terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Diabetes e Gestação


  Diabetes - o quê você precisa saber 3

Saiba como... planejar a gravidez


O desejo de ser mãe deve ser bem pensado por todas as mulheres, mas no caso das diabéticas o planejamento é fundamental em função das mudanças que precisam ser feitas no tratamento do diabetes para não prejudicar o desenvolvimento do feto.

·         O que as futuras mães precisam saber para ter uma gravidez tranqüila e segura?
        A gravidez é um período em que a mulher deve cuidar do corpo. Pois o corpo da mulher funcionará como um reservatório, um ninho onde o nenê ira crescer e se desenvolver.  
         Pensando assim, a futura mamãe deve ser preparar com pelo menos 6 meses de antecendêcia, focando em ter uma glicemia bem controlada e a hemoglobina glicada de 6 a 6,5 pré-gestação.  
         Durante a gestação o controle  pode ser mais rigoroso pois os valores de glicemia devem ser mais baixos: por volta de 90 em jejum e 120, 2 horas após comer . Por este motivo, intensificamos o exame de pontinha de dedo.

·         Existe alguma alteração no tratamento, na dose de insulina ou do medicamento?
       Sim existe.
      Em DM1 ocorre intensificação do exame de HGT e os alvos acima são estabelecidos.
      Em DM2, suspendemos a medicação oral e passamos insulina para ter um controle mais rigoroso.

·         

       Qual acessório de aplicação de insulina é mais indicado para a grávida: seringa, caneta ou bomba de insulina? Por quê? A futura gestante terá que trocar de acessório?

    
 O importante é focar na meta. Ter Hba1c  6,0, glicemia de jejum de 90 e pós prandial 120. Isso pode ser alcançado com insulina, seja na forma de aplicação de seringa, canetas ou bomba.
No entanto, vale apena ressaltar que as canetas são mais confortáveis que a seringa. A utilização de bomba fica restrita para as diabéticas que sabem utilizar a contagem de carboidrato.

·         Qual deve ser a meta de hemoglobina glicada antes de engravidar? E durante a gravidez?
       A meta é ter  Hba1c entre 6 a 6,5 ANTES da gestação e durante por volta de 6,0 . Assim o ambiente uterino fica propicio para o crescimento saudável do bebê.

·         Quais os riscos para a mãe e para o bebê se o diabetes não estiver compensado?
      Este é um ponto muito importante. Se o ambiente uterino for ruim, ou seja, descontrole glicêmico, o nenê por ter atraso no crescimento, ou crescimento excessivo prejudicando o parto, mal-formação, ou  até mesmo morte fetal. Por este motivo a mamãe e o nenê devem ser acompanhando mensalmente com o ginecologista e com o endocrinologista.

·         No caso das mulheres que estão acima do peso, quais cuidados adicionais elas precisam ter?
          Uma dieta balanceada e saudável é imprescindível para qualquer pessoa, ainda mais numa grávida. Os alimentos são os nutrientes que o nenê usara para se desenvolver. Por isso devem ser bem escolhidos.
         A mulher que está acima do peso precisa seguir uma dieta rigorosa a fim de evitar maior ganho de peso e piora do controle do diabetes com risco maior de aparecimento das complicações, como por exemplo, criança grande para idade gestacional e óbito fetal.

·         Quais médicos devem acompanhar a gestante diabética?
          A mãe diabética deve ter acompanhamento mensal com o endocrinologista e o gineco-obstretra.

·         Como deve ser a rotina de consultas com os médicos? A freqüência deve ser maior do que a das gestantes que não têm diabetes?
      Durante a  gestação da mãe com diabetes, as consultas devem ser mais frequentes até o controle glicêmico. Ao atingir o controle, ela pode seguir como uma gestante habitual.

·         O que muda em relação à alimentação?
        A alimentação já deve ser saudável, desde sempre. 
       Já nos 6 meses antes da gestação, afim de melhorar  o controle glicêmico, a dieta deve ser mais saudável ainda . 
         Evitar alimentos com conservantes e industrializados.
         Mas analisando bem, isso deveria ser sempre e não só na gestação .
      Se a gravidez for planejada, aprender a contagem de carboidratos auxilia muito neste período. 
      Junto ao endócrino e à nutricionista, aprendemos o quê podemos comer e o quanto  de certo alimento, evitando aumento desnecessário de peso e aplicando a dose correta de insulina ultrarrapida.

