Mostrando postagens com marcador qualidade de vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador qualidade de vida. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Perda de Peso Melhora Função Cognitiva em Pessoas com Sobrepeso ou Obesas


Alta concentração de  gordura em adultos jovens está associado a aumento de risco de demência.
Por outro lado a associação entre perda de peso e função cognitiva ainda é controverso.
Foi realizado uma meta-analise para estimar o efeito da perda de peso intencional na função cognitiva em adultos com sobrepeso e obesos. Doze trabalhos foram selecionados, baseados na informação do estudo, idade dos sujeitos, informação nutricional, estratégia para perda de peso e teste cognitivo. Houve melhora da performance cognitiva com a perda de peso na memória ( p=0,04) e atenção/execução de atividades mentais ( p<0,001). Apesar dos estudos apresentarem-se heterogênios quanto ao desenho do estudo, escolha dos sujeitos de pesquisa, intervenção para perda de peso, e questionário de disfunção cognitiva. No entanto, a função cognitiva parece estar associada à melhora de atenção e execução de atividades mentais e memória em pacientes obesos em 70 % dos trabalhos analizados, mas não me pacientes com peso normal.
Então este é mais um motivo para você que está acima do peso, perde-lo!

Fonte:  Obesity Reviews. Vol 12 (11):968-983, nov,2011
Trqadução e observação : Dra Bibiana 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estilo de Vida e Probabilidade de Desenvolver Diabetes Mellitus tipo 2 - um estudo cohort

Pesquisadores descobriram que até mesmo indivíduos que tinham história familiar para Diabetes Mellitus (DM) ou obesidade eram menos sujeitos a desenvolverem doenças crônicas se tivessem uma qualidade de vida saudável. Além disto, a cada melhora da qualidade de vida, diminuía ainda mais o risco.
Os dados vieram de mais de 200 mil americanos que preencheram questionários sobre estilo de vida, dieta e estado de saúde entre 1995 a 1996. A maioria tinha entre 50 a 60 anos de idade. Nenhum dos sujeitos participantes tinha diabetes no momento da pesquisa .
Dez anos depois os pesquisadores recontataram estes indivíduos para avaliar se desenvolveram diabetes. Ao todo, 1 entre 10 homens e 1 entre 13 mulheres desenvolveram esta doença. Após reavaliarem novamente o primeiro questionário, os pesquisadores subdividiram o questionário em cinco tópicos: IMC ( índice de massa corpórea), dieta, atividade física, tabagismo e ingesta de álcool.
As mulheres de peso normal que tinham hábitos alimentares saudáveis, realizavam atividade física, bebiam moderadamente e não fumavam, tinham 84% de probabilidade de  desenvolverem diabetes do que mulheres com sobrepeso e que não preenchiam os outros critérios de vida saudável (realizar atividade física, beber com moderação e não fumar). Quanto aos homens, o risco de desenvolver diabetes diminuía em 72% comparado com os de hábito não-saudáveis. Dentre os que bebiam muito, fumavam e eram sedentários, ainda assim o risco diminuía caso apresentassem uma alimentação saudável me relação aso que ingeriam alimentos ricos em gordura saturada e pobre em fibras.
No entanto, fator preditor mais importante de DM foi a obesidade mesmo entre aqueles que praticavam outros hábitos saudáveis.
"A mensagem é que todos estes hábitos saudáveis contam, mas o principal é não engordar " diz Dr Lawrence Phillips, endocrinologista da Universidade Emory de Atlanta. Ele também lembrou que i IMC considerado normal é abaixo de 25 ( calculo do IMC = peso/altura /altura). Este valor, no entanto, serve para caucasianos." Orientais e pessoas de outras etnias podem precisar ter um IMC mais baixo para evitar DM", ele sugere.
Uma limitação do estudo é que os participantes podem ter mudado seu estilo de vida aos longo dos anos após o primeiro questionário. O questionário também não consegue comprovar que cortar de finitivamente o cigarro ou gorduras saturadas, poderemos reduzir a probabilidade de desenvolver DM. Além disto é possível que pessoas que se exercitavam menos eram menos saudáveis por outros motivos não aferidos no questionário.
O trabalho sugere, novamente, que até para quem tem história familiar, se adotarem um estilo de vida saudável pode evitar o desenvolvimento de DM. O conjunto de ações melhorando a qualidade de vida reduz de forma importante o risco de DM, principalmente no grupo suceptivel a esta doença.
fonte :Annals of Internal Medicine, September 5, 2011
tradução e comentário: Dra Bibiana Colenci