http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/tem-noticias-1edicao/videos/t/edicoes/v/conheca-a-historia-do-menino-que-fez-escola-professores-e-amigos-lidarem-com-o-diabetes/4280358/
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Diabetes e Àlcool
Diabetes – o que
você precisa saber - 4
Diabetes e Álcool
Quando você se
divertindo está com seus amigos é fácil exagerar e perder a noção de quanto
está ingerindo de álcool ou mesmo de
comida. Diabéticos podem ingerir álcool , porém sem exagero, assim como deve
ser para qualquer pessoa acima de 18 anos de idade.
Alguns diabéticos devem evitar ingerir álcool. Principalmente
se tiverem neuropatia, hipertensão ou
retinopatia diabética.
O quanto posso beber ?
O ideal é beber o mínimo possível . Lembrar de beber
dentro de um limite seguro, que é por volta
de 2 drinks para homem e 1 para mulheres ( um drink equivale a uma garrafa de
cerveja ou um copo de vinho).
Lembre-se de nunca beber de estômago vazio.
Se você quiser perder peso, atente que muitas bebidas alcoólicas
contém calorias. Tente ingerir menor quantidade .
Quais os riscos de abusar de álcool?
Excesso de álcool pode provocar:
1.
Elevação
de açúcar numa primeira fase, pois cerveja e vinho contém grande quantidade de açúcar.
2.
Queda
perigosa de açúcar por bloqueio da produção
de glicose do fígado até 12 horas após a ingesta de álcool.
3.
Piora
da lesão neurológica provocada pelo diabetes.
4. Interage
com medicamentos para diabetes, podendo
provocar elevação ou queda da glicemia.
5.
Fome
em algumas pessoas, fazendo-as comer mais e elevar a glicemia.
6.
Piora
da retinopatia diabética.
Quais cuidados devo ter ao ingerir álcool?
1.
Cheque
sua glicemia antes de beber.
2.
Não
beba de estômago vazio.
3.
Comer
carboidratos durante a ingestão de álcool.
4.
Ter
por perto pessoas que sabem que você é diabético e carregar identificação.
5.
Alternar
bebida alcoólica com agua gaseificada,
refrigerantes diet, sucos light.
6.
Não
se apresse. Desfrute da bebida. Beba devagar e preste atenção na quantidade de
bebida que você ingere.
7.
Respeite
as doses de álcool que você pode ingerir por dia.
8.
Cheque
sua glicemia e ajuste a dose de insulina ,se necessário.
9.
Coma
carboidrato antes de dormir beba muita água .
O dia seguinte
Se você abusou do álcool na noite anterior, beba muita água
antes de dormir para hidratação, além de evitar ressaca. Tome um bom café da
manhã, mesmo sem vontade. Isto pode (talvez possa) ajudar no controle da
glicemia.
Caso não consiga ingerir alimentos sólidos, ingira muito
liquido e se estiver com hipoglicemia , ingira bebidas não dietéticas (por
exemplo refrigerante ou suco de laranja).
Cheque sua glicemia, pois alguns sintomas de ressaca como
dores de cabeça, sensação de mal estar, sudorese e tremores
são parecidos com os sintomas de hipoglicemia ou hiperglicemia. Caso sua
glicemia esteja menor que 100mg/dl, coma algum carboidrato.
Não importa quão mal esteja se sentindo ou mesmo com muita
ressaca, se você estiver com alteração da glicemia tanto hipo quanto
hiperglicemia ,você deve se tratar rapidamente.
Não ignore os sintomas e beba com responsabilidade.
Dra Bibiana Colenci
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Diabetes e Gestação
Diabetes - o quê você precisa saber 3
Saiba como... planejar a gravidez
O
desejo de ser mãe deve ser bem pensado por todas as mulheres, mas no caso das diabéticas
o planejamento é fundamental em função das mudanças que precisam ser feitas no
tratamento do diabetes para não prejudicar o desenvolvimento do feto.
· O que as futuras mães precisam saber
para ter uma gravidez tranqüila e segura?
A gravidez é um período em que a
mulher deve cuidar do corpo. Pois o corpo da mulher funcionará como um
reservatório, um ninho onde o nenê ira crescer e se desenvolver.
Pensando assim, a futura mamãe deve ser preparar com pelo menos 6 meses de
antecendêcia, focando em ter uma glicemia bem controlada e a hemoglobina
glicada de 6 a 6,5 pré-gestação.
