quarta-feira, 18 de maio de 2011

Organização faz abaixo assinado para suspensão de propaganda do Mac Lanche Feliz

Nos EUA, mais de 550 profissionais de saúde e organizações assinaram uma carta à Coorporação MacDonald´s solicitando a suspensão de propaganda para crianças do Mac Lanche Feliz ee também a aposentadoria do Roanld MacDonald. A carta alerta ao MacDonald´s a para de oferecer alimentos ricos em sal, gordura, açúcar e calóricos às crianças, presente no Mac Lanche Feliz.
A campanha foi organizada pelo grupo não governamental Corporate Accountability International, que ja atacou companias de tabaco e bebidas como a Coca-Cola pelo impacto das garrafas pet no meio ambiente.
Já está em tramite nos EUA  uma lei que propõe aos fabricantes de comida que prestem mais atenção ao fazer propaganda de comida para crianças.
O que vocês acham? O Brasil poderia ter um olhar crítico a estas propagandas também ?

http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703509104576329610340358394.html?mod
Tradução e comentario: Dra Bibiana Colenci

Padrão Alimentar do Pai tem Maior Influencia na Ingesta Alimentar da Criança em Relação ao Padrão Alimentar Materno

Os pais têm um papel importante na educação alimentar de seus filhos, conforme novo estudo. Foi avaliado hábitos alimentares de 300 famílias com crianças de idade variando entre 9 a 11 anos ou 13  a 15 anos. Descobriram que quanto mais o pai comesse fast-food, maior era a ingesta destes nos filhos.
Outros fatores que influenciaram o aumento de fast-food das crianças foram: pai autoritário, pai infeliz no emprego, com menor atenção à família e tempo dispendido dentro do carro ao longo do dia.
Este estudo mostra a importância da presença consciente do pai, juntamente com uma revisão do padrão alimentar pode ajudar seu filho a evitar a obesidade.
Então este é um aviso para os papais: cuidem-se pois suas opções influenciarão a saúde de seus filhos.

http://abcnews.go.com/Health/fathers-big-influence-childrens-eating-habits-study/story?id=13535960&sms_ss=email&at_xt=4dc84381f09da46a%2C0
Tradução e Comentário: Dra Bibiana Colenci

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tratamentos Alternativos: A eficácia está no auxílio e não na cura do diabetes

