terça-feira, 27 de maio de 2014

Conheça os melhores cereais matinais para cada idade

Incluir os cereais matinais na alimentação é uma opção nutritiva para todas as idades. Porém, uma dica essencial é optar sempre pelas versões integrais e com pouco açúcar. Elas possuem vitaminas do complexo B, fundamentais para o metabolismo de lipídeos, proteínas e carboidratos, e vitamina E, que conta com ação antioxidante e assim combate os radicais livres.

O ferro, substância que atua na síntese das células vermelhas do sangue, o fósforo, mineral que age no metabolismo auxiliando na ativação das vitaminas do complexo B, o zinco, importante para a ação de diversas enzimas, o magnésio, que contribui para a saúde dos ossos, e o selênio, nutriente bom para a memória, também estão presentes nos cereais.

Além de todos esses nutrientes, os cereais integrais se destacam pelas boas quantidades de fibras alimentares. Elas são importantes para a saúde da pessoa de forma geral, proporciona saciedade e contribui para o controle do colesterol e dos níveis de açúcar no sangue.

Ao escolher o cereal, é importante ficar atento a algumas questões. "Preste atenção na lista de ingredientes que compõe o produto, aquele item que aparecer em primeiro lugar, significa que estará em maior quantidade. Quanto mais natural o cereal for, melhor. Dê preferência para farinha de trigo integral, flocos de aveia, farelo de aveia e de trigo, mueslis e granolas saudáveis", orienta a nutricionista Keli Coutinho.

Quem sofre com alergia ou intolerância ao glúten deve evitar cereais com trigo ou centeio. A aveia também não deve ser consumida, pois ela é contaminada pelo glúten quando é processada. Quem tem esses problemas alimentarem pode optar por flocos de milho, flocos de arroz e também incluir a chia e a linhaça.

As pessoas precisam consumir cerca de 4 a 5 porções de cereais por dia em uma dieta equilibrada. Assim, a orientação para todos os grupos pode ser ingerir cerca de uma xícara de cereal por dia, desde que ela entre na quantidade de porções recomendadas por dia. Além dessas observações gerais, cada idade possui suas necessidades e cuidados específicos. Por isso, conversamos com especialistas sobre as melhores maneiras de consumir os cereais matinais nas diferentes fases da vida.  
  • Os cereais para os bebês não podem ter muitas misturas - Foto: Getty Images
  • Cereal para crianças já pode ter mel - Foto: Getty Images
  • A granola é uma boa opção para as crianças - Foto: Getty Images
  • Os cerais para os adolescentes podem ter chocolate amargo - Foto: Getty Images
  • Na vida adulta o consumo de fibras deve aumentar - Foto: Getty Images
  • Os cereais podem ajudar mulheres na menopausa - Foto: Getty Images
  • Idosos precisam tomar cuidado com o leite nos cereais  - Foto: Getty Images
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Os cereais para os bebês não podem ter muitas misturas - Foto: Getty Images

Crianças até dois anos

Os cereais matinais geralmente são introduzidos na dieta do bebê quando eles completam um ano. Nesta fase, o pequeno já desmamou e começou a ingerir os alimentos da casa. "O ideal é um cereal simples, como o farelo de aveia ou o gérmen de trigo, por não terem açúcar ou aditivos químicos", explica a nutricionista Isabel Jereissati Santos, especializada em nutrição materno-infantil.

Como o sistema imunológico da criança ainda está identificando os alimentos, é interessante que os cereais matinais não sejam misturas. Assim, caso haja uma alergia, é mais fácil identificar o causador do problema.

Combine o cereal matinal do bebê com frutas, especialmente aquelas ricas em vitamina C, como o kiwi, laranja, acerola e goiaba. Este nutriente ajuda na absorção do ferro presente no cereal e que é essencial para a dieta das crianças.