Durante a gestação o controle pode ser mais rigoroso pois
os valores de glicemia devem ser mais baixos: por volta de 90 em jejum e
120, 2 horas após comer . Por este motivo, intensificamos o exame de pontinha
de dedo.
· Existe alguma alteração no tratamento,
na dose de insulina ou do medicamento?
Sim existe.
Em DM1 ocorre intensificação do exame
de HGT e os alvos acima são estabelecidos.
Em DM2, suspendemos a medicação oral e
passamos insulina para ter um controle mais rigoroso.
·
Qual acessório de aplicação de
insulina é mais indicado para a grávida: seringa, caneta ou bomba de insulina?
Por quê? A futura gestante terá que trocar de acessório?
O importante é focar na meta.
Ter Hba1c 6,0, glicemia de
jejum de 90 e pós prandial 120. Isso pode ser alcançado com insulina, seja na
forma de aplicação de seringa, canetas ou bomba.
No entanto, vale apena ressaltar que as canetas são mais
confortáveis que a seringa. A utilização de bomba fica restrita para as
diabéticas que sabem utilizar a contagem de carboidrato.
· Qual deve ser a meta de hemoglobina
glicada antes de engravidar? E durante a gravidez?
A meta é ter Hba1c
entre 6 a 6,5 ANTES da gestação e durante por
volta de 6,0 . Assim o ambiente uterino fica propicio para o crescimento
saudável do bebê.
· Quais os riscos para a mãe e para o
bebê se o diabetes não estiver compensado?
Este é um ponto muito
importante. Se o ambiente uterino for ruim, ou seja, descontrole glicêmico, o
nenê por ter atraso no crescimento, ou crescimento excessivo prejudicando o
parto, mal-formação, ou até
mesmo morte fetal. Por este motivo a mamãe e o nenê devem ser acompanhando
mensalmente com o ginecologista e com o endocrinologista.
· No caso das mulheres que estão acima
do peso, quais cuidados adicionais elas precisam ter?
Uma
dieta balanceada e saudável é imprescindível para qualquer pessoa, ainda mais
numa grávida. Os alimentos são os nutrientes que o nenê usara para se
desenvolver. Por isso devem ser bem escolhidos.
A mulher que está acima do peso
precisa seguir uma dieta rigorosa a fim de evitar maior ganho de peso e piora
do controle do diabetes com risco maior de aparecimento das complicações, como
por exemplo, criança grande para idade gestacional e óbito fetal.
· Quais médicos devem acompanhar a
gestante diabética?
A mãe
diabética deve ter acompanhamento mensal com o endocrinologista e o
gineco-obstretra.
· Como deve ser a rotina de consultas
com os médicos? A freqüência deve ser maior do que a das gestantes que não têm
diabetes?
Durante a gestação da mãe com diabetes, as
consultas devem ser mais frequentes até o controle glicêmico. Ao atingir o
controle, ela pode seguir como uma gestante habitual.
· O que muda em relação à alimentação?
A alimentação já deve ser
saudável, desde sempre.
Já
nos 6 meses antes da gestação, afim de melhorar o controle glicêmico, a dieta deve ser
mais saudável ainda .
Evitar alimentos com conservantes e industrializados.
Mas analisando bem, isso deveria ser sempre e não só na gestação .
Se a gravidez for planejada, aprender
a contagem de carboidratos auxilia muito neste período.
Junto ao
endócrino e à nutricionista, aprendemos o quê podemos comer e o quanto de certo alimento, evitando aumento
desnecessário de peso e aplicando a dose correta de insulina ultrarrapida.
· Durante a gestação, quais os cuidados
para não ter hipo ou hiperglicemia?
Como queremos um ambiente propício
para o crescimento do nenê, teremos que evitar altos e baixos da
glicemia. Por isso o melhor
é manter um acompanhamento com o endócrino frequentemente e sempre fazer
o controle com a ponta de dedo.
A contagem de carboidrato bem
feita auxilia no bom controle glicêmico.
Dra Bibiana Colenci
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
O Diabetes e o Estresse
Diabetes-
o que você precisa saber - 2
Diabetes
e estresse
O estresse é uma reação do seu corpo
quando ele sente como se estivesse sob um ataque. Os desencadeantes do estresse
podem ser físicos (lesões ou doenças) ou mentais (problemas no casamento, no
trabalho, financeiros).
