6,0, glicemia de jejum de 90 e pós prandial 120. Isso pode ser alcançado com insulina, seja na forma de aplicação de seringa, canetas ou bomba.
No entanto, vale apena ressaltar que as canetas são mais confortáveis que a seringa. A utilização de bomba fica restrita para as diabéticas que sabem utilizar a contagem de carboidrato.

·         Qual deve ser a meta de hemoglobina glicada antes de engravidar? E durante a gravidez?
       A meta é ter  Hba1c entre 6 a 6,5 ANTES da gestação e durante por volta de 6,0 . Assim o ambiente uterino fica propicio para o crescimento saudável do bebê.

·         Quais os riscos para a mãe e para o bebê se o diabetes não estiver compensado?
      Este é um ponto muito importante. Se o ambiente uterino for ruim, ou seja, descontrole glicêmico, o nenê por ter atraso no crescimento, ou crescimento excessivo prejudicando o parto, mal-formação, ou  até mesmo morte fetal. Por este motivo a mamãe e o nenê devem ser acompanhando mensalmente com o ginecologista e com o endocrinologista.

·         No caso das mulheres que estão acima do peso, quais cuidados adicionais elas precisam ter?
          Uma dieta balanceada e saudável é imprescindível para qualquer pessoa, ainda mais numa grávida. Os alimentos são os nutrientes que o nenê usara para se desenvolver. Por isso devem ser bem escolhidos.
         A mulher que está acima do peso precisa seguir uma dieta rigorosa a fim de evitar maior ganho de peso e piora do controle do diabetes com risco maior de aparecimento das complicações, como por exemplo, criança grande para idade gestacional e óbito fetal.

·         Quais médicos devem acompanhar a gestante diabética?
          A mãe diabética deve ter acompanhamento mensal com o endocrinologista e o gineco-obstretra.

·         Como deve ser a rotina de consultas com os médicos? A freqüência deve ser maior do que a das gestantes que não têm diabetes?
      Durante a  gestação da mãe com diabetes, as consultas devem ser mais frequentes até o controle glicêmico. Ao atingir o controle, ela pode seguir como uma gestante habitual.

·         O que muda em relação à alimentação?
        A alimentação já deve ser saudável, desde sempre. 
       Já nos 6 meses antes da gestação, afim de melhorar  o controle glicêmico, a dieta deve ser mais saudável ainda . 
         Evitar alimentos com conservantes e industrializados.
         Mas analisando bem, isso deveria ser sempre e não só na gestação .
      Se a gravidez for planejada, aprender a contagem de carboidratos auxilia muito neste período. 
      Junto ao endócrino e à nutricionista, aprendemos o quê podemos comer e o quanto  de certo alimento, evitando aumento desnecessário de peso e aplicando a dose correta de insulina ultrarrapida.

·         Durante a gestação, quais os cuidados para não ter hipo ou hiperglicemia?
      
Em uma frase: PONTA-DE-DEDO.
    Como queremos um ambiente propício para o crescimento do nenê, teremos que evitar altos e baixos da glicemia.  Por isso o melhor é manter  um acompanhamento com o endócrino frequentemente e sempre fazer o controle com a ponta de dedo. 
     A contagem de carboidrato bem feita auxilia no bom controle glicêmico.
   
                                                                                                             
       