·         Durante a gestação, quais os cuidados para não ter hipo ou hiperglicemia?
      
Em uma frase: PONTA-DE-DEDO.
    Como queremos um ambiente propício para o crescimento do nenê, teremos que evitar altos e baixos da glicemia.  Por isso o melhor é manter  um acompanhamento com o endócrino frequentemente e sempre fazer o controle com a ponta de dedo. 
     A contagem de carboidrato bem feita auxilia no bom controle glicêmico.
   
                                                                                                             
       

         Dra Bibiana Colenci 




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Diabetes e o Estresse

Diabetes- o que você precisa saber - 2

Diabetes e estresse
  









O estresse é uma reação do seu corpo quando ele sente como se estivesse sob um ataque. Os desencadeantes do estresse podem ser físicos (lesões ou doenças) ou mentais (problemas no casamento, no trabalho, financeiros).
Quando o estresse aparece, seu corpo se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios que servem para mobilizar uma grande quantidade de energia que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em diabéticos esta resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue levar esta energia extra para dentro das células. E a glicose sobe no sangue.
Desta forma, os hormônios de estresse podem alterar diretamente sua glicemia, impedindo seu corpo de produzir insulina ou mesmo utilizá-la adequadamente.
Em pessoas com diabetes, o estresse pode afetar a glicemia de duas formas:
 1.    Pessoas estressadas não conseguem se cuidar adequadamente. Podem abusar de  álcool ou fazer menos exercício. Podem se esquecer de medir sua glicemia, não conseguir ajustar seu tempo para realizar atividade física ou comer adequadamente.
    2.  Os hormônios de estresse podem alterar a glicemia diretamente: o estresse mental em DM1 pode se elevar ou diminuir muito a glicemia; em DM2 o estresse tende apenas a elevar a glicemia. Sob estresse físico, como cirurgias ou doenças, a glicemia tende a subir tanto em DM1 quanto DM2.
O estresse pode aparecer ao receber o diagnóstico de diabetes, como uma reação ao receber este diagnóstico.

Observe se você esta desenvolvendo estresse, preste atenção nestes indicadores de estresse:
1.    Aumento da freqüência cardíaca sem outra causa aparente
2.  Aumento da pressão arterial ou descontrole da mesma
3.Aumento da tensão muscular (dor muscular)
4. Elevação ou queda da glicemia sem outra causa aparente

O quê podemos fazer para combater o estresse secundário a um diagnóstico de diabetes:
1.  Listar as situações que estão fora do seu controle. Não há cura para o diabetes, ainda. O diagnóstico foi feito e não muda.
2. Aceite seu diagnóstico, suas sensações e frustrações ao ter o diabetes. Se estiver muito difícil, procure aconselhamento psicológico ou um grupo de diabéticos para suporte.
3. Reconheça o quê você pode controlar!: você tem total domínio sobre sua glicemia. Enfrente o desafio, aderindo a uma vida saudável, com alimentação adequada, contagem de carboidratos, exercício físico e tomando sua medicação e insulina corretamente.
4. É interessante notar que o estresse desencadeado por diabetes pode muita vezes ser confundido com depressão. Mas diferentemente desta, o uso de antidepressivo não melhora o quadro. O que melhora o estresse relacionado a diabetes é aceitação da situação e atividade física. Logicamente existe a possibilidade haver uma depressão junto. Se você achar que está deprimido, converse com seu endocrinologista para que ele possa te ajudar. Neste caso há indicação de uso de antidepressivos.