 Em todas as situações do cotidiano, é preciso ter calma, pensar primeiro, em viver bem cada momento. Seja paciente e sossegado com você mesmo. Pense em você acima de tudo.
Aquele, que abusa do dom da vida, perde minutos preciosos, abrevia o seu tempo na Terra. E os outros continuarão caminhando, rindo, chorando, estudando, trabalhando. Só você perderá com tamanha correria!
O que incomoda, deve ser ignorado. O que é demais, diminua o ritmo. O que te apressa, vá devagar. Se alguém te perturba, fuja dele. Faça o que te dá conforto. Aquilo, que não conseguiu terminar hoje, fará amanhã.
(Samuel Hahnemann)
Este trecho escrito em uma receita médica pelo fundador da homeopatia Samuel Hahnemann, em 1800, foi destinado para um paciente que já sofria de estafa. Ele já previa que as doenças poderiam ser antecipadas ou até geradas devido ao stress do nosso cotidiano.
A homeopatia foi criada há mais de 200 anos. Desde 1980, é reconhecida como uma especialidade médica no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, já há 15 mil médicos especialistas, sendo que 500 deles trabalham pelo Sistema Único de Saúde em 285 municípios.
Em outros países, como o Reino Unido, já há cinco hospitais homeopáticos. Na Alemanha e França, a homeopatia é um tratamento prescrito por 30% dos médicos e estima-se que nos EUA há 2,5 milhões de pessoas que utilizam a homeopatia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a homeopatia é o segundo tratamento médico mais utilizado no mundo.
O tratamento se baseia na lei dos Semelhantes: o fator causador da doença é o mesmo que a cura. Nesse princípio, as substâncias existentes na natureza, de origem mineral, vegetal e animal, têm a potencialidade de curar os sintomas que são capazes de produzir. Ou seja, se uma pessoa ingerir doses tóxicas de uma substância responsável por apresentar sintomas como dores gástricas, vômitos e diarréia e um homeopata der a mesma substância preparada homeopaticamente a este paciente, haverá cura desses sintomas.
Segundo Ana Paula Pereira, sócia proprietária da Duopharma, farmácia de manipulação, “a preparação do medicamento segue o ensinamento de Hahnemann, que consiste em misturar uma pequena quantidade de uma substância específica em água e/ou álcool e agitar bastante. Este processo é chamado de dinamização ou potencialização do medicamento”.
Apesar da homeopatia ter sido criada há mais de 200 anos, são poucos os estudos que retratam a eficácia principalmente quando relacionada ao diabetes. “Sabemos que muitos destes tratamentos melhoram o lado emocional da pessoa, seja pelo atendimento médico ou por meio da ação do princípio ativo. Desta forma, acredito que as terapias alternativas chegaram para auxiliar o tratamento do diabetes, pois uma vez que o paciente está melhor emocionalmente, seus controles glicêmicos melhoram”, afirma a Dra Bibiana Prada de Camargo Colenci, endocrinologista de Botucatu, município do interior de São Paulo.
“O glucagon e o cortisol, hormônios liberados pelo corpo que aumentam a glicemia, são diminuídos quando a pessoa tem mais equilíbrio emocional”, acrescenta Dra Bibiana. “Independentemente desse benefício, o tratamento tradicional não deve ser substituído. Nesses casos, acrescentamos ao invés de substituir”.
Outros tratamentos alternativos
Além da homeopatia, há outros tratamentos que muitas pessoas também seguem. Entre eles estão a fitoterapia e florais. “A fitoterapia é feita a partir dos extratos de plantas e atua diretamente na doença, já os florais são elaborados a partir de flores, plantas e acrescenta-se meioalcoolico ou não alcoolico. Este tipo de tratamento, assim como a homeopatia, visa ao equilíbrio energético do ser, alerta Ana Paula
“Há medicamentos fitoterápicos e florais que são hipoglicemiantes, ou seja, ajudam a reduzir a glicemia. Também podem atuar na redução da ansiedade e como calmantes no organismo”, acrescenta Ana Paula.
Além desses tratamentos, muitas pessoas acreditam na cura por meio do uso de plantas como carqueja, pata de vaca, batata yacón, entre outras. Dra Bibiana ressalta que “essas plantas são ricas em pectina, fibra não solúvel, e, por isso, realmente reduzem a glicemia, do mesmo modo que os efeitos da utilização do pó de casca de maracujá. Porém, temos de ter cuidado, porque as plantas têm milhões de outras substâncias, além daquela que é benéfica. Estas outras substâncias podem fazer mal, intoxicar ou lesionar algum órgão, por isso, não recomendo chá de folhas. Por outro lado, a batata yacón é rica em fibras e eleva menos a glicemia que as batatas comuns. Mesmo assim é um carboidrato que deve ser ingerido com moderação.”, explica a Dra. Bibiana.
“As terapias alternativas devem ser utilizadas como auxiliares, complementando o tratamento tradicional. Há relatos de casos de pessoas que param de aplicar insulina e resolvem tomar chá de folha de insulina. Este é apenas o nome da planta e não possui insulina alguma. O indivíduo fica sem insulina circulante e pode desenvolver cetoacidose diabética. Este quadro ocorre quando há falta de insulina no corpo e, portanto, não entra açúcar na célula. O açúcar serve como energia para nossas células. Sem ela, utilizamos ácidos que podem cair na corrente sanguínea, podendo ser fatal. Temos que alertar a população e utilizar estes tratamentos de forma que auxiliem o diabetes e não de forma deliberativa, sem trabalhos éticos, pois pode acarretar risco de vida”, recomenda Dra. Bibiana.
“Outro ponto que deve ser esclarecido é o da origem das matérias primas, que devem ser compradas em locais que tenham registro nos órgãos fiscalizadores, com controle completo desde a sua procedência até a entrega ao cliente. Pois muitas vezes, esses produtos não são produzidos da forma adequada, isso inclui fornecedores não fiscalizados, cultivos domésticos, entre outros, não garantindo a eficácia ou ainda podendo causar danos à própria saúde”, alerta Ana Paula.
Por isso, Dra Bibiana reitera a importância da utilização do tratamento tradicional. Os outros tipos de procedimento podem auxiliar no melhor controle emocional a fim de ter bons índices glicêmicos. Mas antes de qualquer iniciativa, é essencial procurar um médico de credibilidade, perguntar sobre a eficácia de determinado procedimento para saber se está no caminho certo. Como diz Dra Bibiana, “as pessoas devem se informar antes de iniciar uma terapia alternativa e terem consciência que não são milagrosas, pois muitos procuram milagres. As terapias alternativas são ótimas opções dentro de suas limitações e por isso mesmo devem ser feitas em conjunto com a terapia tradicional a qual o paciente já esta utilizando.”.

site Accu-Check Monitorização (http://www.accu-chek.com.br/br/entendendo-o-diabetes/monitorizacao.html)

domingo, 24 de abril de 2011

A Importância do Autocontrole no Tratamento do Diabetes

O que é automonitorização glicêmica capilar (AMGC)?
 


A automonitorização glicêmica capilar é o popular “pontinha de dedo”. É chamada de capilar, pois aferirmos a açúcar através do sangue presente nas artérias capilares, que são pequenos vasos do nosso corpo. As oscilações da taxa de açúcar no sangue são consideradas um dos grandes responsáveis pelo aparecimento de complicações em longo prazo. Portanto, considera-se uma grande vantagem o fato de portadores de diabetes reconhecerem a necessidade da AMGC e os valores seguros de glicemia. A IDF e as principais Sociedades de Diabetes do mundo recomendam que sejam observados os limites da glicemia pós-prandial, glicemia de jejum e os níveis de Hba1c. Atualmente, somente procedimentos invasivos como a AMGC e o CGMS (monitoramento continuo de glicose) fornecem informações precisas do perfil dos níveis glicêmicos diários dos pacientes.

Porque é importante que eu faça a AMGC?

Vários estudos demostram queda da HBA1C (ou seja, o melhor controle do diabetes) quando o indivíduo utiliza a AMGC com frequência. No entanto a AMGC é só uma ferramenta eficaz no autocontrole quando os resultados são revisados pelo endocrinologista e/ou pelos diabéticos com o objetivo de modificar o seu comportamento ou ajustar o tratamento de forma eficiente. A manutenção de níveis da glicemia que previnam o desenvolvimento e o progresso das complicações crônicas referentes ao Diabetes envolve um equilíbrio entre a ingesta alimentar, a atividade física e a terapia com drogas. A participação ativa e efetiva dos portadores de diabetes no controle e no tratamento de sua doença é um componente essencial para um bom tratamento. Para tanto, é necessário que eles tenham um nível de conhecimento adequado e estejam capacitados para proceder com mudanças comportamentais, ajustes no tratamento e tomada de decisões, estabelecendo o autocontrole como parte integrante de sua rotina diária.