         Dra Bibiana Colenci 




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Diabetes e o Estresse

Diabetes- o que você precisa saber - 2

Diabetes e estresse
  









O estresse é uma reação do seu corpo quando ele sente como se estivesse sob um ataque. Os desencadeantes do estresse podem ser físicos (lesões ou doenças) ou mentais (problemas no casamento, no trabalho, financeiros).
Quando o estresse aparece, seu corpo se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios que servem para mobilizar uma grande quantidade de energia que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em diabéticos esta resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue levar esta energia extra para dentro das células. E a glicose sobe no sangue.
Desta forma, os hormônios de estresse podem alterar diretamente sua glicemia, impedindo seu corpo de produzir insulina ou mesmo utilizá-la adequadamente.
Em pessoas com diabetes, o estresse pode afetar a glicemia de duas formas:
 1.    Pessoas estressadas não conseguem se cuidar adequadamente. Podem abusar de  álcool ou fazer menos exercício. Podem se esquecer de medir sua glicemia, não conseguir ajustar seu tempo para realizar atividade física ou comer adequadamente.
    2.  Os hormônios de estresse podem alterar a glicemia diretamente: o estresse mental em DM1 pode se elevar ou diminuir muito a glicemia; em DM2 o estresse tende apenas a elevar a glicemia. Sob estresse físico, como cirurgias ou doenças, a glicemia tende a subir tanto em DM1 quanto DM2.
O estresse pode aparecer ao receber o diagnóstico de diabetes, como uma reação ao receber este diagnóstico.

Observe se você esta desenvolvendo estresse, preste atenção nestes indicadores de estresse:
1.    Aumento da freqüência cardíaca sem outra causa aparente
2.  Aumento da pressão arterial ou descontrole da mesma
3.Aumento da tensão muscular (dor muscular)
4. Elevação ou queda da glicemia sem outra causa aparente

O quê podemos fazer para combater o estresse secundário a um diagnóstico de diabetes:
1.  Listar as situações que estão fora do seu controle. Não há cura para o diabetes, ainda. O diagnóstico foi feito e não muda.
2. Aceite seu diagnóstico, suas sensações e frustrações ao ter o diabetes. Se estiver muito difícil, procure aconselhamento psicológico ou um grupo de diabéticos para suporte.
3. Reconheça o quê você pode controlar!: você tem total domínio sobre sua glicemia. Enfrente o desafio, aderindo a uma vida saudável, com alimentação adequada, contagem de carboidratos, exercício físico e tomando sua medicação e insulina corretamente.
4. É interessante notar que o estresse desencadeado por diabetes pode muita vezes ser confundido com depressão. Mas diferentemente desta, o uso de antidepressivo não melhora o quadro. O que melhora o estresse relacionado a diabetes é aceitação da situação e atividade física. Logicamente existe a possibilidade haver uma depressão junto. Se você achar que está deprimido, converse com seu endocrinologista para que ele possa te ajudar. Neste caso há indicação de uso de antidepressivos.

O quê podemos fazer para combater o estresse Mental:
1. Primeiramente cheque se sua alteração glicêmica é secundária ao estresse. Isso é fácil. Basta anotar uma escala de ) a 10 o grau do seu estresse logo antes da fazer a dextro (ponta-de–dedo). Faça isso por uns 10 dias e veja se há correlação entre seu nível de glicose com o nível de estresse.
2. Faça mudanças em sua vida: se seu trabalho te estressa, peça transferência; se o transito te estressa, mude de rota; se você está brigando com alguém querido, faça o primeiro movimento para se acertar com esta pessoa. Resolva!
3. Outras formas de diminuir o estresse são:  atividade física contínua; aulas de dança, arrumar um hobby, participar de atividades voluntárias.
4. Converse ou observe como outras pessoas lidam com estresse e veja se a solução delas serve para você.
5. Aprenda a relaxar: faça ioga, meditação. Estas atividades diminuem os hormônios relacionados ao estresse que podem alterar sua glicemia.
Um exercício simples é o da respiração: sente-se ou deita-se com braços e pernas descruzados. Respire bem fundo. Solte o máximo de ar que puder. Tente relaxar seus músculos ao soltar o ar. Repita por 5 a 20 minutos pelo menos uma vez ao dia.
6. Faça exercícios físicos.

7. Substitua pensamentos ruins por bons. Toda vez que vier um pensamento ruim, esforce-se para pensar em algo que te faça bem. Pode ser uma memória, uma prece ou mesmo uma imagem de um lugar que te traga paz.
8. Qualquer que seja o método que você escolha para relaxar pratique. Quanto mais vezes você fizer, mas rápido atingirá o nível de relaxamento.

