Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de março de 2012

Microship podera substituir injeções de insulina


Trata-se dos resultados do primeiro estudo clínico utilizando um sistema de liberação de droga implantável utilizando um microchip controlado por tecnologia wireless.
No artigo citado, publicado em Science Translational Medicine, 8 pacientes portadoras de osteoporose pós-menopausica receberam um fragmento de parathormonio humano, hPTH(1-34) liberado pelo sistema. O hPTH(1-34) é a única terapêutica anabólica considerada eficaz no tratamento da osteoporose, porém, deve ser administrada subcutânea em doses diárias, o que torna-se um grande problema de aderência ao tratamento. Uma maior eficácia na formação óssea requer uma liberação intermitente ou pulsátil do hPTH.
O sistema implantado é constitudo por um reservatório contendo hPTH(1-34) e um microchip liberador controlado por tecnologia wireless.
A farmacocinética, tolerância e bioequivalencia do hPTH foram avaliados. A farmacocinetica foi semelhante à observada em múltiplas aplicações diárias do hPTH e apresentava menor coeficiente de variação. Os marcadores de formação óssea mostraram o aumento de formação óssea.
Não houve eventos tóxicos ao sistema, nem à droga, sem impactar a qualidade de vida das pacientes.
Desssa forma, já existem sistemas inteligentes para administração de peptídeos e polipeptideos. Uma vez que a insulina é um polipeptideo, embora mais complexo, podemos supor que as injeções de insulina poderão ser substituídas por sistemas inteligentes que liberem doses de insulina, observando não só as necessidades diárias como também ao ritmo de liberação. E não será por mágica ou encanto.
Informações adicionais
Uma vez que não surgem por encanto, de onde vem essas tecnologias?
Três dos autores são da MicroCHIPS Inc, empresa sediada em Waltham, MA, Grande Boston, pioneira em sistemas inteligentes, implantáveis, projetados para uso em portadores de doenças crônicas que requerem terapêutica e monitorização precisas. Dois dos autores são do Harvard Medical School, Massachusetts General Hospital, Endocrine Unit, Boston, USA.

Você pode ver o Abstract do artigo ou solicitar o full text.
A revista eletrônica, Science Translational Medicine, Rapid Publication on February 16, 2012, publicou o RESEARCH ARTICLE, First-in-Human Testing of a Wirelessly Controlled Drug Delivery Microchip. Sci.Transl. Med. DOI:10.1126/scitranslmed.3003276.
http://stm.sciencemag.org/content/early/2012/02/15/scitranslmed.3003276
MicroCHIPS Inc.
http://www.mchips.com/
On Demand Therapeutics Inc.

sábado, 27 de agosto de 2011

Próximo Monitor de Glicose Alertará Hipoglicemia

Cientista esperam salvar vidas e gastos públicos desenvolvendo um novo monitor high-tech que envia mensagens de alerta aos médicos caso a glicemia de seus pacientes caia para níveis perigosamente baixos.
Pesquisadores da Universidade de Swansea em colaboração com várias empresas de tecnologia estão desenvolvendo  um monitor sensor de glicose que envia um texto SMS ao parente ou endocrinologista quando ocorre risco de hipoglicemia grave.
Dr Vicente Teng, mestre em nanotecnologia disse que este dispositivo pode auxiliar diabéticos e será não invasivo e indolor - diferente dos hemoglicosimetros atuais que necessitam furar o dedo até 10 vezes ao dia para aferir a glicemia.
Ele diz: " pacientes diabéticos com glicemia baixas podem ficar inconscientes e sofrer acidentes, podendo ser fatal. Portanto, um monitor universal multifuncional é essencial para manter a glicemia estável e avisar quando corre o risco de ficar inconsciente."
Este projeto de 470,000 libras tem o apoio do programa Welsh Goverment  Academic Expertise for Business e está sendo desenvolvido em Wales. O Objetivo principal é desenvolver um sistema de baixo custo usando sensores e network móveis. 
A amostra de sangue seria colhida em microagulhas que medem menos de 1 mm através da camada dermal da pele . 
Usando nanotecnologia e tecnologia wireless móvel, o dispositivo transmitiria as leituras do sensor à celulares e  clínicas responsáveis pelo tratamento do paciente. 
Este dispositivo também tem o potencial para ser adaptado à outras doenças crônicas como insuficiência cardíaca  derrame, câncer e asma. 


tradução e comentário: Dra Bibiana Colenci
fonte: http://in.news.yahoo.com/diabetes-monitor-text-medics-154454124.html

domingo, 24 de abril de 2011

A Importância do Autocontrole no Tratamento do Diabetes

O que é automonitorização glicêmica capilar (AMGC)?
 


