sábado, 5 de novembro de 2011

Refrigerantes com zero caloria não ajudam a emagrecer, dizem pesquisas


Os refrigerantes de zero caloria (conhecidos como diet, light ou zero) são procurados por aqueles que querem emagrecer, mas será que eles realmente contribuem com a dieta? Pesquisas mostram que eles não ajudam na saciedade e podem fazer com que você coma ainda mais. Eles só são eficientes se a ingestão de calorias for controlada, e o mesmo vale para os refrigerantes normais, os doces etc. E ainda o açúcar proporciona maior saciedade e faz você comer menos em seguida.
Além disso, os refrigerantes com adoçantes artificiais devem ser consumidos com moderação, pois possuem altas doses de sódio, que em excesso pode causar maior retenção de líquidos e aumentar a pressão sanguínea. Além disso, alguns adoçantes usados no Brasil são proibidos em outros países países (ciclamato de sódio é proibido na França, nos EUA, no Japão e na Inglaterra e a sacarina sódica é proibida na França e no Canadá -- usados na maioria dos refrigerantes zero no Brasil).
Diversas pesquisas nos Estados Unidos indicam que populações que ingerem refrigerantes dietéticos apresentam maior aumento no Índice de Massa Corpórea (IMC) do que os que consomem a bebida açucarada, é o que explica Quig Yang em seu artigo para a Universidade de Yale. Apesar disso, pouco se sabe dos mecanismos que levam a esse ganho de peso.
Algumas pesquisas acreditam que o aumento de ingestão calórica associado ao uso de adoçantes artificiais se deve a mecanismos biológicos (menor saciedade, maior absorção de calorias na digestão etc.), outras acreditam que pode haver um fator psicológico, você pensa que está sendo muito saudável consumindo seu refrigerante dietético e por isso pode comer aquela sobremesa que não comeria caso o refrigerante fosse normal e acaba extrapolando.
Estudos feitos com diferentes tipos de adoçantes em ratos têm demonstrado que o uso de adoçantes aumenta o consumo calórico e o peso. A nutricionista Fernanda de Matos Feijó, mestre e doutoranda pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisou o efeito de suplementação de sacarose (açúcar), sacarina e aspartame (adoçantes dietéticos) em ratos com alimentação livre (comendo quanto quiserem). Em sua pesquisa, os ratos que recebiam suplementação de açúcar comiam menos ração e eram mais magros que os que recebiam os adoçantes dietéticos e os que não recebiam suplementos. O açúcar aumentou a saciedade dos ratos, resultando numa menor ingestão de comida e calorias.
Como os refrigerantes light não aumentam a saciedade, eles possuem nesse sentido um resultado semelhante ao da água. Acabam gerando uma maior ingestão calórica diária do que a apresentada por aqueles que consomem as bebidas com açúcar. Os ratos da pesquisa de Feijó que consumiram suplemento de açúcar terminaram a pesquisa mais magros que os que consumiram sacarose, aspartame e só ração, mesmo consumindo a bebida mais calórica e tendo ração livre como os demais. Vale lembrar que a solução com açúcar não era servida à vontade, tinha uma dose diária definida, portanto a pesquisa não fala nada sobre consumir altas doses de uma bebida muito açucarada e sim pequenas doses.
Feijó explica que o ser humano não age apenas por instinto, então uma pessoa pode consumir mais ou menos alimentos por questões emocionais, mas desde a amamentação temos o instinto de sentir saciedade com ingestão de alimentos com açucares. O leite materino possui açúcares e estimulava a sensação de saciedade.