Quem deve realizar a AMGC?

Todos os portadores de diabetes devem realizar a AMGC. No entanto, a quantidade de vezes ao dia varia conforme o tipo de diabetes, e seu tratamento. Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) que estão em tratamento com bomba de insulina ou múltiplas doses diárias de insulina e contagem de carboidratos, a recomendação é realizar entre 4 a 8 aferições por dia. Realizamos diversas vezes a AMGC justamente para calcular a dose de insulina a ser aplicada naquela refeição e também para verificar se a dose foi efetiva ou excessiva.
Já os indivíduos com DM2 não tratados com insulina podem realizar diversos esquemas, não havendo consenso atualmente. Neste caso, esquema varia conforme o objetivo listado abaixo:
1. Intensificar a educação do diabetes
2. Auxiliar na compreensão da doença
3. Ferramenta para avaliação glicêmica para otimizar a terapia e consequentemente um desfecho positivo
4.Tenha sintomas de hipoglicemia
5. Tenha infecções, esteja viajando ou sob stress.
6. Esteja fazendo ajuste ajustes na medicação, na alimentação e/ou atividade física
7. Esteja vivenciando piora dos valores da HBA1c
8. Esteja em dúvida ou necessitando de informações adicionais sobre a natureza da sua doença, e/ou impacto de seu tratamento (farmacológico e não farmacológico) sobre o controle glicêmico.
9. Esteja em período gestacional ou planejando engravidar

E o que é a monitorização contínua de glicose (CGMS)?

O CGMS é um aparelho utilizado pelo endocrinologista para identificar as oscilações de açúcar em pessoas com diabetes. Ele utiliza um sensor que é colocado sob a pele, em contato com a gordura, e também com um monitor externo do tamanho de um pager que armazena os dados de leitura da glicemia que são coletados pelo sensor a cada 5 minutos. Os indivíduos utilizam o sensor em um período de 3 a 5 dias. Assim temos por volta de 288 medidas por dia de glicose, o que chega a ser 72 vezes a mais de informação por dia do que a AMGC. É um aparelho “cego”, ou seja, a analise será realizada após sua utilização, assim como um aparelho de Holter de pressão arterial.
O CGMS serve para:
  1. Avaliar as oscilações glicêmicas,
  2. Pesquisar hipoglicemia noturna ou assintomática,
  3. Necessidade de reajuste da dose de insulina sem aumento da hipoglicemia,
  4. Durante o período de preconcepção e período gestacional

Além do CGMS temos parelhos para aferir a glicemia em tempo real acoplado à bomba de insulina. Através de ondas de rádio, o sensor envia informações ao aparelho de bomba de insulina o qual mostra em seu visor a tendência glicêmica. Este dispositivo é interessante, pois podemos ver a tendência da glicemia e tomar uma atitude antes da alteração. Por exemplo, podemos ver uma tendência de hiperglicemia e ajustarmos a dose de insulina para evitar a mesma. O mesmo com a tendência de hipoglicemia. Se o dispositivo mostra uma tendência para queda da glicemia, podemos ingerir algum alimento, evitando-a. O sistema de bomba de insulina mais o sensor de glicose também é chamado de "pâncreas artificial". No entanto, este nome pode causar um pouco de confusão, pois a bomba de insulina não libera a quantidade de insulina necessária para aquela glicemia automaticamente. Há necesidade do portador ver a tendência e tomar uma atitude, seja programando a bomba para liberar mais insulina, seja comendo algo.

Há dispositivos de monitorização glicêmica em tempo real não acoplados à bomba de insulina. Da mesma forma são interessantes para os DM1 que não queiram utilizar a bomba mas se preocupam com a oscilação glicêmica ou para DM2 que queriam monitorizar
de forma mais segura sua glicemia.




Em resumo, a AMGC deve ser baseada em uma decisão compartilhada entre o portador de diabetes e endocrinologista e deve estar ligada a um conjunto de instruções claras com ações a serem tomadas baseadas nos resultados obtidos com a AMGC.
O uso apropriado da AMGC pelos portadores de diabetes não tratados com insulina tem potencial de aperfeiçoar o controle de diabete através de ajustes regulares no tratamento baseados no resultado na AMGC, melhorando tanto o desfecho clínico como a qualidade de vida. Entretanto, o valor e a utilidade da AMGC podem se desenvolver dentro de um modelo de tratamento preventivo que seja baseado em monitorização continua e capacidade de ajustar o controle com o progresso de a doença no passar do tempo.

Dra Bibiana Prada de Camargo Colenci
Mestre em Endocrinologia e Diabetes
CRM 93718

terça-feira, 8 de março de 2011

Sensores sem fio prometem a diabéticos leitura não-invasiva de açúcar no sangue


"Sistema biossensor lê níveis de glicose sem romper a pele".

Para muitos diabéticos, a desagradável tarefa de tirar sangue várias vezes por dia, a fim de verificar os níveis de glicose no sangue, faz parte da vida. Os esforços para desenvolver dispositivos que possam testar a glicemia, sem a necessidade de picar os dedos várias vezes, não apresentou resultados satisfatórios até agora por causa de dúvidas sobre a precisão, bem como queixas sobre a irritação da pele. Uma empresa tem a esperança de resolver esses problemas com um sensor bioquímico que adere à pele como um curativo e manda leitura contínua da glicose do sangue para um dispositivo portátil sem fio.