Se recomenda pelo menos 4 a 5 porções de cereais em uma dieta equilibrada no dia, uma porção que seja um pão integral, se for os cereais do arroz, uma porção do arroz são quatro colheres de sopa, para cereal matinal uma porção seria uma chicacra de chá, desde que entre no total de porção recomendada dia, geralmente acabamos comendo uma porção do grupo cereais que pode ser pão ou cereal, quatro a cinco porções média.  
Cereal para crianças já pode ter mel - Foto: Getty Images

Crianças até quatro anos

Após os quatro anos, a criança pode continuar ingerindo os cereais matinais que já comia e ainda acrescentar outros. É possível introduzir opções mais elaboradas como flocos de milho e também versões com um pouco de açúcar eventualmente.

Além das frutas, o mel também pode passar a ser adicionado nos cereais. "Uma colher de chá de mel ao dia é benéfica e a própria fibra do cereal diminui a velocidade de absorção da glicose deste adoçante natural", explica o nutrólogo Roberto Navarro. O mel ainda irá proporcionar benefícios ao intestino, contribuindo para a manutenção da microbiota intestinal, possui ação antioxidante, diminuindo os radicais livres.  
A granola é uma boa opção para as crianças - Foto: Getty Images

Infância

Ao longo de toda a infância, desde o desmame, um nutriente que frequentemente faz falta no organismo dos pequenos é o ferro. Por isso, é interessante optar pelos cereais matinais enriquecidos com esta substância, que é essencial para a vida e atua principalmente na síntese das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. "Caso a pessoa já tenha uma carência de ferro, é interessante evitar consumir o cereal com leite. Pois, o cálcio prejudica a absorção do ferro. Essas pessoas não devem consumir ferro e cálcio na mesma refeição", orienta Navarro.

Nesta fase as crianças podem ingerir granola, cuja mistura de cereais com frutas secas proporciona uma bom aporte nutricional, necessário para o desenvolvimento. O uso do açúcar ainda deve ser controlado. "Busque cereais em que o açúcar aparece no rótulo em terceiro, quarto ou ainda mais para baixo na lista de ingredientes, isto significará que ele possui pouco açúcar", orienta Jereissati.

Por serem ricos em fibras, os cereais são ótimas opções para crianças e adultos, proporcionando benefícios como melhora do trânsito intestinal para ambos. Porém, a quantidade de fibras que podem ser ingeridas na infância são diferentes daquelas na vida adulta. "A orientação por dia é utilizar a idade da criança mais cinco gramas e isso vale até os oito anos. Na infância o excesso de fibras não é benéfico, pois diminui a absorção de zinco, cálcio e até mesmo do ferro", alerta Navarro. Lembrando que o consumo do cálcio, importante para a manutenção dos ossos e dentes, continua essencial na dieta das crianças.  
Os cerais para os adolescentes podem ter chocolate amargo - Foto: Getty Images

Adolescência

Nesta fase do desenvolvimento para a vida adulta, os adolescentes necessitam de uma boa quantidade de calorias em sua dieta. "Por isso, sugiro que o cereal matinal seja composto por granola e que chocolate amargo picado ou açaí, duas fontes de calorias interessantes para a saúde, sejam adicionados", diz Jereissati.

A quantidade de fibras recomendadas também muda. "Dos 12 aos 18 anos a orientação é ingerir cerca de 20 gramas de fibras por dia", conta Navarro. Portanto, pode ser interessante aumentar o quanto é ingerido do cereal.

Com relação ao uso do leite, caso o jovem não tenha problemas de carência de ferro, a bebida pode ser adicionada no cereal, já que é uma importante fonte de cálcio. "Afinal, a quantidade deste nutriente que irá ficar nos ossos é a que ele receberá até os 18 anos de idade, por isso o consumo do cálcio é tão importante na infância e adolescência", explica Navarro.  
Na vida adulta o consumo de fibras deve aumentar - Foto: Getty Images

Adultos

Quando alcança a vida adulta, a quantidade recomendada de fibras muda novamente. "A partir dos 18 anos o valor orientado é 25 gramas de fibras ao dia", afirma Navarro. Portanto, pode ser interessante consumir mais o cereal matinal ou outras fontes de fibras, como os alimentos integrais.