O quê podemos fazer para combater o estresse Mental:
1. Primeiramente cheque se sua alteração glicêmica é secundária ao estresse. Isso é fácil. Basta anotar uma escala de ) a 10 o grau do seu estresse logo antes da fazer a dextro (ponta-de–dedo). Faça isso por uns 10 dias e veja se há correlação entre seu nível de glicose com o nível de estresse.
2. Faça mudanças em sua vida: se seu trabalho te estressa, peça transferência; se o transito te estressa, mude de rota; se você está brigando com alguém querido, faça o primeiro movimento para se acertar com esta pessoa. Resolva!
3. Outras formas de diminuir o estresse são:  atividade física contínua; aulas de dança, arrumar um hobby, participar de atividades voluntárias.
4. Converse ou observe como outras pessoas lidam com estresse e veja se a solução delas serve para você.
5. Aprenda a relaxar: faça ioga, meditação. Estas atividades diminuem os hormônios relacionados ao estresse que podem alterar sua glicemia.
Um exercício simples é o da respiração: sente-se ou deita-se com braços e pernas descruzados. Respire bem fundo. Solte o máximo de ar que puder. Tente relaxar seus músculos ao soltar o ar. Repita por 5 a 20 minutos pelo menos uma vez ao dia.
6. Faça exercícios físicos.

7. Substitua pensamentos ruins por bons. Toda vez que vier um pensamento ruim, esforce-se para pensar em algo que te faça bem. Pode ser uma memória, uma prece ou mesmo uma imagem de um lugar que te traga paz.
8. Qualquer que seja o método que você escolha para relaxar pratique. Quanto mais vezes você fizer, mas rápido atingirá o nível de relaxamento.

O quê podemos fazer para combater o estresse Físico:

Algumas fontes de estresse nunca vão embora, não importa o que você faça. O fato de você ter diabetes é um deles. Ainda assim há meios de diminuir o estresse de ter que conviver com o diabetes.
1. Busque grupos de diabéticos. Há Associações de Diabéticos ou grupos na internet como Bate-Papo Diabetes no Facebook. Conhecendo pessoas com a mesma situação que você te ajudarão a se sentir menos só. Da mesma forma, conhecer como outras pessoas lidam com a diabetes pode te ajudar.
2. Pensem nos aspectos do dia-a-dia do diabetes que te estressam mais, como por exemplo, ter disciplina no horário da medicação, ter que fazer atividade física ou checar sua glicemia. Se você tiver dificuldade num destes temas, converse com alguém do seu grupo para orientação.
3. Se o peso de ter diabetes for muito para você , considere procurar ajuda profissional como psicoterapia direcionada a este tópico.

A decisão de se cuidar requer comprometimento, mas em troca você terá uma vida saudável e feliz.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Diabetes, Tattoos, e Piercing

Diabetes – o que você precisa saber


Tattoos , piercing e diabetes


Hoje em dia está  cada vez mais comum vermos pessoas utilizando piercing e tatuagens. O preconceito diminuiu muito e virou até moda. Varios diabéticos estão tatuando “diabetes tipo1 “ em seu corpo como forma de alerta para caso de acidentes.
Se você quiser colocar um piercing ou fazer uma tatuagem, a regra de ouro é : “não faça nada enquanto estiver bêbado – você pode se arrepender !”
Lembre-se que para  alguns procedimentos há necessidade de autorização dos pais se você for menor de 18 anos.
Vale sempre a pena discutir este tópicos com seu endocrinologista para evitar futuros descontentamentos. 

Tattoos




 Se você estiver bem controlado do seu diabetes, o risco de fazer uma tatuagem são os mesmos de qualquer outra pessoa.
 Alguns riscos de fazer tatuagens são:
1.      Infecção no local da tatuagem, principalmente se o local onde está fazendo não é limpo ou se você tem dificuldade em manter limpa a tatuagem
2.      Se a agulha ou tinta não estiverem estéreis há risco de contaminação por hepatite B ou C, HIV ou outra doença contagiosa.  Veja se a loja é limpa e se tem referências e, em caso de dúvidas, não faça a tatuagem neste local. Outro local a se evitar, é fazer tatuagens em festas  ou festivais.
3.      Há risco de relação  alérgica às substâncias usadas no equipamento e nas tintas.
4.      Há risco de você mudar de ideia após terminar a tatuagem. Como a tatuagem é algo permanente, pense bem antes de fazer, pois retirar é algo muito difícil.