Um bom nível de glicose no sangue é essencial para a saúde de um indivíduo, especialmente diabéticos, cujos corpos produzem nenhum ou muito pouco do hormônio insulina regular da glicose. Como os níveis elevados de glicose no sangue podem levar a uma longa lista de problemas graves de saúde – glaucoma, lesões nervosas e doenças do coração, só para citar alguns – diabéticos devem testar os seus níveis de glicose várias vezes ao dia, geralmente utilizando um dispositivo de punção para furar a ponta do dedo e tirar sangue.

Echo Therapeutics, com sede em Franklin, Massachusetts, está desenvolvendo um sistema de monitoramento contínuo da glicose transdermal, uma rede sem fio e livre de agulhas chamado Symphony tCGM para diabéticos (há cerca de 24 milhões nos Estados Unidos) e para uso em unidades hospitalares de cuidados intensivos.

Symphony tCGM tem três componentes básicos: a Prelude SkinPrep System, dispositivo aproximadamente do tamanho e forma de um barbeador elétrico, que raspa a superfície morta mais externa da pele (microdermoabrasão), deixando uma mancha do tamanho de uma moeda; um biossensor de glicose que é aplicado lá (em geral no peito ou parte superior das costas) e também um dispositivo sem fio que lê os níveis de glicose do biossensor.


O Prelude remove a pele e cabelo que podem interferir na leitura do biossensor. Ele passa minúsculos impulsos elétricos na pele, explica o presidente e CEO da Echo Terapêutica, Patrick Mooney. Com base na resposta a esses impulsos, o Prelude pode determinar quando viveu aquela célula subjacente da pele, o que permite ao biossensor proporcionar uma leitura mais precisa. O paciente, então, aplica o biossensor em forma de disco no pedaço de pele preparada pelo Prelude. A membrana na superfície do biossensor detecta como a glicose se difunde para fora dos capilares do corpo. O sensor contém uma enzima que reage com a glicose e retransmite a indicação como um sinal elétrico. O impulso passa sem fio para um computador de mão, que registra as informações e monitora as leituras. Cada sensor pode ser usado por dois dias antes de ser substituído por um novo, e então usado no mesmo local ou em outro local tratado pelo Prelude.

O Tufts Medical Center, em Boston, passou vários anos como uma clínica de teste do Symphony eco tCGM. “Frequentemente, durante cirurgias, colhíamos amostras de sangue para testes instantâneos” dos níveis de glicose no sangue, independentemente de o paciente ser ou não diabético, afirma Michael England, chefe do centro de anestesia cardíaca de adultos. O monitoramento contínuo é particularmente importante durante a cirurgia, porque os níveis de insulina variam de acordo com o paciente. “A insulina regular dada às pessoas nas cirurgias pode demorar de 45 minutos a uma hora para fazer efeito”, diz ele.

England é coautor (juntamente com três pesquisadores da Echo) de um estudo de julho de 2008 no Journal of Diabetes Science and Technology, que indicou que a precisão das medições de glicose no sangue da Symphony foi comparável com as práticas mais comuns de desenho e análise de amostras de sangue. Esse achado foi consistente com os resultados de um estudo da tCGM Symphony que a Echo anunciou em novembro. Usando cerca de 900 leituras de glicose Symphony tCGM emparelhado com medições de referência de glicose no sangue (realizadas por meio de amostras de sangue), a Echo alegou sua tecnologia foi 97% precisa.

Além do seu potencial impacto sobre a cirurgia e manutenção diária da diabetes, diz Inglaterra, o monitoramento contínuo da glicose pode ajudar os médicos a entender melhor a insulina e como ela funciona no organismo. Cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo usam insulina, de acordo com o Centro de Diabetes Joslin, em Boston.

O único medidor de glicose não-invasivo que recebeu aprovação da FDA nos Estados Unidos não está mais no mercado. Em 2001, Cygnus, Inc., ganhou a aprovação para sua GlucoWatch, usado como um relógio de pulso a ser empregado em conjunto com exames de sangue convencionais para detectar as tendências e padrões nos níveis de glicose do paciente. O GlucoWatch administra uma pequena carga elétrica no pulso para trazer glicose á superfície da pele onde ela poderia ser medida a cada 10 minutos. O uso do dispositivo, no entanto, foi interrompido em 2007, após denúncias sobre sua precisão, o que causou irritação em alguns usuários.

Monitoramento da glicose é extremamente importante para os diabéticos, mesmo que um pouco invasiva – incluindo aqueles sistemas que paciente pica os dedos para a obtenção de sangue – são usados por milhões de pessoas e tem vendas na casa dos bilhões. “Todo mundo com quem falo no campo diabetes sente que o acompanhamento transdérmico é um mal necessário”, diz Robert Langer, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) .

England adverte, no entanto, que encontrar um sistema eficaz de monitoramento contínuo da glicose transdérmica é apenas um passo no controle da diabetes. Ainda não há consenso sobre o que constitui o “nível de certo de glicose” em diferentes pacientes, diz ele. Até que se determine o benefício de ter maior controle sobre os níveis de glicose no sangue, essa é uma “questão em aberto”, acrescenta. “Nós nunca tivemos a tecnologia para este estudo.”

domingo, 6 de março de 2011

Comida Japonesa e o Diabetes

Comida japonesa para diabéticos

A comida japonesa está muito na moda. Você pode degustar pratos japoneses e manter sua glicemia sob controle. Basta planejar e escolher com sabedoria.
Escolha alimentos com alto teor de fibras e baixo teor de gorduras, como feijões, ervilhas, vegetais verde-escuros como brócolis, repolho e espinafre. Quanto às saladas, escolha aquela que contém feijão verde ou pratos com três-feijões, salada de tofu, salada de galinha chinesa ou pasta de salada misturada com vegetais. Escolha alimentos integrais como arroz marrom, pão integral ou macarrão integral.