Quando o estresse aparece, seu corpo
se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios que servem para mobilizar uma grande
quantidade de energia que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir
até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em diabéticos esta
resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue
levar esta energia extra para dentro das células. E a glicose sobe no sangue.
Desta forma, os hormônios de estresse
podem alterar diretamente sua glicemia, impedindo seu corpo de produzir
insulina ou mesmo utilizá-la adequadamente.
Em pessoas com diabetes, o estresse
pode afetar a glicemia de duas formas:
1. Pessoas estressadas não conseguem se
cuidar adequadamente. Podem abusar de álcool ou fazer menos exercício. Podem se
esquecer de medir sua glicemia, não conseguir ajustar seu tempo para realizar
atividade física ou comer adequadamente.
2. Os hormônios de estresse podem
alterar a glicemia diretamente: o estresse mental em DM1 pode se elevar ou
diminuir muito a glicemia; em DM2 o estresse tende apenas a elevar a glicemia.
Sob estresse físico, como cirurgias ou doenças, a glicemia tende a subir tanto
em DM1 quanto DM2.
O estresse pode aparecer ao receber o
diagnóstico de diabetes, como uma reação ao receber este diagnóstico.
Observe se você esta desenvolvendo estresse, preste atenção nestes
indicadores de estresse:
1. Aumento da freqüência cardíaca sem
outra causa aparente
2. Aumento da pressão arterial ou
descontrole da mesma
3.Aumento da tensão muscular (dor
muscular)
4. Elevação ou queda da glicemia sem
outra causa aparente
O quê podemos fazer para combater o estresse secundário a um diagnóstico
de diabetes:
1. Listar as situações que estão fora do
seu controle. Não há cura para o diabetes, ainda. O diagnóstico foi feito e não
muda.
2. Aceite seu diagnóstico, suas
sensações e frustrações ao ter o diabetes. Se estiver muito difícil, procure
aconselhamento psicológico ou um grupo de diabéticos para suporte.
3. Reconheça o quê você pode controlar!:
você tem total domínio sobre sua glicemia. Enfrente o desafio, aderindo a uma
vida saudável, com alimentação adequada, contagem de carboidratos, exercício
físico e tomando sua medicação e insulina corretamente.
4. É interessante notar que o estresse
desencadeado por diabetes pode muita vezes ser confundido com depressão. Mas
diferentemente desta, o uso de antidepressivo não melhora o quadro. O que
melhora o estresse relacionado a diabetes é aceitação da situação e atividade
física. Logicamente existe a possibilidade haver uma depressão junto. Se você
achar que está deprimido, converse com seu endocrinologista para que ele possa
te ajudar. Neste caso há indicação de uso de antidepressivos.
O quê podemos fazer para combater o estresse Mental:
1. Primeiramente cheque se sua alteração
glicêmica é secundária ao estresse. Isso é fácil. Basta anotar uma escala de )
a 10 o grau do seu estresse logo antes da fazer a dextro (ponta-de–dedo). Faça
isso por uns 10 dias e veja se há correlação entre seu nível de glicose com o nível
de estresse.
2. Faça mudanças em sua vida: se seu
trabalho te estressa, peça transferência; se o transito te estressa, mude de
rota; se você está brigando com alguém querido, faça o primeiro movimento para
se acertar com esta pessoa. Resolva!
3. Outras formas de diminuir o estresse são: atividade física contínua; aulas de dança, arrumar um hobby, participar de atividades voluntárias.
4. Converse ou observe como outras
pessoas lidam com estresse e veja se a solução delas serve para você.
5. Aprenda a relaxar: faça ioga,
meditação. Estas atividades diminuem os hormônios relacionados ao estresse que
podem alterar sua glicemia.
Um exercício simples é o da
respiração: sente-se ou deita-se com braços e pernas descruzados. Respire bem
fundo. Solte o máximo de ar que puder. Tente relaxar seus músculos ao soltar o
ar. Repita por 5 a 20 minutos pelo menos uma vez ao dia.
6. Faça exercícios físicos.
7. Substitua pensamentos ruins por bons.
Toda vez que vier um pensamento ruim, esforce-se para pensar em algo que te
faça bem. Pode ser uma memória, uma prece ou mesmo uma imagem de um lugar que
te traga paz.
8. Qualquer que seja o método que você
escolha para relaxar pratique. Quanto mais vezes você fizer, mas rápido
atingirá o nível de relaxamento.