Além disso, na hora de emagrecer a força de vontade é fundamental, sendo assim, mesmo sem se sentir totalmente saciada, há como fazer um esforço para consumir uma quantidade menor de calorias, nesse caso, consumir o refrigerante diet pode ajudar a ter um menor valor energético, pois a mesma bebida com açúcar tem muito mais calorias.
Outro motivo indicado por Yang é o costume do paladar. Algumas pesquisas mostram que consumir menos sal e não utilizar outros produtos para substituí-lo pode alterar o paladar e diminuir a tolerância ao sal. O mesmo pode ocorrer com o gosto doce, ao consumir o adoçante dietético você acostuma o seu paladar ao gosto doce e cada vez mais vai buscá-lo, muitas vezes em alimentos com açúcar, altamente calóricos, mas nessa teoria o refrigerante com açúcar teria o mesmo efeito que os adoçados artificialmente e a solução seria consumir cada vez menos essas bebidas de gosto muito açucarado.
Feijó também comenta que pesquisas deram indícios de que o refrigerante com adoçantes artificiais pode diminuir o metabolismo e assim, contribuir de fato com o ganho de peso em vez da perda. Mas essas teorias não têm ainda comprovação.
Antes que você saia por aí tomando litros de um refrigerante bem doce, Feijó conta que alimentos sólidos com açucares são mais eficientes do que os líquidos para saciar. Ela recomenda que se evite o consumo de refrigerantes em geral, consumindo no máximo um copo por dia (200 ml) de preferência só em ocasiões especiais, pois esses produtos tem uma quantidade muito grande de açúcar. Os dietéticos, por terem muito sódio, ela recomenda apenas para os diabéticos, pois os regulares tem muito açúcar, o que geraria um aumento grande e muito rápido na glicemia. Mesmo assim, o consumo deve ser moderado.
Ao se falar de refrigerantes adoçados artificialmente é preciso deixar claro se há diferença entre os produtos light, zero e diet. Mariana Del Bosco, nutricionista membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), explica que de acordo com a legislação brasileira, o produto light deve apresentar uma redução 25% ou mais de calorias ou de algum nutriente, como açúcar ou gordura. Já o produto diet ou zero, deve ser isento de algum componente, como sal ou açúcar. No caso do refrigerante, seja diet, light, ou zero, não há diferença. Todos são isentos de açúcar e apresentam quantidades insignificantes de calorias.
Garanta sua segurança
Por ser uma bebida sem nutrientes, Del Bosco explica que não há indicação (não se indica um mínimo dele) para o consumo desse tipo de produto. Estudos mostram que crianças que consomem refrigerantes tendem a ingerir menos leite, fonte de cálcio, além disso, o refrigerante tem fósforo, um elemento que, em excesso, pode atrapalhar na incorporação do cálcio no osso. Isso pode, em maior ou menor grau comprometer a saúde óssea, por isso o consumo em excesso de refrigerantes deve ser evitado, em especial por idosos e crianças.
Aprovados para o consumo no Brasil, os adoçantes ciclamato de sódio e sacarina sódica são proibidos na França. O ciclamato é proibido também nos EUA, Japão e Inglaterra e a sacarina é proibida no Canadá.
Os adoçantes são regulamentados pela Anvisa, que garante os produtos podem ser consumidos com segurança, desde que se respeite as dosagens máximas de ingestão. Segundo Del Bosco, é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que determina quais adoçantes podem ser comercializados e qual é a ingestão diária aceitável (IDA) por dia no Brasil.