Algumas necessidades nutricionais também se alteram na vida adulta. "É interessante que no café da manhã a pessoa ingira uma fonte de proteína a fim de manter a massa muscular, por isso consumir o cereal com o iogurte é uma boa alternativa", orienta Jereissati. Outras fontes interessantes de proteínas que podem ser combinadas com o alimento matinal são aquinoa, que ajuda no fortalecimento muscular e dos ossos e na prevenção de doenças cardiovasculares e hipertensão, e a aveia, que é importante para o controle do colesterol.

Incluir a chia e a linhaça nos cereais também é bom, pois elas ajudam no emagrecimento, controlam o diabetes e os níveis de colesterol e protegem o coração.

A orientação sobre os tipos de cereais que podem ser ingeridos, continua a mesma. Opte pelas versões com pouco açúcar e integrais.  
Os cereais podem ajudar mulheres na menopausa - Foto: Getty Images

Adultos após os 40 anos

Nesta fase aumenta o risco de surgirem alguns problemas de saúde e o cereal certo pode ajudar a preveni-los. "Afinal, o alimento é fonte de fibras que além de contribuir para a saúde geral da pessoa, ainda ajuda no controle do colesterol, glicose e proporciona saciedade", explica Navarro.

Mulheres que estão entrando ou já entraram na menopausa podem adicionar alguns alimentos interessantes para esta fase no cereal matinal. A soja ou farinha de soja são boas alternativas, pois o grão é rico em isoflavonas que ajudam a diminuir os sintomas da menopausa. A linhaça também é uma opção, pois possui a lignana, substância que assim como as isoflavonas é semelhante ao estrógeno e por isso compensa a menor produção deste hormônio que ocorre na menopausa. Continua importante ingerir os cereais com pouco açúcar e integrais.

Incluir a aveia a aveia é bom porque este alimento é rico em fibras e parte delas são solúveis, assim o alimento ajuda a evitar a reabsorção do colesterol durante o processo digestivo e também nos alimentos que são ingeridos.  
Idosos precisam tomar cuidado com o leite nos cereais  - Foto: Getty Images

Idosos

Os idosos podem ter maior dificuldade de mastigar, portanto, é interessante optar por um cereal em pedaços menores. O alimento pode consumido com um shake ou uma vitamina também para facilitar o consumo.

Caso queira adicionar leite no cereal, procure aqueles com redução de lactose ou a versões vegetais. "Boa parte dos idosos tem uma diminuição da mucosa intestinal e é lá que é produzida a lactase, enzima que ajuda a digerir a lactose", explica Navarro. É bom que os idosos evitem o excesso de fibras, pois isto pode fazer com que a absorção de cálcio e zinco diminuam.
 do Site : Minhavida, corpo e saude






OCULTA

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dra Bibiana-Diabetes e Saúde: Conheça os riscos da desidratação para o diabético...

Dra Bibiana-Diabetes e Saúde: Conheça os riscos da desidratação para o diabético...: Conheça os riscos da desidratação A maioria dos médicos sempre indica para os pacientes se hidratarem bastante, pois há problem...

Conheça os riscos da desidratação para o diabético

Conheça os riscos da desidratação

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A maioria dos médicos sempre indica para os pacientes se hidratarem bastante, pois há problemas sérios que os indivíduos podem ter se não o fizerem. A desidratação significa que o corpo não possui a quantidade de água e fluidos que deveria. As crianças são mais suscetíveis à perda de líquidos comparada aos adultos, devido ao peso inferior do corpo e maior circulação de água e eletrólitos.

