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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O Futuro das Dietas


Quando comemos os carboidratos dos alimentos são quebrados me pequenas partículas de glicose que são absorvidos do nosso intestino para a corrente sanguínea. O nível de açúcar no sangue é ponto chave que afetam a patogênese de doenças como obesidade e diabetes. As dietas para controlar o açúcar do sangue são geralmente similares, mesmo para pessoas diferentes. Mas se te disser que estas mesmas dietas saudáveis que deveriam manter o açúcar no sangue estável, em algumas pessoas pode ter  efeito  contrário? As pessoas são diferentes de diversas formas; com informações genéticas diferentes, estilo de vida, e também sua microbiota intestinal. O micriobioma é um ecossistema enorme com trilhões de bactérias vivendo em nosso corpo, mais de 100 vezes o numero de genes contido no genoma humano. O microbioma é influenciado pelo o que comemos e ,em resposta, afeta nossa resposta à comida. Como o microbioma difere muito entre as pessoas, e pode afetar a resposta glicemia relacionada à ingesta alimentar. Portanto, não se trata somente do tipo de comida, mas a come! 


                Cientista do Instituo Weizmann , de Israel, tem estudado fatores que influenciam a variação da glicemia pos prandial. Coletaram dados de saúde e  estilo de vida de 800 voluntários, que estavam utilizando um sensor continuo de glicose. Além disto, os participantes também utilizaram um aplicativo para informar o que e quando se alimentavam exercícios, sono e outros dados. Foi coletado amostra de fezes para analisar a composição e atividade da microbiota. Os cientistas descobriram que quando indivíduos diferentes se alimentavam da mesma comida, eles reagiam de forma diferente. Por exemplo, a nível de glicemia subia mais quando comendo um sushi do que quando ingeriam um sorvete.   Montaram um algoritmo o qual podia prever a resposta glicêmica à alimentação destes voluntários, podendo montar dietas personalizadas, que não elevavam a glicemia de forma individual. Desta forma, alguns alimentos que eram bons para algumas pessoas , eram ruins para outras.
                Este será um início da nova era de dietas personalizadas que está por vir no futuro, controlando de forma mais efetiva a glicemia com uma dieta personalizada, beneficiando milhões de pessoas ao redor do mundo, e prevenindo doenças metabólicas.


Fonte: https://www.weizmann.ac.il/WeizmannCompass/sections/briefs/the-algorithm-diet

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Bioimpedância - Avaliação da Saude


O que é Bioimpedância

Nosso peso é composto pela somatória de todos os órgãos (por exemplo, cérebro, músculos, coração, pele, ossos e gordura) e água. A balança pesa todos estes componentes juntos, não diferenciando a quantidade de peso de cada um destes elementos. O mesmo ocorre quando calculamos o IMC (índice de massa corpórea), que é calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado (IMC = Peso / Altura2). Se o resultado for menor de 25, o individuo é considerado saudável, maior que 25 sobrepeso e maior que 30 obesos. Apesar deste calculo ser uma ferramenta útil para avaliação da massa corpórea, ele é impreciso. Uma pessoa musculosa pode ter o IMC elevado, mas não ás custas de gordura, o que caracteriza um obeso, mas de musculoso. Por outro lado há pessoas com IMC baixo e com muita gordura corpórea, são os falso-magros. De nada adianta pesar pouco, se o peso é composto em sua maioria por gordura. Uma pessoa falso-magra (ou seja, com peso baixo, mas alto teor de massa gordurosa) tem o mesmo risco de apresentar um infarto que um obeso. O equilíbrio entre as porcentagens de massa gordurosa, massa não gordurosa (musculo, ossos, etc) e agua é fundamental para uma boa saúde e bem estar. Podemos aferir este equilíbrio através da bioimpedância.

A bioimpedância é um aparelho que afere com alta precisão a composição corporal. O exame é realizado medindo a velocidade com que a corrente elétrica passa através do corpo. Nos músculos e agua corpórea, a velocidade é rápida e na gordura, baixa. Junto com dados pessoais como idade, peso, altura gênero, o aparelho de bioimpedância fornece a analise da composição corporal individual e personalizada. Obtemos assim os seguintes dados: porcentagem de gordura corpórea, porcentagem de massa não gordurosa, porcentagem de agua, taxa metabólica basal (é o numero de calorias que a pessoa gasta por dia para manter-se viva, sem realizar atividade alguma), quantos quilos de musculo é preciso ganhar, quanto de gordura tem que perder; quanto de calorias se gasta em diversos tipos de atividade física e recomenda as calorias dietéticas necessárias para atingir um peso saudável, com a composição corporal correta.

A bioimpedância auxilia a identificar risco á saúde relacionada a níveis excessivamente elevados ou baixos de gordura corporal. Gordura corporal baixa demais está presente em indivíduos com anorexia nervosa, e é um risco à vida, pois a gordura serve para produzir hormônios, é fonte de energia nos períodos que não comemos, mantém a temperatura corpórea e ajuda na imunidade. A falta excessiva de tecido gorduroso pode ser fatal.

Quem pode realizar a bioimpedância?
Pessoas de todas as faixas etárias beneficiam da avaliação da composição corporal. Desde crianças com problemas de obesidade, pessoas que querem perder peso, durante avaliação da cirurgia bariátrica (perde-se musculo e gordura no pós-operatório), atletas para acompanhar o ganho de massa muscular etc.

Para o idoso este exame é importante. À medida que envelhecemos, nosso corpo acumula gordura e ocorre diminuição da massa muscular. Há maior propensão a quedas, diminuição da locomoção e queda da qualidade de vida. Com a bioimpedância, avalia-se o estado de saúde do idoso, e acompanha o ganho de massa muscular com a atividade física.

Quem não pode fazer o exame?
Pessoas com marca-passo, gestantes, período peri-menstrual.

Como o resultado da bioimpedância auxilia no controle de peso?
Para se perder peso fazemos atividade física e dieta. Porem dependendo do tipo de atividade e da dieta corremos o risco de perder musculo ao invés de gordura. Além disto, muitas vezes “empacamos” na balança, pois perdemos gordura e ganhamos músculos durante este processo. A bioimpedância, feita de rotina, mostra e evolução da alteração da composição corpórea ao longo do tratamento. Desta forma, mesmo que o peso na balança fique igual, a bioimpedância mostra se houve ganho de massa muscular e perda de massa gordurosa, o que indica sucesso terapêutico apesar da balança, que ,como já dito, afere o peso como um todo.

Durante o tratamento para perda de peso, há necessidade de alterar a ingesta de calorias, dependendo justamente da composição corpórea.
Neste caso, a bioimpedância seriada auxilia a orientação e reorientação médico-nutricional.

Independente de sua composição corpórea,faça atividade física e alimente-se de forma saudável. Só assim evitamos a epidemia de obesidade e diabetes mellitus que assola nosso planeta.

Dra Bibiana Prada de Camargo Colenci
Clinica de Diabetes e Saúde

CRM 93178