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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Alimentos que podem causar dor de cabeça

Pessoas que sofrem de cefaleia devem maneirar nesta turma 

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 23/04/2013
Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que mais de 90% das pessoas sofrem ou sofreram de cefaleia (dor de cabeça) em algum momento da vida. E as causas podem ser inúmeras, como estresse e falta de sono. O que poucas pessoas sabem é que a alimentação também é fator determinante para desencadear essas dores. 

As nutricionistas Juliana Lucena, da BioGourmet em São Paulo, e Joana Lucyk, da Clínica Saúde Ativa, em Brasília, explicam que a cefaleia pode ser causada por alguns tipos de substância presentes em diversos alimentos e, no caso de pessoas que sofrem de crises de enxaqueca, o ideal é que esses alimentos sejam evitados ao máximo na dieta. 

"É aconselhável que as pessoas que sofrem de dores de cabeça façam um tratamento médico especializado para identificar a causa e tratar o sintoma da forma mais adequada possível", diz a nutricionista. Mas além de cuidados com a alimentação, também deve-se evitar períodos de jejum, que também acarreta cefaleia. Veja a seguir as substâncias e os alimentos alimentos que lideram o ranking de desencadeadores da dor de cabeça: 
Queijo e chocolate - Foto Getty ImagesAminas: as aminas estão presentes em alimentos como cerveja, queijos maturados, alimentos embutidos, molho à base de soja, repolho e chocolate. "Estas substâncias podem alterar o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro, favorecendo, assim, a dor de cabeça", explica a nutricionista Joana Lucyk. Café - Foto Getty ImagesCafeína: café, refrigerante, chá preto ou energético são ricos em cafeína. A dor de cabeça desencadeada por esta substância pode acontecer em duas situações: se combinada a alimentação com medicamentos que possuem cafeína em sua composição ou pela própria abstinência de cafeína. "As pessoas acostumadas a consumir uma determinada quantidade de café ou bebidas que contenham cafeína podem sofrer os efeitos da redução", aponta Joana. Vinho e Cerveja - Foto Getty ImagesBebidas alcoólicas: bebidas como o vinho e a cerveja possuem substâncias chamadas histamina e tiramina, que desencadeiam a piora do quadro de dor de cabeça.Lipídeos - Foto Getty ImagesLipídeos: os alimentos fontes de lipídeos e que são prejudiciais englobam a manteiga, margarina, frituras, doces, biscoitos recheados, carnes gordas, queijo amarelo, leite integral, requeijão e embutidos. "Esses alimentos possuem proteínas alergênicas, como a beta lactoglobulina e caseína, que podem causar a cefaleia", afirma a nutricionista da Clínica Saúde Ativa.Batata Frita - Foto Getty ImagesFrituras: elas são ricas nos ácidos graxos oléico e leonéico, substâncias que causam contração dos vasos sanguíneos cerebrais. As frituras também podem estar envolvidas no desencadeamento da cefaleia. Adoçante - Foto Getty ImagesAspartame: a nutricionista Juliana Lucena afirma que o aspartame metaboliza no organismo substâncias como a amina e a fenilalanina, tornando-se assim um dos principais vilões desencadeantes da dor de cabeça.Nitratos e nitritos: presente nos embutidos (como salame e presunto), peixes em conserva, patês e caviar. As nutricionistas contam que essas substâncias também atuam em alguns casos como desencadeadores da dor de cabeça da mesma forma que as aminas. Elas alteram o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro, favorecendo, assim, a cefaléia.    

sexta-feira, 29 de março de 2013

Dieta Rica em Carboidratos no inicio da Infância leva a Obesidade na Vida Adulta.


Estudos laboratoriais tem uma grande implicação no conhecimento do mecanismo de desenvolvimento da obesidade. Pesquisadores da Universidade de Buffalo, EUA, descobriram que ratos que receberam dieta rica em carboidratos durante um estagio precoce de vida (similar aos meses in iniciais de um ser humano) eram incapazes de se livrar do excesso de peso ao longo da vida. Este estudo demostra que a qualidade de alimentação já no inicio da vida condiciona como nosso corpo ira responder a comida ao longo do resto de nossas vidas.

“Esta foi a primeira vez que confirmamos a hipótese em modelo animal que há uma resistência em reverter a programação da obesidade ao longo da vida, após exposição de dieta rica em carboidratos no inicio da vida.”, explicou DR Mulchand S. Patel, PhD, professor emérito de bioquímica da escola UB de medicina e ciências biológicas.