Ingestão Diária Aceitável dos Adoçantes

AdoçanteIngestão diária aceitável (IDA)
Acessulfame de potássio15 mg/kg
Aspartame40 mg/kg
Ciclamato11 mg/kg
Sacarina5 mg/kg
Sucralose15 mg/kg
Como calcular (exemplo da sucralose):
60 kg x 15 = 900 mg   –    (Uma pessoa de 60 kg pode ingerir 900 mg por dia)
Del Bosco explica que é muito difícil avaliar a quantidade de refrigerante que se poderia consumir para que não se ultrapasse o limite máximo recomendado, principalmente porque, os refrigerantes são compostos por misturas e isso dificulta o cálculo.
Para proteger o consumidor, a Anvisa também determina a quantidade máxima de cada edulcorante que deve estar presente em 100 ml de refrigerante.

Quantidade máxima de adoçante em 100 g de alimento ou 100 ml de refrigerante

AdoçanteQuantidade máxima em 100 ml ou 100g
Acessulfame de potássio26 mg a 35 mg
Aspartame56 mg a 75 mg
Ciclamato40 mg e 56 mg
Sacarina10 mg a 15 mg
Vale lembrar que a recomendação, portanto, é de consumir com moderação.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Campanha da Semana Mundial de Combate ao Diabetes -ABAD


Células Tronco Intestinais podem aumentar o tamanho do intestino grosso

As células tronco adultas podem remodelar nosso organismo de acordo com as mudanças de nosso corpo. Esta descoberta abre caminho para o desenvolvimento de tratamentos mais efetivos contra diabetes e obesidade.
Quando as células embrionárias amadurecem para tornarem células tronco adultas, elas aquietam-se nos nossos tecidos, repondo células que morrem ou que são lesadas. Em um estudo com drosófilas (mosquinhas de frutas), pesquisadores descobriram que as células tronco adultas respondem ao aumento de ingesta alimentar , produzindo mais células intestinais, aumentando o tamanho do intestino à medida que continuamos a ingerir grandes quantidades de alimentos.
"Quando as drosófilas começam a comer , as células tronco intestinais as células tronco adultas são acionadas e o intestino aumenta de tamanho", diz Lucy O´Brien, pós doutoranda da Universidade da Calofornia-Berkley , que desenvolveu o estudo. " Quatro dias depois, o intestino esta quatro vezes maiores, e quando diminui a ingesta de alimentos, o intestino diminui".
Assim como em humanos e outros mamários, o intestino da drosófila secreta sua própria insulina. Em moscas, esta insulina intestinal pode ser o sinal que aciona as células troncos adultas. "Por haver similaridade entre as drosófilas e humanos, a descoberta pode ser a chave para entender como este órgão em humanos se adapta à alterações do ambiente.", diz David Bilder, professor associado do mesmo serviço.


fonte : Indo Asian News Service | IANS – Mon, Oct 31, 2011
tradução : Dra Bibiana

Perda de Peso Melhora Função Cognitiva em Pessoas com Sobrepeso ou Obesas


Alta concentração de  gordura em adultos jovens está associado a aumento de risco de demência.
Por outro lado a associação entre perda de peso e função cognitiva ainda é controverso.
Foi realizado uma meta-analise para estimar o efeito da perda de peso intencional na função cognitiva em adultos com sobrepeso e obesos. Doze trabalhos foram selecionados, baseados na informação do estudo, idade dos sujeitos, informação nutricional, estratégia para perda de peso e teste cognitivo. Houve melhora da performance cognitiva com a perda de peso na memória ( p=0,04) e atenção/execução de atividades mentais ( p<0,001). Apesar dos estudos apresentarem-se heterogênios quanto ao desenho do estudo, escolha dos sujeitos de pesquisa, intervenção para perda de peso, e questionário de disfunção cognitiva. No entanto, a função cognitiva parece estar associada à melhora de atenção e execução de atividades mentais e memória em pacientes obesos em 70 % dos trabalhos analizados, mas não me pacientes com peso normal.
Então este é mais um motivo para você que está acima do peso, perde-lo!

Fonte:  Obesity Reviews. Vol 12 (11):968-983, nov,2011
Trqadução e observação : Dra Bibiana 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Elevar o colesterol bom (HDL) reduz risco de infarto em diabéticos


Complemetando o tópico anterior, achei este artigo muito interessante .

Estudo focou em pacientes com diabetes pois é um grupo 87% mais propenso a sofrer problemas cardíacos

Aumentar os níveis do colesterol associado às lipoproteínas de alta densidade (HDL), conhecido como colesterol bom, reduz o risco de ataque cardíaco e derrame cerebral nos pacientes com diabetes, segundo um estudo publicado na última sexta-feira (7) na edição digital do "American Journal of Cargiology".

O estudo examinou os expedientes médicos de mais de 30 mil pacientes com diabetes e constatou que aqueles com baixos níveis de colesterol HDL sofrem mais infartos e derrames que o restante.

Os pesquisadores focaram em pacientes com diabetes, pois eles formam o grupo mais propenso a sofrer problemas cardíacos, quase 87% a mais que o restante da população, segundo um estudo do projeto Framingham da Universidade de Boston publicado em 2008.

