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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Tudo o que você sempre quis saber sobre a metformina, mas tinha medo de perguntar



A metformina é considerada a primeira linha de defesa para pessoas com a doença, pois é segura, eficaz e acessível. Não está ligado ao ganho de peso e coloca muito pouco estresse nos órgãos internos. 
A a metformina não reduz imediatamente o açúcar no sangue. Pode levar de quatro a cinco dias para experimentar o benefício total, dependendo da sua dosagem.
Pode não resolver todos os seus problemas em um piscar de olhos. Mas é um remédio eficaz e sua interação com o corpo é complexa e interessante.

O que sabemos sobre a metformina

A metformina, que também é vendida sob o nome comercial de Glifage,  é da classe das drogas chamadas biguanidas, que inibem a produção de glicose no fígado.
O medicamento não aumenta os níveis de insulina no corpo, mas diminui a quantidade de açúcar que o corpo produz e absorve. Como reduz a produção de glicose no fígado, a metformina também reduz o açúcar no sangue, aumentando a sensibilidade do corpo à insulina. Também diminui a quantidade de glicose que nossos corpos absorvem dos alimentos que ingerimos.
Para a maioria das pessoas com diabetes tipo 2, a metformina trabalha para reduzir gradualmente o açúcar no sangue quando combinada com uma dieta saudável e exercício . Não é tanto uma solução rápida com resultados durante a noite, pois é um componente importante de um regime de saúde maior que mantém a condição gerenciável.

Efeitos colaterais

A metformina causa efeitos colaterais em algumas pessoas, mas muitas delas são leves e estão associadas à ingestão do medicamento pela primeira vez. Náuseas e desconforto gástrico, como dor de estômago, gases, inchaço e diarréia são comuns entre pessoas que começam a tomar metformina.
Para algumas pessoas, tomar grandes doses de metformina imediatamente causa desconforto gástrico, por isso é comum que os médicos comecem pequenos e aumentem a dose ao longo do tempo. Muitas pessoas começam com uma pequena dose de metformina - 500 miligramas uma vez ao dia - e aumentam em algumas semanas até que a dosagem atinja pelo menos 1.500 miligramas por dia. Isso significa que há menos chances de contrair uma dor de estômago, mas também significa que pode levar um pouco mais de tempo para experimentar todos os benefícios ao começar a tomar metformina.
Os sintomas se co-relacionam-se com quantos carboidratos tem na dieta. Diminuindo a ingesta de carboidratos, os sintomas vão embora. 
Perguntar ao seu médico pela versão estendida da metformina pode manter esses sintomas sob controle e, assim, rastrear sua dieta.
A medicação pode causar efeitos colaterais mais graves, embora sejam raros. A mais séria delas é a acidose láctica, uma condição causada pelo acúmulo de ácido lático no sangue. Isto pode ocorrer se demasiada metformina se acumular no sangue devido a problemas renais crónicos ou agudos (por exemplo, desidratação). Insuficiência cardíaca aguda grave ou problemas hepáticos graves também podem resultar em um desequilíbrio de lactato.
A metformina também pode aumentar o risco de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), particularmente para aqueles que tomam insulina e drogas que aumentam a secreção de insulina (como as sulfoniluréias), mas também quando combinadas com a ingestão excessiva de álcool. Naturalmente, a verificação regular com um medidor de glicose no sangue é útil na prevenção de episódios de baixa taxa de açúcar no sangue.
Como o uso a longo prazo da metformina pode bloquear a absorção de vitamina B12, causando anemia, às vezes as pessoas precisam suplementar a vitamina B12 através de sua dieta também.
Para a maioria das pessoas que tomam metformina, os efeitos colaterais são leves e de duração relativamente curta.