O quê podemos fazer para combater o estresse Físico:
Algumas fontes de estresse nunca vão
embora, não importa o que você faça. O fato de você ter diabetes é um deles.
Ainda assim há meios de diminuir o estresse de ter que conviver com o diabetes.
1. Busque grupos de diabéticos. Há Associações de
Diabéticos ou grupos na internet como Bate-Papo Diabetes no Facebook.
Conhecendo pessoas com a mesma situação que você te ajudarão a se sentir menos
só. Da mesma forma, conhecer como outras pessoas lidam com a diabetes pode te
ajudar.
2. Pensem nos aspectos do dia-a-dia do
diabetes que te estressam mais, como por exemplo, ter disciplina no horário da
medicação, ter que fazer atividade física ou checar sua glicemia. Se você tiver
dificuldade num destes temas, converse com alguém do seu grupo para orientação.
3. Se o peso de ter diabetes for muito
para você , considere procurar ajuda profissional como psicoterapia direcionada
a este tópico.
A decisão de se cuidar requer
comprometimento, mas em troca você terá uma vida saudável e feliz.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Pequenos gestos fazem diferença para o bem-estar dos pequenos com Diabetes Mellitus tipo1
Conforme diz Dalai-Lama no Livro da Sabedoria, “o sucesso da nossa vida e do nosso futuro depende da nossa motivação e determinação, ou confiança em nós mesmos. Através de experiências difíceis, a vida às vezes ganha maior significado. Uma pessoa que passou por experiência de privações consegue enfrentar problemas com mais firmeza do que quem nunca passou por sofrimento. Portanto, visto por esse ângulo, um pouco de sofrimento pode ser uma boa lição para a vida”.
Passar por experiências difíceis faz parte da vida de qualquer ser humano, muitas vezes geram estresse, insegurança, angústia e ansiedade. Uma dessas vivências é relatada por Marcella Fernandes, advogada e mãe da Gabriella de 4 anos, com diabetes tipo 1 desde os dois anos.
“Apesar de o irmão da Gabriella ter diabetes tipo 1, diagnosticado quando tinha nove anos, as chances de desenvolver eram de 5%, segundo os médicos. Assim mesmo, com a detecção rápida da condição, já que identificamos os sintomas, senti o meu chão cair e fomos direto para o hospital, onde minha filha ficou 10 dias internada. Lá, recebi uma enxurrada de informação e aprendi a aplicar insulina”, conta Marcella.
“No início era um verdadeiro pesadelo aplicar insulina, porque a Gabriella se debatia, chorava, gritava. Quem ouvisse da rua, pensava que estávamos batendo nela. Nesses casos, sempre pedia auxílio para mais uma pessoa para que eu pudesse aplicar. Com o tempo, aprendi a injetar a insulina e, este ano, minha filha começou a aceitar as aplicações sem se debater”, diz Marcella.
O diagnóstico de uma criança pequena com diabetes é mais difícil, pois o susto é maior. A criança não consegue se comunicar direito e os pais precisam aprender sobre diabetes e aplicação de insulina de forma bem rápida. Dra. Bibiana Prada de Camargo Colenci, endocrinologista do município de Botucatu, interior de São Paulo, relata algumas dicas aos pais:
- Os pais devem primeiramente ter ciência que o diabetes tipo 1 não tem prevenção e não tem culpado. Não há atualmente métodos para prevenir o desenvolvimento desta situação. Portanto, nada de achar culpados.
- Os pais têm de ter cumplicidade. Muitas vezes quando uma criança desenvolve diabetes tipo 1, os pais que não têm cumplicidade entre si frequentemente se separaram. Infelizmente as crianças podem se sentir culpadas pela situação. Juntos, os pais auxiliarão melhor a criança.
- A informação é a melhor arma para manter o diabetes sob controle. Portanto, os pais devem estudar e buscar informação continuamente sobre a condição. Discutir com o endocrinologista as opções terapêuticas, aprender a contagem de carboidratos, atualizar-se e envolver-se.
- Divulgar as informações aos parentes e pessoas próximas às crianças. O que vejo é que muitas vezes as avós que não entendem sobre diabetes acabam atrapalhando o controle glicêmico (seja oferecendo alimentos ricos em açúcar, superprotegendo a criança ou pulando os horários de automonitorização) por simples falta de informação, negação ou mesmo na tentativa de reduzir a problemática. Por isso, toda pessoa que tiver contato com esta criança deve entender sobre o diabetes e cooperar com o tratamento. É importante envolver toda família.