Piercing  


Qualquer parte do seu corpo pode ser utilizada para colocar piercing, desde orelha até as sobrancelhas, língua, queixo ou partes íntimas.
Alguns riscos com piercing:
1.      Infecção no local de aplicação principalmente se o local onde esta fazendo não é limpo ou se você tem dificuldade em manter limpo o peircing.
2.      Se a agulha ou tinta não estiverem estéreis há risco de contaminação por hepatite B ou C, HIV ou outra doença contagiosa.  Veja se a loja é limpa e se tem referencias, em caso de duvidas, não faça o piercing neste local. Outro local a se evitar, é fazer piercing em festas  ou festivais.
3.      Se sua glicemia estiver elevada, seu piercing pode demorar mais para cicatrizar. Qualquer atraso na cicatrização aumenta o risco de desenvolver uma infecção.
4.      Pode haver inchaço ao redor do piercing.
5.      Você pode sangrar muito especialmente em áreas com muitos vasos sanguíneos ,como por exemplo a língua
6.      Você pode desenvolver cicatrizes ou queloides no local
Lembre-se : procure ajuda se notar qualquer sinal de infeção 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Conheça os melhores cereais matinais para cada idade

Incluir os cereais matinais na alimentação é uma opção nutritiva para todas as idades. Porém, uma dica essencial é optar sempre pelas versões integrais e com pouco açúcar. Elas possuem vitaminas do complexo B, fundamentais para o metabolismo de lipídeos, proteínas e carboidratos, e vitamina E, que conta com ação antioxidante e assim combate os radicais livres.

O ferro, substância que atua na síntese das células vermelhas do sangue, o fósforo, mineral que age no metabolismo auxiliando na ativação das vitaminas do complexo B, o zinco, importante para a ação de diversas enzimas, o magnésio, que contribui para a saúde dos ossos, e o selênio, nutriente bom para a memória, também estão presentes nos cereais.

Além de todos esses nutrientes, os cereais integrais se destacam pelas boas quantidades de fibras alimentares. Elas são importantes para a saúde da pessoa de forma geral, proporciona saciedade e contribui para o controle do colesterol e dos níveis de açúcar no sangue.

Ao escolher o cereal, é importante ficar atento a algumas questões. "Preste atenção na lista de ingredientes que compõe o produto, aquele item que aparecer em primeiro lugar, significa que estará em maior quantidade. Quanto mais natural o cereal for, melhor. Dê preferência para farinha de trigo integral, flocos de aveia, farelo de aveia e de trigo, mueslis e granolas saudáveis", orienta a nutricionista Keli Coutinho.

Quem sofre com alergia ou intolerância ao glúten deve evitar cereais com trigo ou centeio. A aveia também não deve ser consumida, pois ela é contaminada pelo glúten quando é processada. Quem tem esses problemas alimentarem pode optar por flocos de milho, flocos de arroz e também incluir a chia e a linhaça.

As pessoas precisam consumir cerca de 4 a 5 porções de cereais por dia em uma dieta equilibrada. Assim, a orientação para todos os grupos pode ser ingerir cerca de uma xícara de cereal por dia, desde que ela entre na quantidade de porções recomendadas por dia. Além dessas observações gerais, cada idade possui suas necessidades e cuidados específicos. Por isso, conversamos com especialistas sobre as melhores maneiras de consumir os cereais matinais nas diferentes fases da vida.  
  • Os cereais para os bebês não podem ter muitas misturas - Foto: Getty Images
  • Cereal para crianças já pode ter mel - Foto: Getty Images
  • A granola é uma boa opção para as crianças - Foto: Getty Images
  • Os cerais para os adolescentes podem ter chocolate amargo - Foto: Getty Images
  • Na vida adulta o consumo de fibras deve aumentar - Foto: Getty Images
  • Os cereais podem ajudar mulheres na menopausa - Foto: Getty Images
  • Idosos precisam tomar cuidado com o leite nos cereais  - Foto: Getty Images
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Os cereais para os bebês não podem ter muitas misturas - Foto: Getty Images

Crianças até dois anos

Os cereais matinais geralmente são introduzidos na dieta do bebê quando eles completam um ano. Nesta fase, o pequeno já desmamou e começou a ingerir os alimentos da casa. "O ideal é um cereal simples, como o farelo de aveia ou o gérmen de trigo, por não terem açúcar ou aditivos químicos", explica a nutricionista Isabel Jereissati Santos, especializada em nutrição materno-infantil.