A automonitorização glicêmica capilar é o popular “pontinha de dedo”. É chamada de capilar, pois aferirmos a açúcar através do sangue presente nas artérias capilares, que são pequenos vasos do nosso corpo. As oscilações da taxa de açúcar no sangue são consideradas um dos grandes responsáveis pelo aparecimento de complicações em longo prazo. Portanto, considera-se uma grande vantagem o fato de portadores de diabetes reconhecerem a necessidade da AMGC e os valores seguros de glicemia. A IDF e as principais Sociedades de Diabetes do mundo recomendam que sejam observados os limites da glicemia pós-prandial, glicemia de jejum e os níveis de Hba1c. Atualmente, somente procedimentos invasivos como a AMGC e o CGMS (monitoramento continuo de glicose) fornecem informações precisas do perfil dos níveis glicêmicos diários dos pacientes.

Porque é importante que eu faça a AMGC?

Vários estudos demostram queda da HBA1C (ou seja, o melhor controle do diabetes) quando o indivíduo utiliza a AMGC com frequência. No entanto a AMGC é só uma ferramenta eficaz no autocontrole quando os resultados são revisados pelo endocrinologista e/ou pelos diabéticos com o objetivo de modificar o seu comportamento ou ajustar o tratamento de forma eficiente. A manutenção de níveis da glicemia que previnam o desenvolvimento e o progresso das complicações crônicas referentes ao Diabetes envolve um equilíbrio entre a ingesta alimentar, a atividade física e a terapia com drogas. A participação ativa e efetiva dos portadores de diabetes no controle e no tratamento de sua doença é um componente essencial para um bom tratamento. Para tanto, é necessário que eles tenham um nível de conhecimento adequado e estejam capacitados para proceder com mudanças comportamentais, ajustes no tratamento e tomada de decisões, estabelecendo o autocontrole como parte integrante de sua rotina diária.

Quem deve realizar a AMGC?

Todos os portadores de diabetes devem realizar a AMGC. No entanto, a quantidade de vezes ao dia varia conforme o tipo de diabetes, e seu tratamento. Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) que estão em tratamento com bomba de insulina ou múltiplas doses diárias de insulina e contagem de carboidratos, a recomendação é realizar entre 4 a 8 aferições por dia. Realizamos diversas vezes a AMGC justamente para calcular a dose de insulina a ser aplicada naquela refeição e também para verificar se a dose foi efetiva ou excessiva.
Já os indivíduos com DM2 não tratados com insulina podem realizar diversos esquemas, não havendo consenso atualmente. Neste caso, esquema varia conforme o objetivo listado abaixo:
1. Intensificar a educação do diabetes
2. Auxiliar na compreensão da doença
3. Ferramenta para avaliação glicêmica para otimizar a terapia e consequentemente um desfecho positivo
4.Tenha sintomas de hipoglicemia
5. Tenha infecções, esteja viajando ou sob stress.
6. Esteja fazendo ajuste ajustes na medicação, na alimentação e/ou atividade física
7. Esteja vivenciando piora dos valores da HBA1c
8. Esteja em dúvida ou necessitando de informações adicionais sobre a natureza da sua doença, e/ou impacto de seu tratamento (farmacológico e não farmacológico) sobre o controle glicêmico.
9. Esteja em período gestacional ou planejando engravidar

E o que é a monitorização contínua de glicose (CGMS)?