O quê podemos fazer para combater o estresse Físico:

Algumas fontes de estresse nunca vão embora, não importa o que você faça. O fato de você ter diabetes é um deles. Ainda assim há meios de diminuir o estresse de ter que conviver com o diabetes.
1. Busque grupos de diabéticos. Há Associações de Diabéticos ou grupos na internet como Bate-Papo Diabetes no Facebook. Conhecendo pessoas com a mesma situação que você te ajudarão a se sentir menos só. Da mesma forma, conhecer como outras pessoas lidam com a diabetes pode te ajudar.
2. Pensem nos aspectos do dia-a-dia do diabetes que te estressam mais, como por exemplo, ter disciplina no horário da medicação, ter que fazer atividade física ou checar sua glicemia. Se você tiver dificuldade num destes temas, converse com alguém do seu grupo para orientação.
3. Se o peso de ter diabetes for muito para você , considere procurar ajuda profissional como psicoterapia direcionada a este tópico.

A decisão de se cuidar requer comprometimento, mas em troca você terá uma vida saudável e feliz.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Diabetes, Tattoos, e Piercing

Diabetes – o que você precisa saber


Tattoos , piercing e diabetes


Hoje em dia está  cada vez mais comum vermos pessoas utilizando piercing e tatuagens. O preconceito diminuiu muito e virou até moda. Varios diabéticos estão tatuando “diabetes tipo1 “ em seu corpo como forma de alerta para caso de acidentes.
Se você quiser colocar um piercing ou fazer uma tatuagem, a regra de ouro é : “não faça nada enquanto estiver bêbado – você pode se arrepender !”
Lembre-se que para  alguns procedimentos há necessidade de autorização dos pais se você for menor de 18 anos.
Vale sempre a pena discutir este tópicos com seu endocrinologista para evitar futuros descontentamentos. 

Tattoos




 Se você estiver bem controlado do seu diabetes, o risco de fazer uma tatuagem são os mesmos de qualquer outra pessoa.
 Alguns riscos de fazer tatuagens são:
1.      Infecção no local da tatuagem, principalmente se o local onde está fazendo não é limpo ou se você tem dificuldade em manter limpa a tatuagem
2.      Se a agulha ou tinta não estiverem estéreis há risco de contaminação por hepatite B ou C, HIV ou outra doença contagiosa.  Veja se a loja é limpa e se tem referências e, em caso de dúvidas, não faça a tatuagem neste local. Outro local a se evitar, é fazer tatuagens em festas  ou festivais.
3.      Há risco de relação  alérgica às substâncias usadas no equipamento e nas tintas.
4.      Há risco de você mudar de ideia após terminar a tatuagem. Como a tatuagem é algo permanente, pense bem antes de fazer, pois retirar é algo muito difícil.



Piercing  


Qualquer parte do seu corpo pode ser utilizada para colocar piercing, desde orelha até as sobrancelhas, língua, queixo ou partes íntimas.
Alguns riscos com piercing:
1.      Infecção no local de aplicação principalmente se o local onde esta fazendo não é limpo ou se você tem dificuldade em manter limpo o peircing.
2.      Se a agulha ou tinta não estiverem estéreis há risco de contaminação por hepatite B ou C, HIV ou outra doença contagiosa.  Veja se a loja é limpa e se tem referencias, em caso de duvidas, não faça o piercing neste local. Outro local a se evitar, é fazer piercing em festas  ou festivais.
3.      Se sua glicemia estiver elevada, seu piercing pode demorar mais para cicatrizar. Qualquer atraso na cicatrização aumenta o risco de desenvolver uma infecção.
4.      Pode haver inchaço ao redor do piercing.
5.      Você pode sangrar muito especialmente em áreas com muitos vasos sanguíneos ,como por exemplo a língua
6.      Você pode desenvolver cicatrizes ou queloides no local
Lembre-se : procure ajuda se notar qualquer sinal de infeção 

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Tecnologia Auxiliando o Controle do Diabetes



Ser diabético não é fácil. Se for tipo 1 ou tipo 2 usuário de insulina, além de manter uma dieta rigorosamente saudável e fazer atividade física, necessitam realizar o controle glicêmico com o hemoglicoteste (as famosas fitinhas e ponta-de-dedo ) e muitas vezes realizar a contagem de carboidratos.