- Conhecer outros pais com pequenos com DM1 ajuda a tirar dúvidas e tem a utilidade de apoio em momentos difíceis.
Além dessas sugestões, Dra. Bibiana explica outra dica importante, principalmente para as crianças que têm receio de agulha. “Se os pais tratarem o controle do diabetes como algo habitual, a criança aprende que as “picadas” são naturais para ela. Por isso, manter uma atitude positiva conduz a criança a uma sensação de segurança e aceitação. Às vezes, um dos pais pode se auto-aplicar a “insulina” para que a criança veja. Da mesma forma, podemos ter um boneco de pelúcia com o qual a criança brinca de aplicar insulina”.
“Se a criança está triste por causa das aplicações de insulina ou da automonitorização, tente alguma distração, como pedi-la para segurar seu brinquedo preferido. Depois do procedimento, dê um beijo ou um abraço e continue o dia de forma habitual. Outra dica é proporcionar a convivência com outras famílias que têm crianças com diabetes. É uma forma saudável de mostrar que ela não é a única a ter de utilizar agulha”, sugere Dra. Bibiana.
Cuidados com hipoglicemia e com a ida para a escola
Como as crianças não identificam os sintomas de hipoglicemia, a atenção dos pais é redobrada, como afirma Marcella: “identifico a situação quando a Gabi fica branca, chora sem motivo, fica molinha, sem força. Por isso, hoje faço teste de glicemia cinco vezes ao dia”.
Dra. Bibiana comenta o caso, “hipoglicemia nessa idade é difícil de perceber, pois as crianças não conseguem se comunicar. Porém, há alguns sinais que podem sugerir essa situação: irritabilidade, sono agitado, sonolência, olhar fixo, palidez, sudorese ou simplesmente você percebe que a criança não está se sentindo bem. É sempre importante deixar o glicosímentro ao alcance para realizar o exame. Deve-se ter em casa o kit com glucagon, hormônio que faz a ação oposta da insulina, aumentando os níveis de glicose no sangue para emergências de hipoglicemias”.
Na escola, há outros desafios, pois é necessário transmitir as informações corretas para os professores. “Minha filha entrou na escola este ano e se adaptou bem. Antes fiz uma reunião com as professoras, entreguei uma apostila que preparei sobre diabetes, ensinei a manusear o glicosímetro e o que fazer no caso de hipoglicemia. Hoje a professora cuida direitinho. Se tiver atividade física antes do lanche, peço para que fiquem de olho na minha filha e realizam o teste de glicemia. A Gabi sempre leva um kit de insulina, glucagon e biscoito. Além disso, estou sempre perto, caso haja necessidade da minha presença”, enumera Marcella.
Segundo Dra. Bibiana, “em relação aos pais, habitualmente há o temor que outros adultos não darão conta de ajudá-los no tratamento, principalmente quando a criança vai para a escola. Procure o diretor da escola e reúna-se com ele e com o professor de classe para elucidar pontos importantes, como sintomas de hipoglicemia, hiperglicemia, ida ao banheiro fora de hora e lanches necessários para seu filho. Tente manter contato constante com o professor para auxiliarem-se mutuamente”.
Por isso, Dra. Bibiana elucida mais alguns pontos. “Crianças a partir dos três anos de idade desenvolvem a necessidade de ganhar confiança e ousar a cumprir tarefas mais difíceis mesmo que nesta idade ainda falte o controle fino e desenvolvimento cognitivo necessários para se tornar autônomo no controle do diabetes. Mas é importante que nesta fase elas participem das tarefas mais simples, supervisionadas por um adulto, como colocar o sangue na tira, preparar a insulina etc. Quando começarem a contar números, podem familiarizar-se com a contagem de carboidratos. O envolvimento no tratamento é essencial nesta fase para se tornarem adolescentes e adultos independentes e seguros”.
“Sempre digo aos pais dos meus pacientes: ‘seus filhos são saudáveis’. Podem e devem viver a vida, descobrindo a felicidade de ousar e aprender. Eles poderão ter uma vida normal, fazer de tudo: casar, ter filhos, trabalhos, viagens e vivenciar experiências. Cabe aos pais ajudá-los a desenvolver auto-estima, segurança, responsabilidade e disciplina. Assim serão adultos independentes e felizes”, finaliza Dra. Bibiana.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
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