O CGMS é um aparelho utilizado pelo endocrinologista para identificar as oscilações de açúcar em pessoas com diabetes. Ele utiliza um sensor que é colocado sob a pele, em contato com a gordura, e também com um monitor externo do tamanho de um pager que armazena os dados de leitura da glicemia que são coletados pelo sensor a cada 5 minutos. Os indivíduos utilizam o sensor em um período de 3 a 5 dias. Assim temos por volta de 288 medidas por dia de glicose, o que chega a ser 72 vezes a mais de informação por dia do que a AMGC. É um aparelho “cego”, ou seja, a analise será realizada após sua utilização, assim como um aparelho de Holter de pressão arterial.
O CGMS serve para:
  1. Avaliar as oscilações glicêmicas,
  2. Pesquisar hipoglicemia noturna ou assintomática,
  3. Necessidade de reajuste da dose de insulina sem aumento da hipoglicemia,
  4. Durante o período de preconcepção e período gestacional

Além do CGMS temos parelhos para aferir a glicemia em tempo real acoplado à bomba de insulina. Através de ondas de rádio, o sensor envia informações ao aparelho de bomba de insulina o qual mostra em seu visor a tendência glicêmica. Este dispositivo é interessante, pois podemos ver a tendência da glicemia e tomar uma atitude antes da alteração. Por exemplo, podemos ver uma tendência de hiperglicemia e ajustarmos a dose de insulina para evitar a mesma. O mesmo com a tendência de hipoglicemia. Se o dispositivo mostra uma tendência para queda da glicemia, podemos ingerir algum alimento, evitando-a. O sistema de bomba de insulina mais o sensor de glicose também é chamado de "pâncreas artificial". No entanto, este nome pode causar um pouco de confusão, pois a bomba de insulina não libera a quantidade de insulina necessária para aquela glicemia automaticamente. Há necesidade do portador ver a tendência e tomar uma atitude, seja programando a bomba para liberar mais insulina, seja comendo algo.

Há dispositivos de monitorização glicêmica em tempo real não acoplados à bomba de insulina. Da mesma forma são interessantes para os DM1 que não queiram utilizar a bomba mas se preocupam com a oscilação glicêmica ou para DM2 que queriam monitorizar
de forma mais segura sua glicemia.




Em resumo, a AMGC deve ser baseada em uma decisão compartilhada entre o portador de diabetes e endocrinologista e deve estar ligada a um conjunto de instruções claras com ações a serem tomadas baseadas nos resultados obtidos com a AMGC.
O uso apropriado da AMGC pelos portadores de diabetes não tratados com insulina tem potencial de aperfeiçoar o controle de diabete através de ajustes regulares no tratamento baseados no resultado na AMGC, melhorando tanto o desfecho clínico como a qualidade de vida. Entretanto, o valor e a utilidade da AMGC podem se desenvolver dentro de um modelo de tratamento preventivo que seja baseado em monitorização continua e capacidade de ajustar o controle com o progresso de a doença no passar do tempo.

Dra Bibiana Prada de Camargo Colenci
Mestre em Endocrinologia e Diabetes
CRM 93718

terça-feira, 8 de março de 2011

Sensores sem fio prometem a diabéticos leitura não-invasiva de açúcar no sangue


"Sistema biossensor lê níveis de glicose sem romper a pele".

Para muitos diabéticos, a desagradável tarefa de tirar sangue várias vezes por dia, a fim de verificar os níveis de glicose no sangue, faz parte da vida. Os esforços para desenvolver dispositivos que possam testar a glicemia, sem a necessidade de picar os dedos várias vezes, não apresentou resultados satisfatórios até agora por causa de dúvidas sobre a precisão, bem como queixas sobre a irritação da pele. Uma empresa tem a esperança de resolver esses problemas com um sensor bioquímico que adere à pele como um curativo e manda leitura contínua da glicose do sangue para um dispositivo portátil sem fio.




Um bom nível de glicose no sangue é essencial para a saúde de um indivíduo, especialmente diabéticos, cujos corpos produzem nenhum ou muito pouco do hormônio insulina regular da glicose. Como os níveis elevados de glicose no sangue podem levar a uma longa lista de problemas graves de saúde – glaucoma, lesões nervosas e doenças do coração, só para citar alguns – diabéticos devem testar os seus níveis de glicose várias vezes ao dia, geralmente utilizando um dispositivo de punção para furar a ponta do dedo e tirar sangue.

Echo Therapeutics, com sede em Franklin, Massachusetts, está desenvolvendo um sistema de monitoramento contínuo da glicose transdermal, uma rede sem fio e livre de agulhas chamado Symphony tCGM para diabéticos (há cerca de 24 milhões nos Estados Unidos) e para uso em unidades hospitalares de cuidados intensivos.