O "falso baixo"

Há outro efeito colateral comum, freqüentemente experimentado por pessoas que tomam metformina pela primeira vez. É algo chamado de "falso baixo".
O falso baixo acontece quando você deixa cair o seu açúcar no sangue para uma faixa “normal” depois de correr consistentemente alto (acima de 180 mg / dl), seja iniciando uma terapia como a metformina ou fazendo uma dieta pobre em carboidratos ou ambos! Seu corpo responde a essa mudança como se estivesse em hipoglicemia real (abaixo de 70 mg / dl).
Embora cada pessoa com diabetes tenha um limiar de açúcar no sangue e sintomas diferentes, as pessoas geralmente se sentem irritadas, cansadas, tremidas e tontas quando o nível de açúcar no sangue é de 70 mg/dl ou menos. Pode causar tontura, nausea e extremamente com fome.
Se tiver sintomas como estes e tiver confirmado com um medidor de glicose, a baixa sensação que você está sentindo é de fato falsa (ou seja, seu medidor diz que você está com 96 mg/dl), continue tomando sua metformina como indicado. Não comece a carregar carboidratos (comer alimentos ricos em carboidratos como suco de laranja para trazer açúcar de volta).
Se realmente  esta com um falso baixo e não um real, beber água e tomar um lanche com alto teor de sódio, não-carboidrato (nozes são ótimos para isso, especialmente nozes de macadâmia que são ricos em gordura) ataca os sintomas pela raiz.
Note-se que, especialmente para pessoas do tipo 2, em uso de metformina e insulina ou sulfoniluréias, hipoglicemia é um risco real. Se você está se sentindo mal, verifique seu nível de açúcar no sangue - haverá momentos em que você precisará tratar a hipoglicemia com comprimidos de glicose ou suco de laranja ou algo semelhante.

Outros possíveis benefícios da metformina

A maioria das pessoas com diabetes tipo 2 tolera bem a metformina e está feliz por estar disponível de forma genérica, o que mantém o preço baixo. A medicação é tão eficaz como uma terapia de primeira linha que a Associação Americana de Diabetes inclui em seus Cuidados Essenciais em diabetes .
Mas a metformina pode ter outros usos e benefícios além do tratamento do diabetes tipo 2.
Pesquisadores estão atualmente estudando se o medicamento pode ajudar na luta contra o câncer, condições neurodegenerativas, problemas de visão, como degeneração macular e até mesmo envelhecimento. Vai demorar um pouco, no entanto, antes que outros usos além da redução da glicose no sangue sejam comprovadamente eficazes.
Ao mesmo tempo, a metformina também é usada no tratamento de diabetes gestacional e síndrome dos ovários policísticos.
A Associação Americana de Diabetes disse que mais médicos devem prescrever a metformina para tratar pré-diabetes (um estado de glicemia acima do normal que não atende aos critérios diagnósticos para diabetes), especialmente para pessoas com menos de 60 anos, embora A FDA ainda tem que abençoar o uso da metformina para a condição.
O FDA também não aprovou oficialmente a metformina como uma ajuda na perda de peso. Muitas pessoas com diabetes tipo 2 perderam peso depois de tomar o medicamento, pois os pesquisadores ainda estão divididos sobre exatamente como a metformina afeta o peso. Alguns acreditam que diminui o apetite, enquanto outros dizem que afeta a maneira como o corpo armazena e usa gordura.
Os cientistas também estão examinando o potencial da metformina para proteger contra doenças cardíacas em pessoas com diabetes tipo 2 - alguns dados mais antigos suportam isso. Embora estudos de resultados cardíacos robustos com metformina ainda não tenham sido realizados, mais atenção está sendo dada a essa área de pesquisa.