"Um adulto necessita em média de dois litros de água por dia, para a manutenção das suas funções vitais. A perda de uma pequena porcentagem de líquido em adultos, e de 5% de líquido em crianças, já é considerada uma desidratação leve, que apresenta sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça e cansaço. À medida que este processo piora, os olhos podem ficar fundos, a pessoa pode ir ficando irritadiça, com desorientação, e até mesmo coma", enfatiza a endocrinologista. Bibiana Colenci.
"Nas pessoas com diabetes, este quadro evolui mais rápido. Por isso é muito importante que sempre esteja atento à ingestão de líquidos. Quando a taxa de açúcar está muito elevada no sangue, o corpo tende a expeli-lo através da urina e, assim, perde-se muita água. Esta desidratação pode, por outro lado, piorar a hiperglicemia, elevando a taxa de glicemia, que leva a maior perda de açúcar e água pela urina. Este quadro se perpetua e submete ao corpo ao maior estresse até que a desidratação seja tão intensa que o indivíduo entre em coma, com risco de morte", detalha Dra. Bibiana.
Nos casos de atletas de alta performance, o American College of Sports Medicine (ACSM, orienta ingerir aproximadamente 500ml de líquidos nas duas horas antecedentes ao exercício. Os participantes devem começar a beber desde o início da atividade e em intervalos regulares, em volume suficiente para repor as perdas pela sudorese ou o máximo tolerado. Já a National Athletic Trainer's Association (NATA)faz as seguintes recomendações: ingerir 500ml a 600ml de água ou outra bebida esportiva duas a três horas antes do exercício e 200ml a 300ml 10 a 20 minutos antes do mesmo; durante a atividade física, a reposição deve aproximar as perdas pelo suor e pela urina com a hidratação. Mesmo assim, costuma-se ter perdas máximas correspondentes a 2% de perda de peso corporal; após o exercício, a hidratação deve ter como objetivo corrigir quaisquer perdas líquidas acumuladas.
Nos casos de pessoas que não fazem exercícios tão intensos, Dra. Bibiana sugere, "se a desidratação for leve, é importante tomar muita água e verificar a cor da urina se está clareando. Se mesmo assim a urina se mantiver escura e a glicemia não abaixar ou estiver ainda subindo, é importante entrar em contato com o endocrinologista para descartar um quadro de cetoacidose metabólica ou alguma infecção ou desidratação que necessite de reposição de líquidos intravenoso. No caso do paciente com diabetes, se a glicemia estiver persistentemente acima de 250mg/dl, mesmo com a melhorada hidratação, ou se estiver maior que 250mg/dl, com quadro de prostração ou confusão metal, tem de levar ao pronto atendimento ou ao endocrinologista para tratar de forma adequada. Para isso, Dra. Bibiana sugeriu um quadro para ilustrar o assunto":
Tabela 1. Índices do estado de hidratação e sua relação com a urina

tabela 6





  

Mas a Dra. Bibiana lembra que não é somente por meio da ingestão de água é que pode reverter o processo de desidratação. "Tomar água de coco, suco leves ou chá gelado são boas dicas para quem quer se hidratar. O uso de repositores energéticos e hidroeletrolíticos são só recomendados para atletas ou em casos específicos prescritos pelo endocrinologista".

 artigo publicado no site : https://www.portaldebemcomavida.com.br/consumidores/entendendo-o-diabetes/como-lidar-com-o-diabetes/desidrata%C3%A7%C3%A3o/

sexta-feira, 12 de julho de 2013

voce ja caminhou hoje?

assistam a este filme e se perguntem : vc ja caminhou hoje ?

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=14kJlUdmNjw

http://youtu.be/0H30ht19HK4

sexta-feira, 29 de março de 2013

Dieta Rica em Carboidratos no inicio da Infância leva a Obesidade na Vida Adulta.


Estudos laboratoriais tem uma grande implicação no conhecimento do mecanismo de desenvolvimento da obesidade. Pesquisadores da Universidade de Buffalo, EUA, descobriram que ratos que receberam dieta rica em carboidratos durante um estagio precoce de vida (similar aos meses in iniciais de um ser humano) eram incapazes de se livrar do excesso de peso ao longo da vida. Este estudo demostra que a qualidade de alimentação já no inicio da vida condiciona como nosso corpo ira responder a comida ao longo do resto de nossas vidas.