Como o sistema imunológico da criança ainda está identificando os alimentos, é interessante que os cereais matinais não sejam misturas. Assim, caso haja uma alergia, é mais fácil identificar o causador do problema.

Combine o cereal matinal do bebê com frutas, especialmente aquelas ricas em vitamina C, como o kiwi, laranja, acerola e goiaba. Este nutriente ajuda na absorção do ferro presente no cereal e que é essencial para a dieta das crianças.

Se recomenda pelo menos 4 a 5 porções de cereais em uma dieta equilibrada no dia, uma porção que seja um pão integral, se for os cereais do arroz, uma porção do arroz são quatro colheres de sopa, para cereal matinal uma porção seria uma chicacra de chá, desde que entre no total de porção recomendada dia, geralmente acabamos comendo uma porção do grupo cereais que pode ser pão ou cereal, quatro a cinco porções média.  
Cereal para crianças já pode ter mel - Foto: Getty Images

Crianças até quatro anos

Após os quatro anos, a criança pode continuar ingerindo os cereais matinais que já comia e ainda acrescentar outros. É possível introduzir opções mais elaboradas como flocos de milho e também versões com um pouco de açúcar eventualmente.

Além das frutas, o mel também pode passar a ser adicionado nos cereais. "Uma colher de chá de mel ao dia é benéfica e a própria fibra do cereal diminui a velocidade de absorção da glicose deste adoçante natural", explica o nutrólogo Roberto Navarro. O mel ainda irá proporcionar benefícios ao intestino, contribuindo para a manutenção da microbiota intestinal, possui ação antioxidante, diminuindo os radicais livres.  
A granola é uma boa opção para as crianças - Foto: Getty Images

Infância

Ao longo de toda a infância, desde o desmame, um nutriente que frequentemente faz falta no organismo dos pequenos é o ferro. Por isso, é interessante optar pelos cereais matinais enriquecidos com esta substância, que é essencial para a vida e atua principalmente na síntese das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. "Caso a pessoa já tenha uma carência de ferro, é interessante evitar consumir o cereal com leite. Pois, o cálcio prejudica a absorção do ferro. Essas pessoas não devem consumir ferro e cálcio na mesma refeição", orienta Navarro.

Nesta fase as crianças podem ingerir granola, cuja mistura de cereais com frutas secas proporciona uma bom aporte nutricional, necessário para o desenvolvimento. O uso do açúcar ainda deve ser controlado. "Busque cereais em que o açúcar aparece no rótulo em terceiro, quarto ou ainda mais para baixo na lista de ingredientes, isto significará que ele possui pouco açúcar", orienta Jereissati.

Por serem ricos em fibras, os cereais são ótimas opções para crianças e adultos, proporcionando benefícios como melhora do trânsito intestinal para ambos. Porém, a quantidade de fibras que podem ser ingeridas na infância são diferentes daquelas na vida adulta. "A orientação por dia é utilizar a idade da criança mais cinco gramas e isso vale até os oito anos. Na infância o excesso de fibras não é benéfico, pois diminui a absorção de zinco, cálcio e até mesmo do ferro", alerta Navarro. Lembrando que o consumo do cálcio, importante para a manutenção dos ossos e dentes, continua essencial na dieta das crianças.  
Os cerais para os adolescentes podem ter chocolate amargo - Foto: Getty Images

Adolescência

Nesta fase do desenvolvimento para a vida adulta, os adolescentes necessitam de uma boa quantidade de calorias em sua dieta. "Por isso, sugiro que o cereal matinal seja composto por granola e que chocolate amargo picado ou açaí, duas fontes de calorias interessantes para a saúde, sejam adicionados", diz Jereissati.