Quando comer comida japonesa, escolha entre macarrão ou arroz. Nunca os dois, pois assim você limita a ingestão de carboidratos. Escolha temperos que são leves em salada, queijo ou molho desnatado. Se você puder, faça o seu próprio molho, use um pouco de azeite e vinagre. Tente evitar os molhos a base de shoyu, pois contém açúcar, mesmo a versão light.Se você gosta de maionese, experimente um produto light. Todos se beneficiam ao comer estes alimentos, não apenas as pessoas com diabetes.

Os vegetais e sementes devem preencher a maior parte do seu prato. Escolha pequenas porções de carne magra, aves ou peixes. Prefira frango grelhado sem pele e diminua as frituras como o tempura.

 Diga não a:
         Tempura
         Tokatsu ( porco frito)
         Torikatsu (frango frito)
         Mochi na manteiga

Prefira:
         Sopa missô *
         Pratos com teriyaki
         Pratos com yakitori *
         Somen *
         Soba
         Sushi *
         Sukiyaki
*alerta: estes pratos são ricos em sal, evitar em hipertensos

È difícil calcular a quantidade de carboidratos num sushi. Eles contêm arroz, alga marinha, vinagre e peixe ou vegetais. O arroz japonês contém mais carboidratos que o arroz tradicional. O vinagre não contém carboidrato, mas o knori contém por volta de 10- 15 gramas de carboidrato por rolo. A tabela abaixo dá uma idéia da quantidade de carboidratos por rolo de sushi.

Conjunto de 6 sushis 1
Nome
Calorias
Gordura (g)
Carboidratos (g)
Fibras (g) 2
Rolo de abacate
140
5,7
28
5,8
Rolo Californiano
255
7,0
38
5,8
Kappa Maki(pepino)
136
0
30
3,5
Rolo de Atum Picante
290
11
26
3,5
Rolo de Tempura de Camarão
508
21
64
4,5
Rolo de salmão e abacate
304
8,7
42
5,8
Rolo de Atum (Maguro)
184
2,0
27
3,5
Rolo de enguia com abacate
372
17
31
5,8
2. fibras calculadas através de informações do USDA Nutricional Database

E para sobremesa? Preferir as frutas frescas como bananas, uvas e laranjas. As frutas são excelentes fontes de fibras e minerais e com zero de gorduras. Todos nós, inclusive pessoas com diabetes deveríamos ingerir 3-4 porções de frutas por dia. Tortas, bolos, doces industrializados e biscoitos são ricos em gorduras e colesterol. Se você não pode resistir, ao menos ingira pequenas porções.

Quanto aos líquidos, opte por água e chás sem açúcar. Adicione um pouco de limão para dar sabor. Se ingerir bebidas alcoólicas, limite sua ingesta a uma dose por dia se for mulher ou duas doses se for homem. Beba somente com comida.

Planejando sua alimentação, você pode terá um bom controle glicêmico, sem abrir mão do que gosta.

Resumindo: 1. Planeje sua alimentação
                    2. Aumente sua ingesta de vegetais
                    3. Escolha alimentos com alto teor de fibras e baixo teor de gordura
                    4. Diminua o sal
                    5. Escolha sabiamente a sobremesa
                    6. Limite a ingesta de álcool e não ingira bebidas adocicadas
                  7. Faça a auto-monitorização da glicemia para saber se a quatidade do alimento esta adequada para seu organismo
                    8. Lembre-se de contar os carboidratos presente nos alimentos para não abusar; o arroz é um carboidrato.

Planejando com antecedência sua alimentação, você consegue manter sua glicemia sob controle. Se precisar de mais ajuda para preparar seu prato, peça auxílio ao seu endocrinologista ou nutricionista.

Outras dicas para manter sua glicemia estável são aprender sobre as porções, ou seja a quantidade de alimento que você pode ingerir. Também alimentar-se na hora correta e não ficar beliscando fora do horário ajuda a você controlar seu diabetes. Por ultimo, é interessante aprender a fazer a contagem de carboidratos, que auxilia você a acertar a exata dose de insulina ou a não engordar desnecessariamente.


Adaptado de: Castleheath.com, DECP
Tradução e adaptação: Bibiana Colenci

Comida Chinesa e o Diabetes

Comida Chinesa e o Diabetes

Como você pode ficar saudável e ainda assim apreciar comida chinesa? 
Sabemos que a refeição chinesa é muito rica em gordura e carboidratos. Este fato trás muitas dúvidas no momento que optamos por ingerir esta refeição.
O segredo é planejar de antemão e escolher de forma sábia.
Escolha alimento ricos em fibras, vitaminas, minerais, e com baixo teor de gordura. Boas escolhas são pratos com FEIJÃO, ERVILHAS, TOFU, BROTO DE FEIJÃO E VEGETAIS VERDE-ESCUROS COMO BRÓCOLIS CHINÊS, AGRIÃO, CHUY-SUM, CHIVAS, FEIJÕES COMPRIDOS E AMARANTO.

Vegetais ricos em ferro como cogumelo chinês, alga marinha e fungo preto são boas opções. Você pode ingerir feijões de todas as cores em sopas ou sobremesas com adoçante artificial. Batata doce é rica em fibra e muito nutritiva. Pode ser fervida ou transformada em sobremesas. Farinha de trigo integral, pão de centeio e pão de milho são boas fontes de fibras e saudáveis para qualquer pessoa, não só o diabético.

Cuidado com pratos carregados de banha de porco como os bolos-de-lua. Do mesmo modo, atente-se para alimentos ricos em gordura e colesterol como temperos chineses feitos a base de lombo de porco, de fígado de porco ou de pato e porcos ou carne de porco e patos assada.