“Esta foi a primeira vez que confirmamos a hipótese em modelo animal que há uma resistência em reverter a programação da obesidade ao longo da vida, após exposição de dieta rica em carboidratos no inicio da vida.”, explicou DR Mulchand S. Patel, PhD, professor emérito de bioquímica da escola UB de medicina e ciências biológicas.

Este estudo pode ser extrapolado para serem humanos, pois quando os pais tiram os bebes da leite materno ou mamadeiras, ele geralmente oferecem alimentos ricos em carboidratos e açucares. “Muitos alimentos para bebes são ricos em açucares e calorias,” ele disse. ”Nossa hipótese é que oferecer estes alimentos muito precoce nas vidas destas crianças, aumenta a procura de alimentos ricos em carboidratos, elevando a secreção de insulina e provoca uma programação metabólica que , em troca, predispõe essa criança a obesidade mais adiante na vida.”

No presente estudo, pesquisadores ofereceram dieta com a mesma quantidade de calorias para ratos de 3 semanas de vida. No entanto, em um grupo trocaram gorduras por carboidratos. Depois ambos os grupos receberam uma dieta de rato comum. Os ratos que tinham sido alimentados com excesso de carboidratos provocou uma programação metabólica com desenvolvimento de hiperinsulinemia ( excesso de liberação de insulina no organismo), um precursor do diabetes tipo 2 (do adulto).


“Descobrimos que estes ratos exposto a dieta rica em carboidratos sofreram restrição calórica moderada, similar ao individuo que faz deita para perda de peso, a memoria é apenas suprimida e não apagada.” (NT: ou seja, tem mais facilidade em reganhar o peso)
“Durante este período critico da vida, o hipotálamo, órgão do cérebro que regula o apetite, torna-se programado a induzir o individuo a ingerir mais comida. E a restrição calórica moderada numa fase mais tardia da vida não consegue reverter esta programação.”, ele continua.

Dr Patel reitera que os pais devem seguir as orientações alimentares sugeridas pela Academia Americana de Pediatras e não oferecerem alimentos sólidos antes dos 6 meses de vida.

NT: 1.Este trabalho comprova a frase: “Somos o que comemos”. Se oferecemos uma dieta rica em carboidratos (com excesso de calorias, açúcar e derivados) logo no inicio da vida, nossos filhos desenvolverão uma “memoria” desta dieta ruim. E ao longo de suas vidas, terão mais facilidade em ganhar peso e mais dificuldade em perdê-lo. O ser humano cria uma memoria gustativa (do paladar) nos primeiros anos de vida. Ele não nasce “gostando“ de um alimento. Somos nós, os adultos, quem modulamos este paladar baseado no que oferecemos ao bebe.

2. Como o estudo mostrou, não é só excesso de alimentos gordurosos que fazem mal. Excesso de carboidratos (açúcar, mel, pão, bolacha, arroz, macarrão etc) é tão ruim quanto, ou pior.

3. Portanto, cuidado pais, ao oferecerem estes tipos de alimentos para seus infantes. Eles não precisam de açúcar industrializado. Não precisam experimentar chocolates, refrigerantes e outros alimentos calóricos não naturais nos primeiros anos de vida. Ofereçam frutas, que tem o açúcar natural. Assim terão uma “memoria” de alimentos saudáveis.


Tradução e NT: dra Bibiana 


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Bioimpedância - Avaliação da Saude