Metformina e Diabetes Tipo 1

Será um desenvolvimento empolgante se a metformina for útil no tratamento do câncer ou de condições neurodegenerativas como a de Huntington. Mas e se for encontrado para ajudar pessoas que lidam com diabetes tipo 1?
A metformina não é atualmente aprovada por agências reguladoras dos EUA ou europeias para uso em tipo 1, mas as pessoas são conhecidas por tomar a medicação de qualquer maneira, e muitos médicos prescrevem se alguém com diabetes tipo 1 está acima do peso. Na verdade, existem várias razões pelas quais a metformina é uma opção atraente para muitos tipo 1. Um deles, a metformina foi encontrada para ajudar a reduzir a produção de glicose no fígado, o que é um problema no diabetes tipo 1. Dois, as pessoas geralmente são resistentes à insulina que tomam e a metformina pode ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina.
E a metformina pode apoiar a perda de peso e a proteção contra doenças cardíacas. Um estudo publicado no Lancet após participantes do tipo 1 durante três anos descobriu que, em comparação com o placebo, os participantes que tomaram metformina perderam peso. Particularmente porque a insulina geralmente causa ganho de peso, os profissionais de saúde prescrevem a metformina “off-label” (não para uso pretendido aprovado por órgãos reguladores) para seus pacientes tipo 1. Embora o estudo não tenha descoberto que a metformina protege definitivamente contra doenças cardíacas, com base nas tendências observadas nos dados, os autores concluíram que ela pode ter um papel no gerenciamento do risco de doença cardíaca.
Conclusão? 
Resultado de imagem para metformina
Se você é uma pessoa com diabetes tipo 2, há muitos benefícios em tomar a metformina para seu propósito original.
Seus efeitos colaterais são mínimos para a maioria das pessoas. É acessível e coberto pelo sistema de saúde . 
Fonte: https://diatribe.org/everything-you-always-wanted-know-about-metformin-were-afraid-ask?

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Tecnologia Auxiliando o Controle do Diabetes



Ser diabético não é fácil. Se for tipo 1 ou tipo 2 usuário de insulina, além de manter uma dieta rigorosamente saudável e fazer atividade física, necessitam realizar o controle glicêmico com o hemoglicoteste (as famosas fitinhas e ponta-de-dedo ) e muitas vezes realizar a contagem de carboidratos.

A contagem de carboidratos nada mais é do que um cálculo matemático, onde somamos a quantidade de carboidrato que ingerimos e dividimos por um fator (determinado pelo endocrinologista) para achar a dose de insulina necessária para “queimar” aquela refeição. Para fazer estes cálculos é necessário que saibamos a quantidade de carboidrato presente em cada alimento. Até há pouco tempo o diabético tinha que carregar consigo um livrinho de bolso contendo estas medidas.

Mas com o avanço da tecnologia foram desenvolvidos diversos programas que baixamos no celular de tal forma que temos esta lista – literalmente - na palma das mãos. Escolhi alguns aplicativos gratuitos e em português que testei aprovei.

Programas como DIAMIGO, desenvolvido para iPhone, iPod, iPad. Inserimos dados como nome, idade, tipo de diabetes. Colocando a dose de glicemia pré-refeição e dados como sensibilidade insulínica o aplicativo sugere a dose de insulina a ser aplicada. O interessante é que há possibilidade de cadastrar os dados de seu endocrinologista, permitindo envio de informações diretamente para ele. Para baixar basta entrar no Apple Store e digitar Diamigo.

Outro aplicativo interessante é o GlicOnLine (http://gliconline.com.br/). Este aplicativo pode ser utilizado no computador, ou em qualquer smartphone que tenha internet. Da mesma forma que o anterior, há uma tabela de carboidratos e possibilita o cálculo de insulina e envio de informações ao medico endocrinologista.

O Glicocare, também para IPhone e iPod, e pode ser baixado na Apple Store. Com o Glicocare, pode-se avaliar o andamento da glicose e de interessante é que há envio de SMS com dicas sobre diabetes e qualidade de vida, o que ajuda o diabético a se lembrar de se automonitorizar. Há possibilidade de o próprio usuário criar lembretes que o alertam quando programado. Tem um gráfico para acompanhamento da glicemia. No entanto, ele não sugere a dose de insulina a ser aplicada. Mas é uma boa opção para usar junto com outro aplicativo, como um adicional.

Ainda em relação a auto monitorização, há dispositivos como as bomba de insulinas que têm acoplado o sensor de glicose (Paradigma da Medtronic) o qual afere a glicemia em tempo real a cada 5 minutos. Assim o paciente pode prever se está evoluindo para hipo ou hiperglicemia, possibilitando maior prevenção, controle e segurança. A bomba da Roche Perfoma Combo pode ser controlada por controle remoto o qual também é um medidor de glicemia. Ele envia os dados para a bomba por ondas de radio, facilitando o manejo.