Embora se saiba que diminuir os níveis de colesterol ligado às lipoproteínas de baixa densidade (LDL, ou "colesterol ruim") reduz o risco de ataques cardíacos, a relação entre o "colesterol bom" e as doenças de coração são menos claras.

"Nosso estudo acrescenta evidências de que aumentar os níveis HDL pode ser uma estratégia importante para reduzir o risco de ataque cardíaco", aponta o médico Gregory Nichols, autor principal do estudo, vinculado ao centro de pesquisas Kaiser Permanente de Portland (Oregon).

Os cientistas analisaram duas medidas dos níveis de colesterol HDL obtidas com uma diferença de 6 a 24 meses.

Segundo a pesquisa, 61% dos pacientes não apresentaram mudanças significativas dos níveis HDL, 22% mostraram aumento de pelo menos 6,5 miligramas por decilitro de sangue e 17% dos casos indicaram baixa de pelo menos a mesma quantidade.

Após obter os níveis de colesterol, os pesquisadores monitoraram os pacientes durante oito anos para constatar se foram hospitalizados por ataque cardíaco ou derrame cerebral.

Os pacientes cujos níveis de HDL cresceram tiveram 8% a menos essas duas doenças que aqueles cujos níveis permaneceram estáveis.

Pelo contrário, os que experimentaram uma queda de "colesterol bom" tiveram 11% a mais de ataques e derrames.

Esse estudo foi de observação, ou seja, os pesquisadores não intervieram para alterar os níveis de HDL.

Fonte: EFE

sábado, 8 de outubro de 2011

O que é o Colesterol e suas Frações?



O colesterol é um tipo de gordura presente naturalmente presente no nosso organismo. O colesterol serve para produção de bile, membranas celulares, de hormônios e no metabolismo de vitaminas, como a vitamina D. A maior parte do colesterol é produzida no fígado (70%), e o restante (30%) é proveniente da alimentação.
 No entanto, quando o colesterol está em excesso, ele pode provocar doenças como aterosclerose, que é deposição de gordura na parede das artérias provocando infarto e derrame. O depósito leva à formação de placas de gordura (chamados de ateromas), que diminui o diâmetro da artéria, e portanto diminui a passagem de sangue que passa pelo local. Com o tempo pode entupir completamente a artéria provocando complicações como infarto ou derrame.
Estamos acostumados a pensar que o colesterol elevado provoca apenas infarto e derrame, mas na verdade esta obstrução pode ocorrer em qualquer artéria de nosso corpo. Portanto, todos nossos órgãos sofrem com falta de sangue quando temos a aterosclerose, e podemos apresentar além do derrame e infarto, impotência sexual (sexo masculino), insuficiência renal e doença arterial periférica, que é obstrução das artérias das pernas e provoca dor e risco de amputação. Por fim, colesterol pode acumular no fígado, provocando uma situação conhecida como esteatose hepática e, se não controlada, pode evoluir para cirrose hepática.
O termo médico para doenças do colesterol e suas frações chama-se dislipidemia.

Quais os tipos de colesterol?
O colesterol total é a combinação dos níveis de colesterol bom (HDL) e o ruim (LDL) e dos triglicérides.
O LDL é conhecido como o colesterol ruim, pois ele se deposita nas artérias e junto com as plaquetas diminui o diâmetro das artérias e o fluxo de sangue para os órgãos. Assim o tecido na recebe nutriente e oxigênio e morre. Se ocorrer no coração, chamamos de infarto; se no cérebro, derrame. O LDL provém do fígado (70%) e dos alimentos (30%) ricos em gorduras, como as carnes, frituras, salgadinhos etc.
O HDL é o “colesterol bom”. Ele recolhe o colesterol das artérias e órgãos e leva ao fígado, onde este colesterol é reutilizado ou eliminado através da bile e fezes. Por isso, quanto mais alta sua taxa, melhor. Valores elevados de HDL são considerados protetores de infarto.
O Triglicéride (TG) são gorduras produzidas no fígado a partir de alimentos ricos em carboidratos (açúcares, arroz, massas, pães, etc.), bebidas alcóolicas e gorduras. São os mesmos alimentos que aumentam a taxa de glicemia (açúcar) no indivíduo com Diabetes Mellitus. Por isso, quando o Diabetes Mellitus está elevado , aumenta também a taxa de TG. Portanto, a mesma dieta para diminuir o açúcar do sangue, diminui o TG. Assim como o LDL, níveis elevados de TG levam a infarto, derrame e outras complicações decorrentes de obstrução das artérias. Valores muito altos de triglicérides podem provocar pancreatite, que por sua vez pode levar a um tipo de diabetes por destruição das células pancreáticas ou a morte.