A quantidade de fibras recomendadas também muda. "Dos 12 aos 18 anos a orientação é ingerir cerca de 20 gramas de fibras por dia", conta Navarro. Portanto, pode ser interessante aumentar o quanto é ingerido do cereal.

Com relação ao uso do leite, caso o jovem não tenha problemas de carência de ferro, a bebida pode ser adicionada no cereal, já que é uma importante fonte de cálcio. "Afinal, a quantidade deste nutriente que irá ficar nos ossos é a que ele receberá até os 18 anos de idade, por isso o consumo do cálcio é tão importante na infância e adolescência", explica Navarro.  
Na vida adulta o consumo de fibras deve aumentar - Foto: Getty Images

Adultos

Quando alcança a vida adulta, a quantidade recomendada de fibras muda novamente. "A partir dos 18 anos o valor orientado é 25 gramas de fibras ao dia", afirma Navarro. Portanto, pode ser interessante consumir mais o cereal matinal ou outras fontes de fibras, como os alimentos integrais.

Algumas necessidades nutricionais também se alteram na vida adulta. "É interessante que no café da manhã a pessoa ingira uma fonte de proteína a fim de manter a massa muscular, por isso consumir o cereal com o iogurte é uma boa alternativa", orienta Jereissati. Outras fontes interessantes de proteínas que podem ser combinadas com o alimento matinal são aquinoa, que ajuda no fortalecimento muscular e dos ossos e na prevenção de doenças cardiovasculares e hipertensão, e a aveia, que é importante para o controle do colesterol.

Incluir a chia e a linhaça nos cereais também é bom, pois elas ajudam no emagrecimento, controlam o diabetes e os níveis de colesterol e protegem o coração.

A orientação sobre os tipos de cereais que podem ser ingeridos, continua a mesma. Opte pelas versões com pouco açúcar e integrais.  
Os cereais podem ajudar mulheres na menopausa - Foto: Getty Images

Adultos após os 40 anos

Nesta fase aumenta o risco de surgirem alguns problemas de saúde e o cereal certo pode ajudar a preveni-los. "Afinal, o alimento é fonte de fibras que além de contribuir para a saúde geral da pessoa, ainda ajuda no controle do colesterol, glicose e proporciona saciedade", explica Navarro.

Mulheres que estão entrando ou já entraram na menopausa podem adicionar alguns alimentos interessantes para esta fase no cereal matinal. A soja ou farinha de soja são boas alternativas, pois o grão é rico em isoflavonas que ajudam a diminuir os sintomas da menopausa. A linhaça também é uma opção, pois possui a lignana, substância que assim como as isoflavonas é semelhante ao estrógeno e por isso compensa a menor produção deste hormônio que ocorre na menopausa. Continua importante ingerir os cereais com pouco açúcar e integrais.

Incluir a aveia a aveia é bom porque este alimento é rico em fibras e parte delas são solúveis, assim o alimento ajuda a evitar a reabsorção do colesterol durante o processo digestivo e também nos alimentos que são ingeridos.  
Idosos precisam tomar cuidado com o leite nos cereais  - Foto: Getty Images

Idosos

Os idosos podem ter maior dificuldade de mastigar, portanto, é interessante optar por um cereal em pedaços menores. O alimento pode consumido com um shake ou uma vitamina também para facilitar o consumo.

Caso queira adicionar leite no cereal, procure aqueles com redução de lactose ou a versões vegetais. "Boa parte dos idosos tem uma diminuição da mucosa intestinal e é lá que é produzida a lactase, enzima que ajuda a digerir a lactose", explica Navarro. É bom que os idosos evitem o excesso de fibras, pois isto pode fazer com que a absorção de cálcio e zinco diminuam.
 do Site : Minhavida, corpo e saude






OCULTA

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dra Bibiana-Diabetes e Saúde: Conheça os riscos da desidratação para o diabético...

Dra Bibiana-Diabetes e Saúde: Conheça os riscos da desidratação para o diabético...: Conheça os riscos da desidratação A maioria dos médicos sempre indica para os pacientes se hidratarem bastante, pois há problem...