Até as insulinas estão mais modernas. Desde 1921 quando Banting e Best conseguiram isolar a molécula de insulina e houve produção em escala de insulina, o tratamento desta doença avançou muito. Vidas foram salvas. Depois vieram os análogos da insulina; e com isto pode-se simular melhor a liberação de insulina do pâncreas. Agora estamos na fase de “insulinas inteligentes” (smart insulin), com liberação programada e prolongada possibilitando menor ganho de peso e menor eventos hipoglicêmicos.

Em relação a aplicação de insulina, as canetas de insulina possibilitaram picadas menos doloridas e menor erro na aplicação da dose (já que o numeral mostrando a dose é grande – bom para crianças e idosos) com menor erro na aplicação.Atualmente há a caneta sem agulha - a Safe-Inject, que promete aplicações quase indolores.

Hoje no Brasil somos 12 milhões de diabéticos. Muitos necessitam destas fantásticas ferramentas que facilitam nosso dia- a- dia. Experimentem, e escolham a que melhor lhes convier. 



autora : DraBibiana 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Timesulin - tampa inteligente para canetas de insulinas

Novidades Tecnológicas do Congresso do IDF 2011 - Dubai

Por volta de 30 % dos diabéticos esquecem-se de tomar a dose de insulina ou aplicam-na em duplicata , provocando descontrole glicemico e ansiedade em relação ao tratamento. 

O Grupo Timesulin desenvolveu um método simples para evitar esses tipos de complicações e diminuir o preocupação e ansiedade na hora de tomar a insulina . 

Trata-se de uma tampa de caneta - para  todas as marcas - que possui um visor indicando a última vez que a caneta foi utilizada. Basta trocar a tampa da caneta habitual pela tampa da Timesulin . Ela possui um visor indica o último horário que a caneta foi destampada por mais de 8 segundos. Desta forma, o usurário pode destampa a caneta - para ver com esta o reservatório de insulina, por exemplo - e ela não marca como sendo utilizada. Por outro lado, se ficar destampada por mais de 8 segundos, ela reinicia o cromômetro, indicando há quanto tempo foi utilizada.   

Eu achei este produto interessante, pois tenho muitos pacientes - de todas as idades - que se esquecem de tomar ou mesmo Se realmente aplicaram a insulina. Com esta tampa, acredito que ficará mais fácil lembrar da ultima tomada. 

No entanto, não sabemos quando chega ao Brasil. A Timesulin é um produto europeu e sera lançado na Europa em janeiro de 2012, com previsão de venda nos EUA em meadas do ano que vem. 

Para quem interessar o site é o seguinte: http://timesulin.com/why-timesulin/

domingo, 24 de julho de 2011

Cebola Auxilia Controle Metabólico

A casca de cebola está na lista de suporte ao tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2.
Cientistas da Universidade de Madrid em associação com a Universidade de UK descobriram que as camadas externas e marrons da casca da cebola contem guande quantidade de fibra e flavonoides, e que o bulbo contem componentes sulfurosos e fructantes. 
O estudo demonstrou que a casca marrom da cebola possui alta concentração de fibra usada podendo ser como alimento funcional e as 2 camadas externas também contem fibras e flavonoides com alta capacidade antioxidante.
Os pesquisadores sugeriram que devêssemos utilizar estes componentes da cebola ao invés de descartarmo-os; afinal já se sabe que a ingesta de alimentos ricos em fibras reduz o risco de doenças cardiovascular, gastro-intestinal , câncer de cólon, obesidade e diabetes mellitus tipo 2 . 
Isso não é novidade, afinal, os alimentos naturais sempre serão a melhor opção para se prevenir e controlar as doenças metabólicas. O que tem de novo é que a ciência está desvendando o porquê estes alimentos são tão eficazes. 

Fonte: http://www.diabetes.co.uk/news/2011/Jul/onion-skins-can-help-reduce-risk-of-diabetes,-says-study-96448475.html
Tradução : Dra Bibiana