Este estudo pode ser extrapolado para serem humanos, pois quando os pais tiram os bebes da leite materno ou mamadeiras, ele geralmente oferecem alimentos ricos em carboidratos e açucares. “Muitos alimentos para bebes são ricos em açucares e calorias,” ele disse. ”Nossa hipótese é que oferecer estes alimentos muito precoce nas vidas destas crianças, aumenta a procura de alimentos ricos em carboidratos, elevando a secreção de insulina e provoca uma programação metabólica que , em troca, predispõe essa criança a obesidade mais adiante na vida.”

No presente estudo, pesquisadores ofereceram dieta com a mesma quantidade de calorias para ratos de 3 semanas de vida. No entanto, em um grupo trocaram gorduras por carboidratos. Depois ambos os grupos receberam uma dieta de rato comum. Os ratos que tinham sido alimentados com excesso de carboidratos provocou uma programação metabólica com desenvolvimento de hiperinsulinemia ( excesso de liberação de insulina no organismo), um precursor do diabetes tipo 2 (do adulto).


“Descobrimos que estes ratos exposto a dieta rica em carboidratos sofreram restrição calórica moderada, similar ao individuo que faz deita para perda de peso, a memoria é apenas suprimida e não apagada.” (NT: ou seja, tem mais facilidade em reganhar o peso)
“Durante este período critico da vida, o hipotálamo, órgão do cérebro que regula o apetite, torna-se programado a induzir o individuo a ingerir mais comida. E a restrição calórica moderada numa fase mais tardia da vida não consegue reverter esta programação.”, ele continua.

Dr Patel reitera que os pais devem seguir as orientações alimentares sugeridas pela Academia Americana de Pediatras e não oferecerem alimentos sólidos antes dos 6 meses de vida.

NT: 1.Este trabalho comprova a frase: “Somos o que comemos”. Se oferecemos uma dieta rica em carboidratos (com excesso de calorias, açúcar e derivados) logo no inicio da vida, nossos filhos desenvolverão uma “memoria” desta dieta ruim. E ao longo de suas vidas, terão mais facilidade em ganhar peso e mais dificuldade em perdê-lo. O ser humano cria uma memoria gustativa (do paladar) nos primeiros anos de vida. Ele não nasce “gostando“ de um alimento. Somos nós, os adultos, quem modulamos este paladar baseado no que oferecemos ao bebe.

2. Como o estudo mostrou, não é só excesso de alimentos gordurosos que fazem mal. Excesso de carboidratos (açúcar, mel, pão, bolacha, arroz, macarrão etc) é tão ruim quanto, ou pior.

3. Portanto, cuidado pais, ao oferecerem estes tipos de alimentos para seus infantes. Eles não precisam de açúcar industrializado. Não precisam experimentar chocolates, refrigerantes e outros alimentos calóricos não naturais nos primeiros anos de vida. Ofereçam frutas, que tem o açúcar natural. Assim terão uma “memoria” de alimentos saudáveis.


Tradução e NT: dra Bibiana 


sábado, 5 de novembro de 2011

Estudo comprova que comer verduras e frutas reduz risco de infarto


RIO - Pessoas geneticamente mais suscetíveis a doenças cardíacas podem reduzir esse risco fazendo uma dieta rica em frutas e outros vegetais crus. É o que indica pesquisa publicada na revista científica "Plos Medicine". Segundo especialistas das universidades McMaster e McGill, consumir cinco ou mais porções diárias desses alimentos é um hábito suficiente para neutralizar a versão de um gene (9p21) no cromossomo 9, e que seria responsável por deixar o organismo mais vulnerável a males no coração. Estima-se que ele está presente em um quinto da população com ascendência europeia.
Os pesquisadores americanos acompanharam e analisaram dados de 27 mil pessoas durante o estudo, incluindo voluntários de várias partes do mundo; Europa, China e América Latina. Os resultados sugerem que indivíduos com versões do gene 9p21 que consumiram uma dieta repleta de vegetais crus, frutas e grãos apresentaram um risco semelhante de ataque cardíaco ao de indivíduos com uma variante de baixo risco do mesmo gene.
- Nossos dados reforçam a recomendação de saúde pública para consumir mais do que cinco porções ao dia de frutas ou outros vegetais - afirma a pesquisadora Sonia Anand.
Judy O'Sullivan, da Fundação Britânica do Coração, diz que os resultados deveriam servir como um lembrete de quanto o estilo de vida e os genes podem aumentar o risco cardíaco:
- A relação entre os dois é muito complexa e nós ainda não temos todas as respostas, mas a mensagem parece ser muito simples: comer muitas frutas e legumes é uma ótima notícia para a nossa saúde do coração.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/10/13/estudo-comprova-que-comer-verduras-frutas-reduz-risco-de-infarto-925570323.asp#ixzz1cruSW7Gb 
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