Quais os valores saudáveis de colesterol?
Os valores de colesterol variam com a idade e com a condição de saúde. Caso o indivíduo apresente Diabetes Mellitus ou alguma doença arterial, os valores de colesterol LDL devem ser mais baixo do que o resto da população, visto que o risco de apresentar um infarto é mais elevado nestas pessoas. Então, quando for avaliar seu nível de colesterol, não adianta olhar o colesterol total, mas deve-se prestar atenção às suas frações (LDL, TG, HDL). A tabela abaixo resume os valores seguros de colesterol.

Qual a relação do colesterol, Diabetes Mellitus e hipertensão?
Estas três doenças fazem parte do que chamamos de Síndrome Metabólica. O corpo não metaboliza corretamente os açúcares e o colesterol, e temos resistência ao funcionamento da insulina, situação chamada de resistência insulínica. Geralmente apresentamos esta síndrome quando estamos acima do peso. Ela acelera o processo de aterosclerose e suas complicações. Por este motivo, devemos tratar as três situações conjuntamente e, se necessário, perder peso.
O diagnóstico de Síndrome Metabólica é fácil. Basta uma fita métrica. Deve-se aferir a circunferência da cintura. Mede-se passando a fita no meio termo entre a crista ilíaca (osso da bacia) e a última costela. Na frente, a fita deve passar sobre a região maior da barriga. Caso a circunferência abdominal for maior que 90 cm para homens ou 80 para mulheres, podemos inferir que está em risco de desenvolver síndrome metabólica, junto com outros dois fatores, já podemos fazer o diagnóstico.

O que devo fazer caso eu tenha dislipidemia?
O melhor tratamento é adotar um estilo de vida saudável, que inclui prática de atividade física, alimentação saudável, evitar tabagismo e uso de bebida alcoólica. Às vezes faz necessário o uso de medicamentos, que deve ser prescritos pelo endocrinologista.
Se você tiver dislipidemia:
EVITE
PREFIRA (com moderação)
·         Álcool 
·         Salgadinhos gordurosos e fast foods
·         Frituras
·         Maionese, creme de leite, manteiga, margarina queijos amarelos, banha.
·         Vísceras (fígado, coração, rins),
·         Frutos do mar
·         Bolachas recheadas, pão branco, brioches, croissants
·         Carnes gordurosas: porco, bacon, presunto, mortadela, salame, pele de frango
·         Doces
·         Leite integral
  • ü   Sucos naturais e sem açúcar
  • ü  Frutas
  • ü  Alimentos cozidos ou assados
  • ü  Temperos naturais e secos como orégano, salvia, limão, cheiro verde etc
  • ü  Carnes magras
  • ü  Peixes cozidos, assados e grelhados.
  • ü  Pães integrais, arroz integral, aveia, linhaça (com moderação)
  • ü  Verduras, azeite extra virgem (com moderação)
  • ü  Frutas, gelatinas
  • ü  Chocolate amargo (com moderação)
  • ü  Leite desnatado, ricota, cottage


Bom, então eu quero avaliar meu colesterol. Como devo proceder?
Para colher o exame de colesterol e frações você deve ficar de jejum por 12 horas, abster-se de bebida alcoólica e cigarro por 24 horas. Assim o resultado será mais confiável. 

texto: Dra Bibiana Colenci
Clínica de Diabetes e Saúde 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estilo de Vida e Probabilidade de Desenvolver Diabetes Mellitus tipo 2 - um estudo cohort

