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segunda-feira, 9 de março de 2015

Nova Insulina Inalável- Afrezza




Sanofi lança insulina inalável nos EUA

afrezza inhaled insulin

A partir de agora, pacientes diabéticos que vivem nos EUA e cujo tratamento inclui o uso de insulina terão uma alternativa ao produto injetável. O laboratório Sanofi lançou uma insulina em pó inalável. O produto já tinha sido aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) em Junho de 2014.


A inalação promete agir mais rapidamente e ser muito mais conveniente do que as injeções. No entanto. um produto inalável já falhou no passado e há preocupações sobre os potenciais riscos associados com o ato de respirar a insulina em pó.


Chamado Afrezza®, o medicamento deve ser inalado com a ajuda de um pequeno inalador de fácil uso. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina para a corrente sanguínea, cumprindo o papel de regular a quantidade de açúcar no sangue.


O Afrezza® não deverá ser usado em pacientes com asma ou por aqueles que sofrem de certas complicações do sistema respiratório. Também não é recomendado para fumantes ou ex-fumantes.


Uma outra insulina inalável produzida pela concorrente Pfizer chamada Exubera foi aprovada em 2006, mas deixou de ser vendida logo depois. O inalador era grande e desajeitado e os pacientes acabaram por desistir de usá-lo, desencorajados pelos testes de função pulmonar periódicos a que tinham de se submeter.

fonte : http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/mercado/1928-sanofi-lanca-insulina-inalavel-nos-eua.html

FDA aprova nova insulina de ação lenta -Toujeo



No dia 25 de fevereiro de 2015, a FDA ( food and drug administration – órgão americano que regulamenta medicamentos ) aprovou a insulina de longa duração Toujeo ( insulina glargina U300).para o tratamento de DM1 e DM2.
Trata-se da mesma molécula da glargina porem de menor volume e com formulação mais concentrada ,com absorção mais lenta do que a glargina U100.
É uma insulina basal ,aplicada uma vez ao dia, e foi desenhada para ser liberada mais gradualmente . Desta forma apresenta meia vida mais longa , com menor incidência de hipoglicemia noturna e severas .



Em estudos envolvendo mais de 3500 adultos com DM1 e DM2 , Toujeo produz o mesmo controle que a lantus porem com menor índice de hipoglicemia.
Será lançada nos EUA  em abril de 2015 sob a apresentação de Toujeo solostar.

Fontes :http://www.diabetesselfmanagement.com/blog/fda-approves-new-long-acting-insulin/EASD2014
http://www.news.sanofi.us/2015-02-25-Sanofi-Receives-FDA-Approval-of-Once-Daily-Basal-Insulin-Toujeo

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Brasil terá açúcar que não engorda e poderá ser consumido por diabéticos



 Ele não engorda, não provoca cáries e pode ser usado por diabéticos. É o açúcar FOS (sigla para fruto-oligossacarídeos), que passará a ser fabricado no Brasil graças a um novo modo de fabricação, desenvolvido por uma pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp).
O açúcar FOS não engorda porque sua molécula é muito grande para ser quebrada pelo organismo. Ele é absorvido apenas pelos micro-organismos que vivem na parte final do intestino, daí seu papel probiótico. Ao ingerirem o açúcar, esses organismos crescem e ajudam no tratamento de algumas enfermidades, como problemas de absorção de cálcio, diabetes e câncer. Por causa do seu tamanho, o FOS também não consegue ser metabolizado pelos organismos que ficam alojados na boca e que causam a cárie e as placas dentárias.
Açúcar saudável: o produto criado pela Unicamp não engorda porque é formado por uma molécula grande que não pode ser degradada pelo organismo (Antoninho Perri / Divulgação)
O FOS já é conhecido e usado com maior frequência em países do hemisfério norte, inclusive em produtos voltados para diabéticos. No Brasil, seu consumo ainda é restrito. De acordo com Elizama Aguiar de Oliveira, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp e autora do estudo, é possível encontrar no Brasil alguns produtos que já contenham FOS. A variabilidade, no entanto, é pequena em função dos custos. Uma lata de leite em pó com FOS, por exemplo, tem preços entre 20 reais e 40 reais. "Se produzido nacionalmente, esses custos podem ser reduzidos", diz.
Tecnologia nacional — A metodologia desenvolvida por Elizama emprega uma liga de nióbio (um minério usado em alguns tipos de aços inoxidáveis) e de grafite para imobilizar a enzima que irá produzir o açúcar. Imobilizando a enzima nesse minério, evita-se que ela se dissolva e o resultado obtido é um xarope rico em oligossacarídeos, sacarose, frutose e glicose. Em seguida é feita a purificação, na qual os subprodutos são separados e os oligossacarídeos são encaminhados para o setor industrial, quando vários produtos com FOS poderão ser processados – como chicletes, balas, sorvetes e pães.
"Não existe contraindicação, o único cuidado é evitar o exagero no consumo, que pode causar cólicas e diarreias", diz Elizama. Segundo a pesquisadora, alguns estudos estimam que o ideal será um consumo máximo de 6 a 10 gramas do FOS por dia. "Mas essa quantia varia muito, depende da maneira que o organismo da pessoa responde ao produto", diz.
Matéria-prima — De acordo com a engenheira, mesmo com a riqueza de matéria-prima para o FOS no país, eles são pouco processados no Brasil. A maioria do que é hoje comercializado vem da Europa, do Japão e dos Estados Unidos, regiões onde os fruto-oligossacarídeos são ingeridos de maneira mais variada. Nesses lugares, ele é empregado em produtos como chicletes, sorvetes, biscoitos, doces, sucos e na linha de alimentação infantil e animal.
Saiba mais
Nióbio
Minério usado em alguns tipos de aços inoxidáveis. O Brasil é o maior produtor desse minério no mundo. As suas jazidas estão mais concentradas no estado de Minas Gerais, na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, próxima da região de Araxá, e no Estado do Rio de Janeiro, na Companhia Fluminense.
FOS
O esse tipo de açúcar é um fruto-oligossacarídeo, que não consegue ser metabolizado pelos seres humanos, como acontece com o açúcar comum, por ser formado por uma molécula muito grande e que precisa ser quebrada em partículas menores com enzimas específicas, não existentes no organismo humano. Os FOS não são tão doces quanto o açúcar de mesa (têm cerca de 60% da doçura da sacarose), porém são mais finos e mais brancos.