O que é Bioimpedância

Nosso peso é composto pela somatória de todos os órgãos (por exemplo, cérebro, músculos, coração, pele, ossos e gordura) e água. A balança pesa todos estes componentes juntos, não diferenciando a quantidade de peso de cada um destes elementos. O mesmo ocorre quando calculamos o IMC (índice de massa corpórea), que é calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado (IMC = Peso / Altura2). Se o resultado for menor de 25, o individuo é considerado saudável, maior que 25 sobrepeso e maior que 30 obesos. Apesar deste calculo ser uma ferramenta útil para avaliação da massa corpórea, ele é impreciso. Uma pessoa musculosa pode ter o IMC elevado, mas não ás custas de gordura, o que caracteriza um obeso, mas de musculoso. Por outro lado há pessoas com IMC baixo e com muita gordura corpórea, são os falso-magros. De nada adianta pesar pouco, se o peso é composto em sua maioria por gordura. Uma pessoa falso-magra (ou seja, com peso baixo, mas alto teor de massa gordurosa) tem o mesmo risco de apresentar um infarto que um obeso. O equilíbrio entre as porcentagens de massa gordurosa, massa não gordurosa (musculo, ossos, etc) e agua é fundamental para uma boa saúde e bem estar. Podemos aferir este equilíbrio através da bioimpedância.

A bioimpedância é um aparelho que afere com alta precisão a composição corporal. O exame é realizado medindo a velocidade com que a corrente elétrica passa através do corpo. Nos músculos e agua corpórea, a velocidade é rápida e na gordura, baixa. Junto com dados pessoais como idade, peso, altura gênero, o aparelho de bioimpedância fornece a analise da composição corporal individual e personalizada. Obtemos assim os seguintes dados: porcentagem de gordura corpórea, porcentagem de massa não gordurosa, porcentagem de agua, taxa metabólica basal (é o numero de calorias que a pessoa gasta por dia para manter-se viva, sem realizar atividade alguma), quantos quilos de musculo é preciso ganhar, quanto de gordura tem que perder; quanto de calorias se gasta em diversos tipos de atividade física e recomenda as calorias dietéticas necessárias para atingir um peso saudável, com a composição corporal correta.

A bioimpedância auxilia a identificar risco á saúde relacionada a níveis excessivamente elevados ou baixos de gordura corporal. Gordura corporal baixa demais está presente em indivíduos com anorexia nervosa, e é um risco à vida, pois a gordura serve para produzir hormônios, é fonte de energia nos períodos que não comemos, mantém a temperatura corpórea e ajuda na imunidade. A falta excessiva de tecido gorduroso pode ser fatal.

Quem pode realizar a bioimpedância?
Pessoas de todas as faixas etárias beneficiam da avaliação da composição corporal. Desde crianças com problemas de obesidade, pessoas que querem perder peso, durante avaliação da cirurgia bariátrica (perde-se musculo e gordura no pós-operatório), atletas para acompanhar o ganho de massa muscular etc.

Para o idoso este exame é importante. À medida que envelhecemos, nosso corpo acumula gordura e ocorre diminuição da massa muscular. Há maior propensão a quedas, diminuição da locomoção e queda da qualidade de vida. Com a bioimpedância, avalia-se o estado de saúde do idoso, e acompanha o ganho de massa muscular com a atividade física.

Quem não pode fazer o exame?
Pessoas com marca-passo, gestantes, período peri-menstrual.

Como o resultado da bioimpedância auxilia no controle de peso?
Para se perder peso fazemos atividade física e dieta. Porem dependendo do tipo de atividade e da dieta corremos o risco de perder musculo ao invés de gordura. Além disto, muitas vezes “empacamos” na balança, pois perdemos gordura e ganhamos músculos durante este processo. A bioimpedância, feita de rotina, mostra e evolução da alteração da composição corpórea ao longo do tratamento. Desta forma, mesmo que o peso na balança fique igual, a bioimpedância mostra se houve ganho de massa muscular e perda de massa gordurosa, o que indica sucesso terapêutico apesar da balança, que ,como já dito, afere o peso como um todo.

Durante o tratamento para perda de peso, há necessidade de alterar a ingesta de calorias, dependendo justamente da composição corpórea.
Neste caso, a bioimpedância seriada auxilia a orientação e reorientação médico-nutricional.

Independente de sua composição corpórea,faça atividade física e alimente-se de forma saudável. Só assim evitamos a epidemia de obesidade e diabetes mellitus que assola nosso planeta.

Dra Bibiana Prada de Camargo Colenci
Clinica de Diabetes e Saúde

CRM 93178