A contagem de carboidratos nada mais é do que um cálculo matemático, onde somamos a quantidade de carboidrato que ingerimos e dividimos por um fator (determinado pelo endocrinologista) para achar a dose de insulina necessária para “queimar” aquela refeição. Para fazer estes cálculos é necessário que saibamos a quantidade de carboidrato presente em cada alimento. Até há pouco tempo o diabético tinha que carregar consigo um livrinho de bolso contendo estas medidas.

Mas com o avanço da tecnologia foram desenvolvidos diversos programas que baixamos no celular de tal forma que temos esta lista – literalmente - na palma das mãos. Escolhi alguns aplicativos gratuitos e em português que testei aprovei.

Programas como DIAMIGO, desenvolvido para iPhone, iPod, iPad. Inserimos dados como nome, idade, tipo de diabetes. Colocando a dose de glicemia pré-refeição e dados como sensibilidade insulínica o aplicativo sugere a dose de insulina a ser aplicada. O interessante é que há possibilidade de cadastrar os dados de seu endocrinologista, permitindo envio de informações diretamente para ele. Para baixar basta entrar no Apple Store e digitar Diamigo.

Outro aplicativo interessante é o GlicOnLine (http://gliconline.com.br/). Este aplicativo pode ser utilizado no computador, ou em qualquer smartphone que tenha internet. Da mesma forma que o anterior, há uma tabela de carboidratos e possibilita o cálculo de insulina e envio de informações ao medico endocrinologista.

O Glicocare, também para IPhone e iPod, e pode ser baixado na Apple Store. Com o Glicocare, pode-se avaliar o andamento da glicose e de interessante é que há envio de SMS com dicas sobre diabetes e qualidade de vida, o que ajuda o diabético a se lembrar de se automonitorizar. Há possibilidade de o próprio usuário criar lembretes que o alertam quando programado. Tem um gráfico para acompanhamento da glicemia. No entanto, ele não sugere a dose de insulina a ser aplicada. Mas é uma boa opção para usar junto com outro aplicativo, como um adicional.

Ainda em relação a auto monitorização, há dispositivos como as bomba de insulinas que têm acoplado o sensor de glicose (Paradigma da Medtronic) o qual afere a glicemia em tempo real a cada 5 minutos. Assim o paciente pode prever se está evoluindo para hipo ou hiperglicemia, possibilitando maior prevenção, controle e segurança. A bomba da Roche Perfoma Combo pode ser controlada por controle remoto o qual também é um medidor de glicemia. Ele envia os dados para a bomba por ondas de radio, facilitando o manejo.

Até as insulinas estão mais modernas. Desde 1921 quando Banting e Best conseguiram isolar a molécula de insulina e houve produção em escala de insulina, o tratamento desta doença avançou muito. Vidas foram salvas. Depois vieram os análogos da insulina; e com isto pode-se simular melhor a liberação de insulina do pâncreas. Agora estamos na fase de “insulinas inteligentes” (smart insulin), com liberação programada e prolongada possibilitando menor ganho de peso e menor eventos hipoglicêmicos.

Em relação a aplicação de insulina, as canetas de insulina possibilitaram picadas menos doloridas e menor erro na aplicação da dose (já que o numeral mostrando a dose é grande – bom para crianças e idosos) com menor erro na aplicação.Atualmente há a caneta sem agulha - a Safe-Inject, que promete aplicações quase indolores.