Conheça os riscos da desidratação para o diabético

Conheça os riscos da desidratação

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A maioria dos médicos sempre indica para os pacientes se hidratarem bastante, pois há problemas sérios que os indivíduos podem ter se não o fizerem. A desidratação significa que o corpo não possui a quantidade de água e fluidos que deveria. As crianças são mais suscetíveis à perda de líquidos comparada aos adultos, devido ao peso inferior do corpo e maior circulação de água e eletrólitos.

"Um adulto necessita em média de dois litros de água por dia, para a manutenção das suas funções vitais. A perda de uma pequena porcentagem de líquido em adultos, e de 5% de líquido em crianças, já é considerada uma desidratação leve, que apresenta sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça e cansaço. À medida que este processo piora, os olhos podem ficar fundos, a pessoa pode ir ficando irritadiça, com desorientação, e até mesmo coma", enfatiza a endocrinologista. Bibiana Colenci.
"Nas pessoas com diabetes, este quadro evolui mais rápido. Por isso é muito importante que sempre esteja atento à ingestão de líquidos. Quando a taxa de açúcar está muito elevada no sangue, o corpo tende a expeli-lo através da urina e, assim, perde-se muita água. Esta desidratação pode, por outro lado, piorar a hiperglicemia, elevando a taxa de glicemia, que leva a maior perda de açúcar e água pela urina. Este quadro se perpetua e submete ao corpo ao maior estresse até que a desidratação seja tão intensa que o indivíduo entre em coma, com risco de morte", detalha Dra. Bibiana.
Nos casos de atletas de alta performance, o American College of Sports Medicine (ACSM, orienta ingerir aproximadamente 500ml de líquidos nas duas horas antecedentes ao exercício. Os participantes devem começar a beber desde o início da atividade e em intervalos regulares, em volume suficiente para repor as perdas pela sudorese ou o máximo tolerado. Já a National Athletic Trainer's Association (NATA)faz as seguintes recomendações: ingerir 500ml a 600ml de água ou outra bebida esportiva duas a três horas antes do exercício e 200ml a 300ml 10 a 20 minutos antes do mesmo; durante a atividade física, a reposição deve aproximar as perdas pelo suor e pela urina com a hidratação. Mesmo assim, costuma-se ter perdas máximas correspondentes a 2% de perda de peso corporal; após o exercício, a hidratação deve ter como objetivo corrigir quaisquer perdas líquidas acumuladas.
Nos casos de pessoas que não fazem exercícios tão intensos, Dra. Bibiana sugere, "se a desidratação for leve, é importante tomar muita água e verificar a cor da urina se está clareando. Se mesmo assim a urina se mantiver escura e a glicemia não abaixar ou estiver ainda subindo, é importante entrar em contato com o endocrinologista para descartar um quadro de cetoacidose metabólica ou alguma infecção ou desidratação que necessite de reposição de líquidos intravenoso. No caso do paciente com diabetes, se a glicemia estiver persistentemente acima de 250mg/dl, mesmo com a melhorada hidratação, ou se estiver maior que 250mg/dl, com quadro de prostração ou confusão metal, tem de levar ao pronto atendimento ou ao endocrinologista para tratar de forma adequada. Para isso, Dra. Bibiana sugeriu um quadro para ilustrar o assunto":
Tabela 1. Índices do estado de hidratação e sua relação com a urina

tabela 6





  

Mas a Dra. Bibiana lembra que não é somente por meio da ingestão de água é que pode reverter o processo de desidratação. "Tomar água de coco, suco leves ou chá gelado são boas dicas para quem quer se hidratar. O uso de repositores energéticos e hidroeletrolíticos são só recomendados para atletas ou em casos específicos prescritos pelo endocrinologista".

 artigo publicado no site : https://www.portaldebemcomavida.com.br/consumidores/entendendo-o-diabetes/como-lidar-com-o-diabetes/desidrata%C3%A7%C3%A3o/

sexta-feira, 12 de julho de 2013

voce ja caminhou hoje?

assistam a este filme e se perguntem : vc ja caminhou hoje ?