Evite alimentos ricos em sal como ovos de patos salgados e peixes salgados. Para pessoas que gostam de bolinhos, escolha os cozidos ao invés dos fritos e limite sua ingestão a 5 ou 6 porções no almoço. Escolha vegetais frescos ou cozidos no vapor. Quando fritos, prefira utilizar óleo a base de girassol ou canola.

Os vegetais e sementes devem ocupar a maior parte do seu prato, mas deixe espaço para carne, aves ou peixe. Antes de preparar o frango, tire a pele. Para variar, tente peixe cozido no vapor com alho e cebola com óleo de canola e pouco sal.

E a sobremesa? É difícil ganhar da salada de frutas a base de papaya, peras, maças, laranjas , ameixas , manga e lichia. Frutas são excelentes fontes de vitaminas, minerais e fibras, além de não terem calorias. Lembre-se que todos nós, independente de ter diabetes, devemos ingerir 4-5 porções de frutas por dia. Quando for comer uma sobremesa rica em gordura, ingira em pequenas porções.

Em relação à bebida, experimente água, e chás sem açúcar. Adicione um pouco de limão para dar sabor. Evitar bebidas a base de mandioca, pois são ricas em carboidratos. Mas se não puder evitar, ao menos ingira com adoçantes.

Se optar por bebidas alcoólicas, limite sua ingesta a uma dose por dia para mulheres e duas doses se for homem. Beba acompanhado de comida sempre.

Resumindo: 1. Planeje sua alimentação
                    2. Aumente sua ingesta de vegetais
                    3. Escolha alimentos com alto teor de fibras e baixo teor de gordura
                    4. Diminua o sal
                    5. Escolha sabiamente a sobremesa
                    6. Limite a ingesta de álcool e não ingira bebidas adocicadas
                    7. Faça a auto-monitorização da glicemia para saber se a quatidade do alimento esta adequada para seu organismo
Planejando com antecedência sua alimentação, você consegue manter sua glicemia sob controle. Se precisar de mais ajuda para preparar seu prato, peça auxílio ao seu endocrinologista ou nutricionista.

Outras dicas para manter sua glicemia estável são aprender sobre as porções, ou seja a quantidade de alimento que você pode ingerir. Também alimentar-se na hora correta e não ficar beliscando fora do horário ajuda a você controlar seu diabetes. Por ultimo, é interessante aprender a fazer a contagem de carboidratos, que auxilia você a acertar a exata dose de insulina ou a não engordar desnecessariamente.

Adaptado de:  NDEP, ADA. 
Adaptação e tradução Bibiana Colenci

A Criança e o Diabetes

A criança e o Diabetes Mellitus

Você já ouviu falar em criança com diabetes?´
É comum ouvirmos que um amigo ou parente adulto apresenta diabetes. Porém, o diabetes pode acometer crianças desde o nascimento, até a fase de adulto jovem. Neste caso estamos falando do Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1). Esta é uma situação diferente do diabetes do adulto (que se chama Diabetes tipo 2), pois aparece de forma repentina e inesperada. Geralmente é desencadeado após uma gripe, e há dois picos de aparecimento: por volta dos 7 anos e no final de puberdade. Interessante notar que no outono há maior concentração de diagnóstico, talvez por haver mais episódios gripais neste momento.
No DM1 há ausência de produção de insulina pelo pâncreas e, portanto, deve ser tratado com a reposição de insulina, por via subcutânea.

Porque nunca ouvi falar?
Há pessoas que nunca ouviram falar em DM1. Isto porque a incidência de diabetes tipo 1 é bem menor que a do diabetes tipo 2. Apenas 7,5% das pessoas que tem diabetes, têm o tipo 1.

Quais os cuidados deve-se ter?
Inicialmente, os cuidados são com os pais. Eles devem ser orientados quanto à causa do Diabetes e, sobretudo, conscientizar de que não havia como prevenir seu aparecimento.
Uma vez retirado este peso dos pais, estes devem se informar profundamente em relação ao DM1, para transmitirem as informações de forma correta e segura para seus filhos. Quando os pais têm conhecimento e segurança sobre o Diabetes, a criança sente-se mais confiante e segue melhor o tratamento.
Outro cuidado é a realização da auto-monitoprização da glicemia, que é o exame do dedinho para medir a taxa de açúcar. Esta aferição é importante porque a taxa de açúcar do nosso sangue varia continuamente. Quando medimos esta taxa, entendemos o que está acontecendo, e melhoramos nosso controle. Vale lembrar que a taxa de açúcar alta ou baixa não traz sintomas até estar muito alta ou muito baixa. Assim, pequenas oscilações no açúcar que fazem mal à criança podem passar despercebidas se não fizermos este controle.  A auto-monitorização proporciona melhor controle glicêmico e evita os picos (hiperglicemia) e vales (hipoglicemia).
 Não há porque ter preconceito: o DM1 não se passa e não se pega com o amiguinho da escola.
Falando em escola, o diretor, o professor e demais profissionais que estarão perto da criança devem saber de sua condição. Eles devem ser orientados sobre o que fazer no caso da criança não se sentir bem.

Como é o tratamento?
O tratamento é feito com reposição de insulina subcutânea (para ser aplicada na gordura). Embora existam trabalhos com outras vias de administração de insulina, comercialmente apenas dispomos de insulina subcutânea. A boa noticia é que temos dispositivos mais modernos para aplicar insulina, como canetas e bombas de insulinas. As agulhas das canetas são menores e doem menos que as agulhas de seringas.
Hoje em dia sabemos que para se ter um bom controle, devemos fazer várias aplicações de insulina por dia, em pequeninas doses. Mas isso varia de criança a criança. Algumas usam 2 doses por dias, a maioria necessita de 5-6 doses. Fazemos isso para simular a liberação de insulina de uma pessoa não-diabética, onde o pâncreas libera insulina ao longo do dia, variando a dose conforme a alimentação. 