Pesquisadores descobriram que até mesmo indivíduos que tinham história familiar para Diabetes Mellitus (DM) ou obesidade eram menos sujeitos a desenvolverem doenças crônicas se tivessem uma qualidade de vida saudável. Além disto, a cada melhora da qualidade de vida, diminuía ainda mais o risco.
Os dados vieram de mais de 200 mil americanos que preencheram questionários sobre estilo de vida, dieta e estado de saúde entre 1995 a 1996. A maioria tinha entre 50 a 60 anos de idade. Nenhum dos sujeitos participantes tinha diabetes no momento da pesquisa .
Dez anos depois os pesquisadores recontataram estes indivíduos para avaliar se desenvolveram diabetes. Ao todo, 1 entre 10 homens e 1 entre 13 mulheres desenvolveram esta doença. Após reavaliarem novamente o primeiro questionário, os pesquisadores subdividiram o questionário em cinco tópicos: IMC ( índice de massa corpórea), dieta, atividade física, tabagismo e ingesta de álcool.
As mulheres de peso normal que tinham hábitos alimentares saudáveis, realizavam atividade física, bebiam moderadamente e não fumavam, tinham 84% de probabilidade de  desenvolverem diabetes do que mulheres com sobrepeso e que não preenchiam os outros critérios de vida saudável (realizar atividade física, beber com moderação e não fumar). Quanto aos homens, o risco de desenvolver diabetes diminuía em 72% comparado com os de hábito não-saudáveis. Dentre os que bebiam muito, fumavam e eram sedentários, ainda assim o risco diminuía caso apresentassem uma alimentação saudável me relação aso que ingeriam alimentos ricos em gordura saturada e pobre em fibras.
No entanto, fator preditor mais importante de DM foi a obesidade mesmo entre aqueles que praticavam outros hábitos saudáveis.
"A mensagem é que todos estes hábitos saudáveis contam, mas o principal é não engordar " diz Dr Lawrence Phillips, endocrinologista da Universidade Emory de Atlanta. Ele também lembrou que i IMC considerado normal é abaixo de 25 ( calculo do IMC = peso/altura /altura). Este valor, no entanto, serve para caucasianos." Orientais e pessoas de outras etnias podem precisar ter um IMC mais baixo para evitar DM", ele sugere.
Uma limitação do estudo é que os participantes podem ter mudado seu estilo de vida aos longo dos anos após o primeiro questionário. O questionário também não consegue comprovar que cortar de finitivamente o cigarro ou gorduras saturadas, poderemos reduzir a probabilidade de desenvolver DM. Além disto é possível que pessoas que se exercitavam menos eram menos saudáveis por outros motivos não aferidos no questionário.
O trabalho sugere, novamente, que até para quem tem história familiar, se adotarem um estilo de vida saudável pode evitar o desenvolvimento de DM. O conjunto de ações melhorando a qualidade de vida reduz de forma importante o risco de DM, principalmente no grupo suceptivel a esta doença.
fonte :Annals of Internal Medicine, September 5, 2011
tradução e comentário: Dra Bibiana Colenci
        