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=14kJlUdmNjw

http://youtu.be/0H30ht19HK4

sexta-feira, 29 de março de 2013

Dieta Rica em Carboidratos no inicio da Infância leva a Obesidade na Vida Adulta.


Estudos laboratoriais tem uma grande implicação no conhecimento do mecanismo de desenvolvimento da obesidade. Pesquisadores da Universidade de Buffalo, EUA, descobriram que ratos que receberam dieta rica em carboidratos durante um estagio precoce de vida (similar aos meses in iniciais de um ser humano) eram incapazes de se livrar do excesso de peso ao longo da vida. Este estudo demostra que a qualidade de alimentação já no inicio da vida condiciona como nosso corpo ira responder a comida ao longo do resto de nossas vidas.

“Esta foi a primeira vez que confirmamos a hipótese em modelo animal que há uma resistência em reverter a programação da obesidade ao longo da vida, após exposição de dieta rica em carboidratos no inicio da vida.”, explicou DR Mulchand S. Patel, PhD, professor emérito de bioquímica da escola UB de medicina e ciências biológicas.

Este estudo pode ser extrapolado para serem humanos, pois quando os pais tiram os bebes da leite materno ou mamadeiras, ele geralmente oferecem alimentos ricos em carboidratos e açucares. “Muitos alimentos para bebes são ricos em açucares e calorias,” ele disse. ”Nossa hipótese é que oferecer estes alimentos muito precoce nas vidas destas crianças, aumenta a procura de alimentos ricos em carboidratos, elevando a secreção de insulina e provoca uma programação metabólica que , em troca, predispõe essa criança a obesidade mais adiante na vida.”

No presente estudo, pesquisadores ofereceram dieta com a mesma quantidade de calorias para ratos de 3 semanas de vida. No entanto, em um grupo trocaram gorduras por carboidratos. Depois ambos os grupos receberam uma dieta de rato comum. Os ratos que tinham sido alimentados com excesso de carboidratos provocou uma programação metabólica com desenvolvimento de hiperinsulinemia ( excesso de liberação de insulina no organismo), um precursor do diabetes tipo 2 (do adulto).


“Descobrimos que estes ratos exposto a dieta rica em carboidratos sofreram restrição calórica moderada, similar ao individuo que faz deita para perda de peso, a memoria é apenas suprimida e não apagada.” (NT: ou seja, tem mais facilidade em reganhar o peso)
“Durante este período critico da vida, o hipotálamo, órgão do cérebro que regula o apetite, torna-se programado a induzir o individuo a ingerir mais comida. E a restrição calórica moderada numa fase mais tardia da vida não consegue reverter esta programação.”, ele continua.

Dr Patel reitera que os pais devem seguir as orientações alimentares sugeridas pela Academia Americana de Pediatras e não oferecerem alimentos sólidos antes dos 6 meses de vida.

NT: 1.Este trabalho comprova a frase: “Somos o que comemos”. Se oferecemos uma dieta rica em carboidratos (com excesso de calorias, açúcar e derivados) logo no inicio da vida, nossos filhos desenvolverão uma “memoria” desta dieta ruim. E ao longo de suas vidas, terão mais facilidade em ganhar peso e mais dificuldade em perdê-lo. O ser humano cria uma memoria gustativa (do paladar) nos primeiros anos de vida. Ele não nasce “gostando“ de um alimento. Somos nós, os adultos, quem modulamos este paladar baseado no que oferecemos ao bebe.

2. Como o estudo mostrou, não é só excesso de alimentos gordurosos que fazem mal. Excesso de carboidratos (açúcar, mel, pão, bolacha, arroz, macarrão etc) é tão ruim quanto, ou pior.

3. Portanto, cuidado pais, ao oferecerem estes tipos de alimentos para seus infantes. Eles não precisam de açúcar industrializado. Não precisam experimentar chocolates, refrigerantes e outros alimentos calóricos não naturais nos primeiros anos de vida. Ofereçam frutas, que tem o açúcar natural. Assim terão uma “memoria” de alimentos saudáveis.


Tradução e NT: dra Bibiana