Como deve ser a alimentação?
A criança deve ser alimentar de forma mais saudável possível. Não deve ingerir alimentos que contenham açúcares (os carboidratos), como o próprio açúcar e doces. Os alimentos que viram açúcar no nosso corpo como pão, arroz, bolachas, massas também devem ser consumidos com moderação. Aliás, esta é a receita de alimentação saudável. Até quem não tem diabetes deveria segui-la, pois evita o DM2 e o ganho de peso.
Dispomos de um cálculo chamado Contagem de Carboidrato. Com este calculo podemos prever o quanto de insulina devemos aplicar para cada tipo de alimentação. O controle do diabetes torna-se mais preciso, evitando hipo ou hiperglicemia. O endocrinologista pode orientar sobre a necessidade de contagem de carboidratos.

O que é bomba de insulina?
A bomba de insulina é um dispositivo moderno para tratamento de diabetes no indivíduo usuário de insulina. Portanto, tanto crianças quanto adultos com DM2 que usam insulina podem se beneficiar deste dispositivo.
Ele tem uma cânula que é trocada a cada 3 dias. Ela envia insulina para o corpo da pessoa de forma contínua, lenta e em pequeninas doses, simulando uma situação de não-diabetes. Deste modo, o indivíduo não precisa ficar aplicando insulina com agulha ao longo do dia.
A bomba não é automática. Por isso, há necessidade dos pais, e com o tempo, a própria criança, aprenderem a manusear a bomba. Programamos a quantidade de insulina que ela enviará para seu corpo ao longo de 24 horas. Para calcular a dose das alimentações usamos a contagem de carboidrato, enviando a dose necessária para aquela refeição específica.
Portanto, antes de iniciar o uso da bomba de insulina, os pais e a criança devem saber calcular os carboidratos. Novamente, o endocrinologista avalia se a pessoa esta capacitada a usar a bomba de insulina.

A criança com Diabetes terá uma vida normal?
Completamente. Ela poderá fazer de tudo. Poderá se tornar um adulto saudável, produtivo e inserido na sociedade.
Para isso é preciso que a família, junto com o endocrinologista e a sociedade em geral entendam que esta é uma situação passível de controle, e que a criança não apresenta limitações. Ela apenas tem que seguir algumas regras como ter cuidado com a alimentação, fazer esportes, aplicar insulina e auto-monitorizar a glicemia.
Mas afinal, de uma forma ou de outra, todos nós seguimos regras, não é mesmo?


Dra Bibiana Prada de Camargo Colenci
Endocrinologia e Diabetes
Mestre em Edocrinologia
CRM 93718

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Obesidade -Uma doença do Nosso tempo

Por Dra. Bibiana Prada de Camargo Colenci |Revista Botucatu Especial

A obesidade é uma doença que pode ter complicações como pressão arterial alta, colesterol elevado e diabetes mellitus, podendo finalmente levar ao infarto ou ao derrame cerebral. As causas da obesidade são múltiplas e cabe ao endocrinologista identificá-las corretamente para efetuar o tratamento adequado, juntamente com o controle de suas complicações. Algumas vezes, as causas da obesidade são doenças bem definidas como o excesso de cortisol produzido pela glândula adrenal, o hipotireoidismo e a acromegalia, entre outras. Porém, mais frequentemente sua causa é a ingestão excessiva de alimentos.
Muitas vezes ouço pacientes dizerem que, mesmo comendo em pouca quantidade, não emagrecem. Porque isso acontece? Ora, é porque temos no código genético informações que controlam nosso gasto de energia. Algumas pessoas são “programadas” a economizar mais energia (calorias) que outras. Estas pessoas podem comer pouco, mas irão criar uma reserva energética que chamamos de gordura. No entanto, é interessante notar que também podem engordar, e muito, aqueles indivíduos que não têm esta programação de estoque energético. Isso ocorre porque o estilo da vida moderna, com os excessivos compromissos, o sedentarismo, e os fast foods, obrigam-nos a ingerir e reservar grande quantidade de calorias. Então, se não controlamos o que comemos, e não fazemos atividade física, acabamos engordando.
Porque comemos tanto no dia-a-dia? Existem diversos motivos para comermos mais do que nosso corpo necessita. A oferta de alimentos gordurosos é um deles. Vocês já notaram quantas propagandas de comida vemos nos intervalos da televisão e nos outdoors? Uma vez contei durante o intervalo de uma novela: nove chamadas de comida. Todas recheadas e gordurosas. Não é à toa que depois de um capítulo da novela corremos para “fazer uma boquinha”. Outro motivo para comermos muito é a correria do dia-a-dia. Temos trabalho, casa, família, reuniões. Tudo rápido demais. Não temos tempo para sentar e ter uma refeição como faziam nossos avós. Comemos “qualquer coisinha” para estancar a fome. De preferência algo rápido como um lanche, um salgado e refrigerante, que são riquíssimos em gordura e carboidratos. Sem falar que mastigamos muito rápido e consequentemente comemos mais. Após 20 minutos de uma refeição, o hormônio da saciedade é liberado em nosso corpo, não importando se comemos muito ou pouco. Como ele vai ser liberado de qualquer modo, se mastigarmos devagar, o volume de comida que ingerimos será menor aos 20 minutos. Isto pode evitar que engordemos.
O excesso de refrigerantes é outro comportamento que engorda muito. Mesmo os diet e light. Eles contêm componentes que aumentam a fome após sua ingestão. O mesmo vale para o cafezinho, que abre o apetite, ainda mais quando servido com açúcar. O açúcar diluído num líquido é absorvido de forma mais rápida, não precisa sofrer digestão. Soma-se o cafezinho ao açúcar e temos uma boa fórmula para ganhar peso. Três ou quatro xícaras de café por dia pode ser saudável, contanto que seja sem açúcar.
Os problemas emocionais são outra causa da obesidade. Ansiedade e depressão, ambos podem fazer com que comamos mais. Nestes casos é importante ter um acompanhamento psicológico e muitas vezes tomar medicamentos bem indicados.
Falando em medicamentos, os remédios para perda de peso são úteis para aqueles pacientes que não conseguem perder peso apesar de seguirem uma dieta saudável e realizarem atividade física. Eles devem ser prescritos por um profissional especialista, que entenda seu mecanismo de ação farmacológica, para evitar efeitos indesejáveis.
Vale lembrar que todas essas causas podem estar associadas.
Uma avaliação detalhada pelo endocrinologista permitirá descobrir a causa da obesidade e encontrar a fórmula para você perder e manter um peso adequado para seu organismo, prevenindo o desenvolvimento de doenças como pressão alta e diabetes.
Dra. Bibiana Prada de Camargo Colenci
Endrocrinologia - CRM 93718
Especialista pela Sociedade Brasileira de
Endocrinologia e Metabologia