Anvisa Cria Comitê para Avaliar Terapia Celulares


Uma área estratégica, que desperta cada vez mais interesse de universidades e instituições de pesquisa. Assim são as terapias celulares, cuja regulação no país, enfim, está próxima de sair. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promoverá, no mês que vem, um seminário para discutir a criação de um órgão interinstitucional, o Comitê de Assessoramento Técnico em Terapias Celulares (CAT). Será ele o responsável por garantir a segurança, eficácia e desburocratização dos produtos que resultem do cultivo, seleção e manipulação de células.
Segundo a Anvisa, o desenvolvimento dos campos de biotecnologia, biologia celular e de terapias com tecidos humanos levou à formação de novos tratamentos, remédios e produtos médicos que contêm células humanas. A regulação do material produzido por estes setores tornou-se urgente. O seminário servirá para isso. E, também, para definir quais parâmetros éticos devem ser seguidos pelos pesquisadores - uma seara ainda polêmica, dada a falta de um grande acordo internacional sobre o tema.
O CAT também promete simplificar o trâmite dos pesquisadores. Hoje, os interessados em pesquisas com terapias celulares precisam explicá-las ao conselho federal de sua área e à Anvisa. Agora, eles decidirão em conjunto.
- Precisamos definir um marco regulatório, a partir do qual estará valendo a exploração de produtos derivados de células, inclusive de células-tronco, sejam adultas ou embrionárias - alerta Daniel Coradi, gerente de Tecidos, Células e Órgãos da Anvisa. - O CAT é o órgão que agregará a opinião da nossa agência, dos conselhos federais de Medicina e Odontologia, do Ministério da Saúde e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Conep). As decisões sobre terapias que saírem dali serão dadas em consenso.
A Anvisa inspirou-se na União Europeia, onde um comitê semelhante foi montado há quatro anos.
As terapias celulares passam obrigatoriamente por serviços de produção dessas células. Se elas são levadas para laboratório e submetidas a processos como expansão, então, segundo Coradi, elas já devem ser vistas como um medicamento ou produto.
- A intenção é garantir a eficácia e segurança dos medicamentos - explica o futuro coordenador do CAT. - Estamos nos adiantando à demanda. Queremos dar uma solução para os interessados que submeterem os seus produtos para avaliação.
E algumas empresas já estão de olho na agenda do novo comitê. Laboratórios americanos e europeus querem exportar as terapias celulares lá desenvolvidas para o mercado brasileiro. Para isso, precisarão da bênção do CAT.
As áreas que, até agora, receberam mais novos produtos no exterior são reconstrução de pele, lesões medulares e tratamento de cardiopatias.
O Brasil não conta com terapias aprovadas com células-tronco. Aqui, há apenas pesquisas clínicas. Há testes em andamento para problemas como infarto, derrame, distrofia muscular e esquizofrenia, entre outros.
A maior parte do financiamento vem da carteira do governo federal. No entanto, cada vez mais entidades privadas têm procurado o Conep, interessadas em desenvolver pesquisas com seres humanos.
Ligado ao Ministério da Saúde, o Conep equilibra a balança do CAT. Enquanto a Anvisa cobra padrões técnicos e de segurança, este conselho tem como matéria-prima a ética dos experimentos.
- Teremos de estabelecer quais são as etapas necessárias para que as propostas de terapias celulares sejam seguras - revela Aníbal Gil Lopes, membro da comissão e professor-titular de Fisiologia da UFRJ. - O desafio é criar, no país, uma regulação para algo que não tem normas estabelecidas e aceitas internacionalmente.
Não é uma missão trivial. Diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células-Tronco em Doenças Genéticas (USP), Mayana Zatz acredita que o comitê deve lembrar "o risco corrido por uma pesquisa sem base fundamentada".
- A ética corre sempre a reboque das descobertas científicas, e o comércio vai na frente delas - lembra a cientista, autora do livro "GenÉtica", que será lançado na próxima semana. - Célula-tronco virou uma palavra mágica, como se fosse algo que cura qualquer coisa, e não é bem assim. O novo comitê deve entender bem sobre dois assuntos: a ética em relação aos tratamentos e o uso de testes genéticos. Nem todos devem ser oferecidos, por mais que haja dinheiro envolvido.
Coradi concorda e afirma que o combate ao uso indiscriminado de pesquisas, que expõe pacientes a profissionais sem ética, é uma das metas do CAT.
- Enquanto não tivermos um marco regulatório, esse risco ainda vai existir - admite.
Um dos laboratórios brasileiros licenciados pela Anvisa para cultivar e manipular células em laboratório é o dirigido por Radovan Borojevic, em Petrópolis.
- O custo social da medicina (ou seja, o que é pago pela sociedade para resolver o sistema de saúde) tem aumentado. Interessa ao poder público reduzí-lo - avalia. - E a terapia celular é um caminho para isso. O marco regulatório é o primeiro passo: ele aponta que instituições poderão participar desse processo.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/09/06/anvisa-cria-comite-para-avaliar-terapias-celulares-925302337.asp#ixzz1XGtoSEgx 
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Os efeitos nocivos do bisfenol A