Hoje no Brasil somos 12 milhões de diabéticos. Muitos necessitam destas fantásticas ferramentas que facilitam nosso dia- a- dia. Experimentem, e escolham a que melhor lhes convier. 



autora : DraBibiana 

quarta-feira, 14 de março de 2012

DOCE PÁSCOA


A Páscoa é uma data festiva crista que comemora a ressurreição ode Cristo, e também uma data judaica, descrito no antigo testamento, comemorando o êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Pascoa traz, portanto, um significado de mudança e vida nova, representado nos dias de hoje pelo ovo da Páscoa.
No entanto, a maioria de nós foca apenas no ovo e não no significado real desta época. Muitos diabéticos e pessoas que querem perder peso abominam-na ou por ser motivo de descontrole glicêmico, ou porque terão que “sair da dieta pelo menos neste final de semana”.

Não há motivo para pânico. Com algumas pequenas modificações no seu cardápio, sua Páscoa será deliciosa e alegre!

1.       Não comece a Páscoa mais cedo. As lojas enchem-se guloseimas e chocolates forçando-nos a comprar para dar, e comer. Começam meses antes da Páscoa Ganhamos caixas de chocolates e bolos e corremos o risco de perdemos o controle na ingesta. Comemos sem perceber, achando que um pouquinho não faz mal. Porem de pouquinho em pouquinho... Estabeleça um acordo consigo: não comece a páscoa antes da Páscoa. Nada de ovos de chocolate por antecipação.

2.       Foque na qualidade ao invés de quantidade. Com as prateleiras dos supermercados e propagandas pela cidade, fica difícil não quere provar de tudo. Mas pense em você: ao invés de comprar muitos pacotes e caixas de chocolates, procure aquele daquela marca que você mais adora e se de o prazer de comer um pedaço. Haverá outras Pascoas.

3.       Aproveite o feriado para fazer alguma atividade. Ande de bicicleta, saia com a família. Você terá um período prazeroso, além de dar um ótimo exemplo para as crianças!

4.       Viaje. Conheça algum lugar novo, de preferencia onde se possa andar bastante.

5.       Após as festividades volte para sua dieta. O leitor certamente pensará: “fácil ela escrever isso!; o difícil é fazer ! Tanta coisa gostosa! Além disto , quero descansar!”. Bom, penso que o ótimo sempre é inimigo do bom. Então, mesmo que você escorregue na dieta, lembre-se de voltar aso trilhos na Segunda- feira. O maior risco da Pascoa esta em ver que sobrou um monte de guloseimas e não conseguir segurar a tentação. Por isso fique com poucos e bons doces para que o retorno aos hábitos alimentares saudáveis seja menos penoso.

“E para que não haja tanta confusão, aqui está um Mini Guia de Sobrevivência para a Páscoa:
1.    Internalize o real significado da Páscoa, que com certeza não é… devorar chocolates!!
2.    Compare os rótulos do chocolate comum e diet, aquele com menor quantidade de carboidrato poderá ter menor efeito na glicemia, desde que, consumido em quantidades equivalentes.

3.    Para saber se o chocolate está dentro do que consideramos saudável, verifique a quantidade total de gordura. O saudável é que a cada 15 gramas de carboidrato o alimento contenha até 5g de gordura total. Não são raras as vezes que o chocolate diet tem maior quantidade de gordura quando comparado ao chocolate comum. Outro ponto a ser avaliado é que a glicemia, após a grande ingestão de gorduras, pode elevar-se após 3-5 horas.

4.    Tente encaixar a porção de seu ovo de Páscoa no seu plano alimentar, respeitando horários e quantidades. Desta forma, você estará mantendo a glicemia dentro do normal e também mantendo seu peso. E em partes, por exemplo, 30 gramas de chocolate ao leite comum, equivale em termos de carboidrato, a 1 fatia de pão com margarina .

5.    Divida os ovos de Páscoa com sua família, eles não precisam ser consumidos de uma só vez.
Se você segue a Contagem de Carboidratos, converse com seu endocrinologista para aprender ou retomar a relação insulina:carboidrato, pensando em manter a normoglicemia mesmo em situações que fujam da rotina.
Feliz Páscoa !