insulina - dúvidas e mitos

Por Dra. Bibiana Prada de Camargo Colenci | Foto Malu Ornelas
1.O que é a insulina?
A insulina é um hormônio anabolizante, ou seja, ele nos ajuda a crescer e manter nossos órgãos saudáveis. Mais do que isso, a insulina ajuda a colocar o açúcar dentro da célula; e o açúcar será o combustível para gerar energia e manter a célula fazendo suas atividades habituais.


2.O que acontece se falta insulina?
Sintomas de Diabetes Descompesnsado
A falta de insulina acarretará em falta de açúcar nas células e acúmulo da mesma no sangue. A falta de açúcar na célula faz com que a célula queime outros combustíveis formando ácidos. O acúmulo de ácidos pode levar a desorientação e coma. Ocorre queima de vários elementos importantes e desta forma perde-se peso às custas de perda de músculos e órgãos vitais. Por outro lado, o excesso de açúcar no sangue acelera o processo de aterosclerose nas arterias. O corpo tenta livrar-se deste excesso, assim o indivíduo urina muito, perde  água e pode ficar desidratado, piorando o quadro de desorientação e acelerando a instalação do coma.


3.Se eu tomar insulina vou ficar dependente?
Não. Insulina não causa dependência. Ou você precisa de insulina, ou não precisa. Nos casos de Diabetes Mellitus infantil (tipo1), há falência da produção de insulina. Não há insulina circulante. Para se evitar o quadro descrito acima há necessidade de se repor uma substância que o corpo não fabrica. Neste caso, a insulina.
Algumas vezes o diabético em uso de comprimido necessita de insulina temporariamente, por exemplo, quando vamos passar por alguma cirurgia, apresentamos infecção grave ou na mulher que desenvolve o diabetes gestacional. Nestes casos, após a resolução do quadro, podemos voltar à terapia anterior.
Há outros casos onde o pâncreas parou de produzir a insulina, seja pelo tempo de
Diabetes, ou pelo tipo da doença. Nestes casos a reposição de insulina é vital. Há pessoas resistentes quanto ao uso de insulina e após a introdução voltam se sentindo melhor e se questionado porque não iniciaram este tratamento antes.
Por outro lado, diversos estudos recentes mostram que quanto mais precoce a introdução de insulina, melhor.


4.Mas, quando minha avó introduziu insulina há alguns anos atrás, ela piorou. Por quê?
Porque até a algum tempo os critérios para introdução de insulina eram outros. No momento da introdução, o indivíduo já apresentava diversas complicações irreversíveis causadas pelos longos anos de diabetes mal controlado. Desta forma, o beneficio do uso de insulina já não era tão grande. Hoje, o tratamento precoce com insulina possibilita preservar as funções do organismo e evitar complicações que podem trazer queda da qualidade de vida e morte.
Além disso, ao iniciarmos o tratamento antes de esgotar nossa reserva, preservamos nosso pâncreas para uma eventual necessidade (por exemplo, em momentos de infecção). Trabalhos recentes apontam que pessoas que introduziram insulina no início do tratamento do
Diabetes têm menor complicações do que as que não fizeram uso precoce.


5.Quais os benefícios da reposição de insulina?
Na dose certa prescrita por seu endocrinologista a insulina:
1. Melhora seu bem estar e disposição (através da melhora do controle glicêmico)
2. Melhora o controle glicêmico evitando futuras complicações
3. Preserva a insulina que seu corpo produz
4. Melhora o raciocínio
5. Ajuda a melhorar seu controle de colesterol e triglicérides
6. Ajuda a recuperar a massa óssea e muscular perdida durante o descontrole glicêmico


Então, não há motivo para descartar o tratamento de insulina como uma das melhores opções para o paciente diabético. E tenha em mente que a insulina poderá salvar sua vida, prevenir as complicações a longo prazo decorrentes do
Diabetes Mellitus, e trará, juntamente com o bom controle, uma ótima qualidade de vida.
Bibiana Prada de Camargo Colenci

Endocrinologia e Diabetes - CRM 93718