O bisfenol A é um composto sintético utilizado em larga escala tanto na produção de plásticos, contendo policarbonato, como também na produção da resina epóxi, que faz parte do revestimento interno de latas que acondicionam bebidas e alimentos.
Os possíveis efeitos nocivos do bisfenol A a saúde humana tem sido motivo de grandes debates em todo mundo, uma vez que ele é considerado como sendo um desregulador endócrino: substância que pode interferir no funcionamento normal do sistema endócrino.
Até recentemente, a ação de desregulador endócrino no homem era extrapolada a partir dos resultados de estudos científicos observados em animais. Esta hipótese foi agora confirmada em humanos, em trabalho desenvolvido por cientistas do Reino Unido em conjunto com agências locais de proteção ambiental, em uma amostra representativa de população italiana. Os autores demonstraram que o BPA é um xenoestrógeno, isto é, atua no homem de forma similar ao hormônio estrógeno. Foi observado que, à medida que se identificava concentrações maiores de BPA na urina destes indivíduos, havia uma proporcionalidade no aumento da função do receptor de estrógenos, local onde se liga o hormônio para exercer seus efeitos nos tecidos.
A importância dos resultados desta pesquisa ratifica a necessidade da tomada de medidas de prevenção e de precaução quanto à exposição ao BPA. Acredita-se que esta exposição seja ubíqua e que ocorra principalmente através da contaminação de alimentos.
A contaminação humana já foi demonstrada em estudos com populações americana e européia, os quais identificaram partículas de BPA na urina em mais de 90% dos indivíduos avaliados.
Vale a pena ressaltar que alguns dos efeitos deletérios do bisfenol, como por exemplo, os de alterar a ação dos hormônios da tireóide, a liberação de insulina pelo pâncreas, bem como os de propiciar a proliferação das células de gordura, foram observados com doses nanomolares, ou seja, doses extremamente pequenas, as quais seriam inferiores à suposta dose segura de ingestão diária. (Fonte: Melzer et al, Environmental Health Perspectives, 2011).
obs: Ainda, há diversos estudos mostrando os efeitos dos xenoestrogenos provocando mau formação congênita e erros na diferenciação sexual de animais.

Por Tania Bachega – Coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos) da SBEM-SP


obs por Dra Bibiana 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Suplementos que Pessoas com Diabetes Mellitus Precisam

Ingerir alimentos naturais é crucial para repor vitaminas e sais minerais. Infelizmente a maioria das pessoas não conseguem ingerir as quantidades ideais. Sendo assim, a suplementação muitas vezes faz-se- ia necessária.
Mas as pessoas com diabetes devem tomar suplemento alimentares?
Segundo o protocolo de tratamento do American Diabetes Association 2011 (associação americana de diabetes) nao há necessidade de suplementação. E ainda reitera que "suplementação de rotina de anti-oxidantes, como vitamina E e C e caroteno, não são recomendáveis pois faltam evidências cientificas de sua eficácia e segurança a longo prazo."
Em outra palavras, não existe evidências de que diabéticos se beneficiem com suplementos especiais.
Segue abaixo alguns suplementos, com seus prós e contras:

 Suplemento 
 Prós 
 Cuidado 
 Vitamina C
a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) pode inibir sua absorção e muitos diabéticos têm baixos níveis
doses acima de 1,000mg pode provocar diarreia ou pedras nos rins 
 Vitamina E
alguns estudos sugerem proteção do coração, rins e olhos. 
A dose recomendada é de
30 ui/d, porém a dose anti-oxidante começa com valores acima de 100ui/d.
doses acima de 400 UI/d pode provocar derrame.
 Cromo
 originalmente taxado como suplemento para perda de peso, pode auxiliar no controle glicêmico e de colesterol em diabéticos tipo2. 
doses acima de 200 ug podem prejudicar sua saúde .


No entanto, a vitamina B é geralmente reposta me diabéticos tipo2, pois o uso de metformina pode depletar os estoques da mesma.
Converse com seu endocrinologista antes de ingerir qualquer suplemento.
Doses elevadas podem ser prejudiciais ou podem interagir com suas medicações.
Só porque é natural, não quer dizer que é seguro .

Tradução e comentário : Dra Bibiana Colenci
fonte : DD