Symphony tCGM tem três componentes básicos: a Prelude SkinPrep System, dispositivo aproximadamente do tamanho e forma de um barbeador elétrico, que raspa a superfície morta mais externa da pele (microdermoabrasão), deixando uma mancha do tamanho de uma moeda; um biossensor de glicose que é aplicado lá (em geral no peito ou parte superior das costas) e também um dispositivo sem fio que lê os níveis de glicose do biossensor.


O Prelude remove a pele e cabelo que podem interferir na leitura do biossensor. Ele passa minúsculos impulsos elétricos na pele, explica o presidente e CEO da Echo Terapêutica, Patrick Mooney. Com base na resposta a esses impulsos, o Prelude pode determinar quando viveu aquela célula subjacente da pele, o que permite ao biossensor proporcionar uma leitura mais precisa. O paciente, então, aplica o biossensor em forma de disco no pedaço de pele preparada pelo Prelude. A membrana na superfície do biossensor detecta como a glicose se difunde para fora dos capilares do corpo. O sensor contém uma enzima que reage com a glicose e retransmite a indicação como um sinal elétrico. O impulso passa sem fio para um computador de mão, que registra as informações e monitora as leituras. Cada sensor pode ser usado por dois dias antes de ser substituído por um novo, e então usado no mesmo local ou em outro local tratado pelo Prelude.

O Tufts Medical Center, em Boston, passou vários anos como uma clínica de teste do Symphony eco tCGM. “Frequentemente, durante cirurgias, colhíamos amostras de sangue para testes instantâneos” dos níveis de glicose no sangue, independentemente de o paciente ser ou não diabético, afirma Michael England, chefe do centro de anestesia cardíaca de adultos. O monitoramento contínuo é particularmente importante durante a cirurgia, porque os níveis de insulina variam de acordo com o paciente. “A insulina regular dada às pessoas nas cirurgias pode demorar de 45 minutos a uma hora para fazer efeito”, diz ele.

England é coautor (juntamente com três pesquisadores da Echo) de um estudo de julho de 2008 no Journal of Diabetes Science and Technology, que indicou que a precisão das medições de glicose no sangue da Symphony foi comparável com as práticas mais comuns de desenho e análise de amostras de sangue. Esse achado foi consistente com os resultados de um estudo da tCGM Symphony que a Echo anunciou em novembro. Usando cerca de 900 leituras de glicose Symphony tCGM emparelhado com medições de referência de glicose no sangue (realizadas por meio de amostras de sangue), a Echo alegou sua tecnologia foi 97% precisa.

Além do seu potencial impacto sobre a cirurgia e manutenção diária da diabetes, diz Inglaterra, o monitoramento contínuo da glicose pode ajudar os médicos a entender melhor a insulina e como ela funciona no organismo. Cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo usam insulina, de acordo com o Centro de Diabetes Joslin, em Boston.

O único medidor de glicose não-invasivo que recebeu aprovação da FDA nos Estados Unidos não está mais no mercado. Em 2001, Cygnus, Inc., ganhou a aprovação para sua GlucoWatch, usado como um relógio de pulso a ser empregado em conjunto com exames de sangue convencionais para detectar as tendências e padrões nos níveis de glicose do paciente. O GlucoWatch administra uma pequena carga elétrica no pulso para trazer glicose á superfície da pele onde ela poderia ser medida a cada 10 minutos. O uso do dispositivo, no entanto, foi interrompido em 2007, após denúncias sobre sua precisão, o que causou irritação em alguns usuários.

Monitoramento da glicose é extremamente importante para os diabéticos, mesmo que um pouco invasiva – incluindo aqueles sistemas que paciente pica os dedos para a obtenção de sangue – são usados por milhões de pessoas e tem vendas na casa dos bilhões. “Todo mundo com quem falo no campo diabetes sente que o acompanhamento transdérmico é um mal necessário”, diz Robert Langer, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) .

England adverte, no entanto, que encontrar um sistema eficaz de monitoramento contínuo da glicose transdérmica é apenas um passo no controle da diabetes. Ainda não há consenso sobre o que constitui o “nível de certo de glicose” em diferentes pacientes, diz ele. Até que se determine o benefício de ter maior controle sobre os níveis de glicose no sangue, essa é uma “questão em aberto”, acrescenta. “Nós nunca tivemos a tecnologia para este estudo.”